Percebe como tenho lhe escrito muito, ultimamente? Não sei, acho que todos nós usamos as armas que temos e você tem sido a minha mais fiel válvula de escape. Porque tudo o que eu preciso, principalmente esses dias, é fugir. Você sabe bem como se faz isso, não? Juntar umas roupas velhas em uma mala qualquer, pegar os melhores escritos, todos os textos com palavras usadas e cadernetas com folhas em branco. Juntar tudo e cair fora – mergulhar no desconhecido, não olhar para trás, não ter peso nas costas, não ter hora para voltar. Como deve ser bom, hein, menino? Quantas e quantas vezes você já não deve ter sentido essa mesma sensação de não pertencer a lugar algum e, ainda assim, sentir-se em casa – onde quer que esteja. Quantas vezes você já não deve ter achado que a vida não tinha mais jeito, que a única saída era escapar desse redemoinho de confusão e adeus, bye bye. Tenho certeza que sempre esteve certo. E se hoje eu lhe perguntasse o que seria o certo a fazer, você me mandaria passar o melhor perfume, pegar o metrô e escrever uma bobagem qualquer, sentada em um banco entre as estações 9 e 10. Ou sair da cidade. Ou mudar de país, trocar o telefone, pintar o cabelo, emagrecer 10 quilos. Tudo que me tirasse do velho quadro pintado à tinta óleo – tudo que não lembrasse a mim mesma. Vai ver é isso, menino: preciso fugir desse lugar, mas também preciso fugir de mim. E preciso me encontrar longe daqui, distante desses erros e repetições. Porque eu já não agüento mais ser a mesma. Não agüento a rotina de encontrar o mesmo rosto cansado, todos os dias. Quero tirar férias de mim. Quero me perder e me encontrar um bom tempo depois, bem melhor, bem mais forte, bem mais como você.
Tenho vontade de ser assim, livre feito gaivota. Mas tem sempre aquilo que te prende e prende e prende. Tô de mãos atadas, menino. Tô precisando de alguém pra vir me salvar.
Mais ainda nas dores,
Para sempre tua.
''Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida… Alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão! Eu preciso muito muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília! Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração! Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo''.
Eu sempre disse que minha vontade é uma faca de dois gumes. Diferente da maioria das pessoas, eu sempre soube o que não me agrada, o que me agride, o que me incomoda. E diferente do que se espera de alguém tão sentimentalmente bem resolvida, eu nunca soube exatamente o que fazer com isso. Sei que preciso ler mais, que tenho livros ótimos criando mofo na minha estante; sei que preciso fazer dieta, que meus estudos não estão tão adiantados quanto eu preciso e devo, mas que isso não chega a ser desesperador; sei que tenho viagens marcadas e que isso pouco me anima. Sei um monte de coisas e isso não significa absolutamente nada. Veem o problema? Tenho tudo em mãos: mala cheia, livros, nenhuma companhia (desagradável) e tudo mais se encaminhando. E ainda assim, descontento...
Tenho também muitos rabiscos soltos, sem sentido algum. Algo que reflete muito bem meu atual estado de espírito: tão livre e tão solto que chega a se perder. Queria dizer que isso que chamam de completa satisfação pessoal sempre me incomodou como uma ferida no dedão do pé – sabe, aquela que sempre que existe, alguém pisa justo encima ou você acerta no canto da cama? Então. Incomoda a maior parte do tempo e dói, por menor que seja. Dá uma vontade louca de arrancar fora o bendito dedo ferido – dá uma vontade louca de partir dessa vida, desse lugar amargurado, diretamente para uma esquina fria de New York, onde ninguém me entende, me conhece, me julga ou cria expectativas sobre mim. Onde, enfim, eu não preciso de ninguém, porque ninguém precisa de mim. Sem relações de dependência, sem ninguém para (me) decepcionar...
Não é nada pessoal, não é nada urgente – é apenas uma vontade louca de descer a rua, gritando o que eu não quero que as pessoas ouçam. Porque ninguém nunca ouve e eu queria parar de achar que deve ser o contrário. Queria parar de esperar algo de alguém – especialmente de mim. Me livrar dessas amarras, sabe, que me obrigam, devido às circunstâncias, a ser feliz. Eu não quero ser feliz, porra. Quero tomar um chá gelado que me dê náuseas, assistir um filme de terror que me deixe sem sono e deitar na cama sem culpa alguma por me boicotar tanto. Quero continuar a aprender com os problemas, porque o mundo cor-de-rosa vem me deixado cada vez mais burra e vulnerável. É, era isso que eu queria ser: problemática e infeliz. Mas também esperta, viva. E preparada pro próximo round.
Eu vou sempre sentir que a gente pode ser um pouco mais. Vou sempre insistir na mesma questão, ser clichê diversas vezes e teimar até tudo se tornar cotidiano, até essa luta fazer parte do meu dia tal como acordar. Vou abrir as janelas todas as manhãs, respirar fundo e ganhar forças para me manter sempre em pé diante da sua descrença; vou sempre achar motivos para ser mais forte do que você acha que eu sou. Tô jogando fora o orgulho que nunca me levou a lugar algum – nunca ouvi falar de alguém ser indigno por ter sofrido por amor.
Vou parar de ser sempre tão pessimista e exigente; já lhe disse diversas vezes o quanto você é bom, mas sou péssima em demonstrar o quanto sinto isso. Não consigo lhe provar que dentro de mim existe um prazer enorme por eu ter sido a escolhida – porque você preferir a mim entre milhões de outras que poderiam fazer o mesmo que faço, mas que nem de longe recebem tudo o que você me dá. Sou falha, eu mesma me engano, me dou rasteiras seguidas – não consigo enxergar o bem que me faz mesmo quando comete os seus erros, bobos.
Tenho essa pretensão a destruir tudo de bom que você faça e é isso que nos manda de volta para o abismo, todas as vezes. Mas dentro de mim, bem fundo, uma luz certa hora brilha, iluminando todo o caminho que eu imaginava ser tortuoso. E então eu vejo todo o seu esforço, dedicação e percebo como eu consigo ser estúpida por não valorizar cada instante que você se sacrifica um pouquinho para não se perder de mim.
Nós fomos ficando tão iguais, afinal. Mas, diferente de você, me falta a fé para dar mais que dois passos por dia – sento no sofá, espero outro tanto, respiro fundo e rezo para que as coisas se arrumem sozinhas. Porque estou sem forças, meu amigo. Mais que isso: ando satisfeita com pouca coisa, não está dando para se exigir muito. Fico feliz em ter ao menos a chance de conversar assim, com você. De ser ouvida, para todos os modos. E de me sentir ainda no direito de sofrer como a ocasião pede – nós sempre fomos muito bons nisso. Sempre tivemos dificuldade em sorrir, mas se o momento pede um copo de vinho, muita análise interior e um pouco de pessimismo, para variar, nós sempre fomos os melhores. Acho que por isso, nesse instante, eu só posso recorrer a você. Porque para mim, todas as outras portas se fecharam. Porque elas – as pessoas – cansaram desse melodrama barato de quem só tem talento para amargura e insatisfação. Você, até você, poderia dizer, mas minha querida, está na hora de erguer a cabeça e continuar, há tantos lugares, tantas outras vidas menos exigentes e um mundo inteiro para o qual você deveria olhar com mais gratidão. Sim, sim, eu lhe diria, mas hoje eu só queria deitar no seu colo e ouvir que as coisas vão ficar bem. Mesmo que não fiquem. Mesmo que amanhã seja só uma continuação mais fria e cruel de hoje. Mesmo que, na verdade, seja sempre esse ciclo de não-alcances, porque é nisso que eu começo a acreditar. Só por hoje, eu gostaria de não ter que decidir que caminho seguir, que pessoas gostar, que coisas fazer. Só por hoje você poderia me iludir com a possibilidade da dor passar. Só por hoje a gente poderia brincar de ser feliz, até que a hora da distração se fosse e eu voltasse ao meu buraco, onde me afundo e só pergunto: porque, porque, porque?
A saudade de sempre, que aperta nessas horas de desentendimento,
Confesso que não sou grande fã de memes seguidos. E que tão pouco sou grande fã de vídeos. Acho que sempre que vou acessar o youtube, preciso digitar todo o endereço, porque ele nunca está gravado na memória do meu navegador. Detalhes essas à parte, eu resolvi fazer o meme que a Rafaela me passou porque aproveitando essa onde de vídeo postados, eu gostei da ideia. Se bem que me deu um bom trabalho, viu? A maior parte das músicas que eu queria colocar aqui não tinham clips... E como eu não assisto quase nenhum, preferi colocar uma lista com vídeos das músicas que mais tenho ouvido ultimamente - não necessariamente clips oficiais e não necessariamente nessa ordem de preferência.
1. Lady Antebellum - Need You Now
Eu não sei explicar a sensação que essa música me dá. É ao mesmo tempo uma vontade de chorar com um desejo enorme de fugir com o meu namorado - se é que você me entendem, porque é mesmo uma mistura de sensação muito louca. Adoro Lady Antebellum e essa música faz parte da minha vida bem antes de estourar no Big Bother - o que foi um big ódio da minha parte, porque eu morro de ciúme quando coisas que até então ''só eu gostava'' viram conhecidas do grande público.
2. Jason Mraz - You and I Both
Teve show do Jason aqui pelo Maranhão já esse ano e eu passei dias me torturando por até ter comprado o ingresso, mas não ter ido. Aí depois a culpa passou porque eu fique sabendo que ele não cantou essa música - que, para mim, é a melhor dele. E a versão desse show no Pepsi Smash me deixou de coração partido - olha a carinha de garoto de início de carreira. Enfim: música linda, cantor lindo e um espaço garantido no meu player há um bom tempo.
3. Los Hermanos - O Vencedor
O youtube me contou que é o clip oficial da música, mas não tenho ideia se é verdade ou não. De qualquer forma, achei que o conceito do vídeo é bem legal, mas não dá para assistir mais de uma vez, pque se torna cansativo - enfim, não faz jus à banda e nem à música. Eu ouço 'O Vencedor' ao menos uma vez por dia, juro, e nunca enjoei, porque acho quase impossível enjoar essa música, que é quase um hino para os desmotivados - e como eu sou uma, quase um hino para a menina Deyse. Fora isso, Los Hermanos é Los Hermanos e para mim existiram poucas bandas iguais.
4. Train - Drops of Jupiter
Assim como 'Need You Now', essa é uma daquelas músicas que me trazem uma sensação que eu não sei explicar. Eu adoro Train, acho uma banda bem legal mesmo e que vai muito além de 'Hey, soul sister'. A minha preferida é 'Parachute', mas como o youtube não me ajudou muito nessa busca, não mostrando sequer uma versão de show decente, eu trouxe 'Drops of Jupiter', que foi a primeira música que eu conheci da banda. Fica a dica para downloads.
5. The Smiths - There is a light that never goes out
Eu esqueci toda a raiva que o youtube me fez passar por causa desse meme quando vi esse vídeo. É simplesmente uma das músicas mais lindas que conheço com cenas do meu filme favorito de todos os tempos - 500 days of Summer. Se vocês não quiserem ver nenhum vídeo da lista, ok, mas por favor, vejam esse. Sem palavras para descrever o clip, prefiro dizer apenas que é fantástico e apaixonante.
6. The Magic Numbers - Forever Lost
Eu achei esse clip uma graça só! Primeiro que sou suspeita para falar porque The Magic Numbers bate forte no meu coração, mas sempre tive uma queda especial por vídeos em desenhos - exceto quando Gorillaz tava bombando muito e eu fique arrasada porque gostar de algo que estava sendo utilizado de forma ridícula. Críticas à parte, minha música favorita da banda em um clip que adorei!
7. Ludov - Kriptonita
Gente, Ludov é muito amor! Eu amo todas as músicas da banda, o show é de uma vibração positiva enorme e já gritei muito cantando os grande sucessos. Essa música foi uma das primeiras da banda que estourou e eu acho a letra belíssima - apesar do clip não ser grande coisa. Para quem tiver atrás de algo diferente para ouvir, essa também é uma sugestão mais que aprovada por mim.
8. Moptop - Aonde quer chegar?
Eu já chorei tantas vezes ouvindo essa música que perdi a conta. Moptop foi uma banda que marcou muito a minha vida e todos os dias sou triste porque possivelmente jamais vou assistir a um show deles. Acho todas as músicas ótimas, muito mais pela letra que pelo estilo. Enfim, não poderia deixar de citar.
9. Móveis Coloniais de Acaju - O tempo
Gente, eu acho Móveis tudo de maravilhoso! Achei esse vídeo da TV Trama, porque sequer sei se essa música tem clip. Deem uma sacada na letra, é belíssima - assim como todas as músicas da banda.
10. Oasis - Whatever
Todo mundo já ouviu essa música ao menos uma vez na vida, nem que tenha sido na nova propaganda da Coca-cola - que é a minha favorita de todos os tempos, aliás. Talvez porque eu ame Oasis e chore até hoje por não ter ido a nenhum show enquanto a banda ainda estava junta. Acho Noel e Liam fantásticos e sei todas as músicas de trás para a frente. Sou fã de carteirinha e pelo menos uma música de Oasis fez parte de todos os momentos da minha vida. Enfim, paixão eterna - apesar de achar esse clip deprimente.
Então, espero que tenham gostado. Viram que o meu gosto musical não é nada refinado à la Beatles e outras coisas que as pessoas normalmente gostam - mas acho que é bem aceitável. O meme, como sempre, fica livre para quem quiser.
ps.: Você não têm NOÇÃO de como eu sofro para postar vídeo no blogspot. Sempre esqueço como faz e tenho que reaprender toda santa vez. Great.
ps².: Ainda estou arrasada porque não achei nenhum vídeo de 'Periscopes', de The Beatiful Girls para postar aqui. A música é tem uma vibração muito gostosa e eu indico demais.
Olha, eu queria fazer algumas considerações: primeiro, eu sou aprendiz de advogada e professora; então, gente, eu simplesmente não sei fazer vídeos. Segundo que minha verba é curta e tudo que eu tenho é uma cyber-shot, então não chorem pela qualidade da imagem, por favor. E, por fim, eu queria dizer que as cabeças loucas e pensantes da Analu e da Tary inventaram um ótimo meme. Ok que minha voz é insuportável e minha estante de livros é pequena de dar vergonha, mas, olha, o que vale é a intenção.
Como eu nunca sei quem já foi indicado e quem gosta de responder memes, eu sempre deixo aberto para todo mundo que quiser. Só me avisem se fizerem para eu conferir depois. Edit: reparem que eu digo que o livro de Direito Empresarial é de Ambiental. Sinceramente, não sei onde eu estava com a cabeça - acho que na prova de Ambiental, para a qual eu deveria estar estudando no lugar de fazer vídeo para o blog. Foi só minha consciência pesada falando, então ignorem.
Demora, mas a gente aprende. Na porrada, dando duro, caindo de cara contra ao chão. Depois de muitas lágrimas, de uma desilusão de rasgar o peito e de profetizar frases duras como “nunca mais”, a gente entende o que não era para ser. Como a amizade que se foi. Acabou, assim, puff, sumiu em meio a tantas lembranças – boas e ruins. Só eu ainda cultivava o inexistente. Só eu sentia falta de quem já nem lembrava mais de mim. Só eu me preocupei em dizer umas poucas palavras que achei que o sentimento ainda merecia – um último suspiro de adeus para algo que muitas vezes me fez gargalhar de alegria.
Acho que merece, deixando de lado de toda a minha ingratidão. Acho que foi culpa minha, também – eu tive um papel fundamental na nossa separação. A diferença é que o que meus olhos não viam, meu coração continuou sentindo. Sempre lhe disse – e nenhuma das vezes foi mentira – que batia dentro de mim um sentimento muito forte por você. Mesmo após semanas sem se falar. Mesmo com muito sem saber da vida uma da outra. Eu sempre achei, de verdade, que se em uma sexta à noite decidíssemos sentar e falar, ok, sobre a vida alheia, ainda nos daríamos muito bem. Ainda caminharíamos meio tontas até o banheiro. We’ll always have Paris, foi a minha maior esperança.
E no fundo eu sempre soube, mas me faltou até então coragem de assumir: isso tudo só existiu dentro de mim. E toda a amizade que eu te dediquei, ainda que em silêncio, você trocou por um punhado de cerveja barata e algumas pessoas que já lhe traíram em sentimentos, diversas vezes. E tudo bem, porque eu jamais imploraria pela amizade de alguém. Não vou dizer que quem saiu perdendo foi você, não serei dessa arrogância. Mas também não posso acreditar que tenha me trocado por ótimas companhias. Que vá ter alguém ao seu lado como eu sempre me predispus a estar. E que no próximo ano, você estará assim, feliz da vida, sem lembrar que um dia eu lhe dediquei todo o meu carinho.
No mais, não lhe desejo mal algum, tenho para você todos os meus melhores pensamentos e espero sinceramente que encontre pessoas dispostas a estar ao seu lado sempre. Mas confesso que não me cabe mais nessa história. Você não vai ser um ponto ignorado na minha – mas tão pouco será incondicional, como era. O nosso tempo já passou, agora eu entendi. Foi bom, adeus.