segunda-feira, 28 de julho de 2014

I go to seek a Great Perhaps

Há alguns dias, eu fiz um compromisso de honestidade. Com quem, eu não sei exatamente, e com que intuito, muito menos. A verdade é que eu passei a vida inteira escondendo as piores coisas que se passam dentro de mim, não só pelo que as pessoas achariam se soubessem, mas por causa do que eu própria já achava de mim. Acreditem, não tenho exatamente um caso de amor comigo mesma. Não são raros os dias em que não me suporto. Por outro lado, estar aqui, hoje, me dando uma última chance, é a maior prova de amor que eu poderia me oferecer.
Um dia me disseram que desabafar faz bem, que conversar alivia a alma. Nunca experimentei a sensação, mas sei bem como é engolir a seco as próprias mágoas e garanto: não tem um gosto bom. Então ok, vamos tentar uma outra abordagem: vamos ser sinceros, de uma maneira que eu nunca fui na vida. Só Deus sabe por quanto tempo e até onde isso vai me levar.
Se é para ser honesta, aqui vamos nós: meu nome (que por sinal, eu odeio) é Deyse, tenho 22 anos e, muito embora me autodenomine advogada, a verdade é eu mesma não poderia pensar em uma titulação mais irônica - se tem alguém no mundo que hoje é incapaz de defender outra pessoa ou alguma causa, esse alguém sou eu. Atualmente, estou gravitando naquele período pós-aulas e que antecipa a colação de grau, então podemos dizer que, verdadeiramente, sou uma desocupada - e qual é mesmo aquele ditado sobre mente vazia...? Esse meu atual estado por si só é uma problemática bastante extensa, mas vamos por enquanto resumir a coisa da seguinte maneira: eu não faço ideia do que eu vou fazer com a minha vida daqui pra frente.
Tenho passado os meus dias lendo livros, vendo filmes, comprando coisas que não vou usar e escrevendo textos banais e inúteis tais como esse, que ninguém vai ler porque ninguém se importa. Talvez nem eu me importe, mas foi o que eu disse anteriormente: me sobra tempo livre e o diabo anda fazendo a festa com a minha imaginação fértil. Além disso, tenho pouca vontade de sair de casa, mas não consigo parar de odiar o fato de passar o dia de pijamas, dormindo o sono que nem mais tenho. 
Queria muito ligar para alguém, mas não saberia o que dizer e tão pouco tenho para quem ligar - e aqui vai um fato muito importante sobre mim mesma: eu tenho vivido só. Na maioria dos dias, não converso com ninguém que não seja a empregada de casa ou meu irmão - só o básico, aliás, o suficiente para o alerta vermelho deles não disparar na minha direção. Não estou me esforçando para mudar esse quadro, o que é particularmente triste, mas não o suficiente para me obrigar a fazer algo a respeito. Por isso, passo o dia conversando comigo mesma e ouvindo meus próprios conselhos o que, desconfio, é um dos principais motivos pelos quais eu tenho tido tão pouca vontade de viver.
Estou aqui para falar dos meus problemas, na esperança de que, ao tirá-los da minha mente e torná-los algo minimamente real, eu consiga encará-los e mandar todos para o quinto dos infernos. Espero que ninguém esteja aguardando qualquer texto feliz e cheio de superação, porque, pelo que pretendo, as alegrias que eu por ventura venha a ter não vão ter relação alguma com o que eu faço aqui - vão ser vividas lá fora, bem longe de toda essa carga negativa que vez ou outra eu deposito nesse espaço. É por isso que eu decidi separar bem as coisas: sou feliz do outro lado desse muro; aqui, eu sou só mais uma garota fodida pela vida, pelas pessoas e por si mesma.

Nunca pensei que fosse tão fácil ser sincera. E tão absurdamente vergonhoso.

16 comentários:

  1. Amiga, não é nem um pouco vergonhoso ser sincera! Estava falando sobre isso com Mimi ontem, quando confessei pra ela um sofrimento inconfessável. Sabe a história de você não ter o direito de sofrer por algo? Então. Isso não anula o sofrimento.
    Em "A Lista de Brett", o psiquiatra disse uma coisa sensacional para ela: "pode ter certo e errado pra muita coisa no mundo, mas pra sentimento não. Não tem, absolutamente como, um SENTIMENTO ser errado" e é a mais pura verdade.
    Me corroo por dentro quando você diz se sentir tão sozinha.. Queria que morássemos perto! Queria ser mais presente na sua vida, mesmo que não moremos perto. Queria que suas dores se aliviassem!
    Te amo muito e estou sempre torcendo por você!
    Beijos!

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  2. Deyse, sua linda, você voltou! <3
    Sempre passava aqui pra ver se o Feedly não estava com problemas, me deixando desatualizada, mas quando vi seu comentário lá no blog fiquei contente de te ver de volta!
    Agora, sobre o seu post, pode não parecer, mas é super normal se sentir dessa maneira. Quando me formei fiquei uns três meses flutuando pela casa, sem saber ao certo pra que lado correr ou o que fazer. Fiquei em dúvida sobre um monte de coisas, e enquanto todo mundo de casa saía pra fazer suas coisas, eu ficava boiando no silêncio, e era mesmo estranho e solitário. Mas as coisas mudam, acredite nisso. Quando você menos esperar, aparecerá algo que fará sua perspectiva de vida mudar, e essa fase ficará só na lembrança. Enquanto isso, se quiser alguém pra conversar, estou disponível (às vezes fico com vergonha de interagir com você no twitter - é, sou dessas -, mas tô sempre lá). Um beijo, e fica bem!

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  3. Oi amiga. Sabe quando você comentou lá no Agridoce, dizendo que tinha sentido meu post bem fundo? Que tinha doído aí, em você? Pois então. Seu post também doeu aqui, por inúmeras razões. A primeira delas é que eu te entendo, de verdade. Mas isso é assunto pra quando eu estiver aí, olho no olho, podendo desabar no seu colo, se assim eu desejar. Vamos compartilhar algumas nuvens negras, já sei, e espero que isso alivie muitas coisas, ou pelo menos evite maiores tempestades.

    Segundo porque me dói saber que você se sente assim. E me dói não porque acho errado você se sentir assim, já que como muito bem disse Analu, e eu super concordo, sentir é isso aí mesmo e pode ser tudo menos errado. Dói mesmo saber que você sente essa dor porque, por sentir ela também, sei quão sofrida ela pode ser. Eu vivo minhas dores num sete, todos os dias, em uma escala de um a dez, e isso definitivamente não é algo do qual se orgulhar, mas é quem eu sou, né?

    E sinceridade é sempre o melhor. Com os outros, sim, mas principalmente com nós mesmas. Nem sempre ser sincera e falar sobre as coisas faz com que soluções comecem a aparecer, mas na maioria das vezes só a simples percepção dos nossos problemas já alivia. A tal aceitação, eu acho. Enfim. Vamos ter muito tempo pra discorrer sobre. Amo você <3

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  4. Escrever sobre o que se passa na minha cabeça sempre me ajuda, nem sempre alivia, mas ajuda. Quando eu leio o que eu sinto, parece que meu eu é outra pessoa, e isso me faz analisar as coisas um pouco mais friamente, mais distante. De vez em quando eu acho uma solução, mas quando não acho pelo menos passo meu tempo.
    Entendo o que você tá passando, mas não sei como ajudar. Gostaria muito de te dizer que isso passa, que é só ter fé... Mas acontece que só quem passa pela situação sabe como ela dói, né? Só sei que desejo de verdade que essa bad vibe passe logo, que sua crise de identidade sirva pra você se redescobrir ainda mais bela do que suas palavras. E que, desse momento em diante, sua vida seja doce.
    Beijos rimados pra você

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  5. Amorinha, me abraça, porque ninguém sabe o que vai fazer da vida depois da faculdade. E quem sabe, por favor, fique calado, porque ninguém tá interessado nessas palhaçadas. <3
    Eu, mês sim, mês não, entro em crise por conta da carreira, de não saber o que fazer, de não entender o que eu mesma quero. Mudo de opinião a cada crise, invento uma profissão diferente a cada mês, mas sei que não sairei do lugar até conseguir decidir o que eu realmente quero fazer. Mas decidi mesmo parar de me estressar com isso, pelo menos por enquanto. Ano que vem, ano que vem, quem sabe?

    E não se sinta sozinha, amorinha. Eu tô a uma janela de chat de distância. Eu sei que a gente não se fala muito, mas eu me sinto muito próxima a você. Alugue meu ouvido sempre que quiser. <3

    Beijins!

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  6. Escrevi um comentário gigante apenas para esse PALHAÇO do blogger comer. Mas tudo bem, não me deixarei ser calada por um sistema de comentários. Já xinguei muito no twitter, agora vamos ao que interessa:

    Amora, ninguém sabe o que quer ser da vida aos 20 e poucos anos. E se sabe, não tem certeza. Você já leu Um Dia, então você sabe, né? A gente é perdido mesmo. Eu, mês sim, mês não, tenho uma crise existencial relacionada à minha carreira. Todo mês decido por uma profissão diferente, só pra não decidir por nada, porque no fundo eu sei que não é nada daquilo. Decidi, inclusive, não me estressar tanto com isso esse ano, porque já tem o casório, então PRA QUÊ né? Vamos procrastinar o drama.

    E ó, não se sinta só, porque eu tô a uma janelinha de chat de distância. Você pode pegar meu ouvido emprestado sempre que precisar, viu?

    Beijins!

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  7. Identifiquei-me profundamente com o seu desabafo, também estou nesse abismo existencial, também odeio o meu nome rs, sobretudo, odeio a minha passividade, a minha indecisão e o meu receio pela mudança.

    Não há soluções fáceis, mas falar sobre isso e expressar essa melancolia de alguma forma, já é alguma coisa. A maioria tem os mesmos conflitos internos, mas prefere varrer para debaixo dos seus tapetes empoeirados de mentiras e aparências.

    Penso que se eu tivesse uma vocação para algo, tudo seria mais fácil. Porém, começo a questionar todo esse esquema de carreira (vestibular + faculdade + emprego + aposentadoria...) e essas profissões que nos fazem engolir, repletas de 'status' e letargia. Como se fôssemos importantes, mas, na verdade, somos todos meros combustíveis para manter o sistema funcionando, combustíveis facilmente substituíveis.

    O que me faz feliz não é desse mundo.

    O Mundo Em Cenas

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  8. Eu tinha te escrito um texto enorme, quase um post comentando sobre a semelhança desse texto com a minha vida, mas o blogger fez questão de me trolar e apagar tudo. Enfim, vou resumir: tô em crise, também não sei o que eu vou fazer da minha vida, não queria voltar pra blogosfera (sei lá porque), mas agora voltei e tô tentando achar solução pra minha crise no meio de todos os textos que eu não li quanto tava dando um tempo.

    É bom voltar a te ler (mesmo que seja nessa fase ruim).

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  9. Não é vergonhoso ser sincero. Acho que foi espontâneo. Por isso é bonito, é renovador, porque é uma alma que se entrega, deixa-se fluir e desabafa pura e simplesmente para ficar leve. Não tenha medo de nos contar, de dizer o que pensa o que sente, o que realmente acha de si, do momento, do mundo, do que faz. No mais, você fala de muitos sentimentos comuns a todos, porque há uma imensidão difícil de mensurar ao redor de nós. Na maior parte das vezes pesa, nos deixa desorientados, falta a coragem para desafogar. Mas você o fez e perfeitamente.
    Sei bem como é esta sensação, todas as nuances que desabafaste agora. Ando numa fase semelhante e diferente de você não me encorajo para me abrir. Um dia quem sabe seja mais fácil.

    Bem, não gostei do teu texto por te perceber mal. Espero que tudo fique bem.
    Beijo Deyse (gosto do teu nome =D)

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  10. Eu já tinha lido seu texto há uns dias. Mas na hora eu não podia comentar porque estava no estágio (ok, abafa hahaha).
    Amei você voltar a escrever aqui. Fez muita falta.
    Quanto ao texto... que texto! Eu não sei com você, mas quando eu fico com algo me incomodando faz tempos, escrever já ajuda um pouco. E escrever me ajuda a ser sincera comigo mesma, me faz refletir sobre coisas que normalmente eu nem enxergo.
    E olha, não tem nada de vergonhoso no seu texto e na sua sinceridade.Torço para que seja só mais uma fase ruim da sua vida, e que passe rápido. Mas se não passar, eu sempre vou estar aqui para te ler, te ajudar; como fiz desde o inicio do ano, que você não postava. Eu vinha aqui toda semana para saber notícias suas.
    Fique bem!
    Beijos

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  11. Engraçado que ensinam pra gente que mentir sobre o que realmente sentimos é mais fácil e mais 'bonito', mas olhe, foi só eu me abrir de vez pras pessoas aos meu redor que tudo na minha vida passou a girar de maneira diferente. Ainda sou adepta de escrever sobre meus demônios, mas ultimamente eles andam bem menores, então escrevo sobre o que vier...
    E ó, se te serve de algum consolo, eu já tenho 30 e também não sei muito bem o que fazer da vida. Sei pra onde devo ir, mas o que fazer exatamente quando chegar lá ainda não tá muito claro.
    Fico aqui na torcida pra que seus caminhos se abram e dramas não te tomem muito tempo.

    Um beijo

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  12. É a segunda vez que venho ao teu blog nos últimos dias. Vim primeiro pelo teu comentário sobre Oasis, e fiquei bem feliz por encontrar alguém que compartilhe de um amor tão sincero pela banda quanto o meu. Antes de ler teu texto, li a tag "sad song" e o li pela primeira vez com a música na cabeça. Não soube o que comentar. Aí voltei hoje, e ainda não sei direito o que comentar. Mas posso dizer que o desabafo é algo muito necessário - talvez imprescindível. E essas inseguranças são absurdamente normais, já tive algumas parecidas. Mas com o tempo a gente conhece outras coisas, experimenta outras situações, e vai vivendo. Se esse vazio passa? Não sei dizer ainda. Mas que ele fica pequenininho frente às coisas que ainda temos a enfrentar, isso é verdade. E o Noel, em "Sad song", pode dizer isso melhor que eu "We as people, are just walking 'round. Our heads are firmly fixed in the ground".

    Enfim, boas vibrações e boa sorte. Vai dar tudo certo.

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  13. é tão vergonhoso que eu faço isso num blog reservado a leitores convidados. mas quer saber? faz um bem. quer dizer, é relativo, para algumas pessoas não significa muito. ah, pelo que entendi: vai depositar coisas negativas aqui na tentativa de não sufocar sozinha? ou será que a palavra "sufocar" foi mal colocada? enfim, não posso falar muito porque estou numa situação um pouco parecida. saindo pouco e falando com poucas pessoas. na verdade, não me importo muito em interagir socialmente [então tá tudo bem]. espero que as coisas melhorem para você [que do outro lado do muro você esteja sendo feliz].

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  14. Deyse, esse sentimento não é uma exclusividade sua. Na verdade, creio que seja uma fase, aquela em que nos vemos no espelho e não sabemos o que mais além disso compõe a nossa vida, o nosso ser. Você fez bem em desabafar tão sinceramente. Acredito que as palavras nos libertam, nos trazem alívio, de certo modo. Quem as conhece bem sabe utilizá-las como uma brecha, uma maneira de amenizar os sofrimentos.
    Espero, realmente, que seja mesmo uma "fase". Você é muito mais do que descreveu aqui, aposto nisso.

    Adorei o teu blog, um beijo!

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  15. Deyse, adorei a sua sinceridade ao escrever, os problemas passaram, tu vai ver. Cabeça em pé e bola pra frente , desabafou o que tava na minha garganta, a gente é o espelho do problema que o outro também tem.
    Beijos, amei

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  16. Saudações a todos neste fórum do blog, quero contar tudo sobre um avanço financeiro que o Sr. Pedro me ofereceu para passar quando estava morrendo de fome com meus negócios e família durante a pandemia CoVid19. Eu me deparei com o Sr. Pedro no Blog Spot por alguém o recomenda para quem procura empréstimo que fiquei tão empolgado e fiquei motivado para estar nessa posição de liberdade financeira, pois minha família estava morrendo de fome, entrei em contato com o Sr. Pedro no que é o aplicativo que eu disse Ele, minha história de vida sobre a situação financeira, ele me envia um formulário de inscrição para preencher meus detalhes que eu fiz depois que ele me envia contrato de empréstimo, então eu o encaminhei ao meu advogado para dar uma olhada e me aconselhar sobre como fazer isso depois depois Assinei o contrato de empréstimo após o fato de meu empréstimo ter sido aprovado algumas horas atrás, entre em contato comigo para transferir fundos e as cobranças que eu preciso limpar no balcão do banco, limpei as acusações que recebi meu empréstimo no dia seguinte que limpei as cobranças do banco, então Foi muito bom trabalhar com o Sr. Pedro e agradeço a grande parte da ajuda que ele me deu que realmente ajudam minha família a partir da fome. Entre em contato com o Sr. Pedro por e-mail: pedroloanss@gmail.com porque ele está sempre ocupado, mas eles também têm algum outro colega de equipe profissional trabalhando com ele, mas eu recomendo o Sr. Pedro para quem procura ajuda financeira.

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