Eu tinha algumas coisas a dizer e, não sei, queria apenas selecionar as que parecessem mais úteis, mas não sei se é justo ou sincero comigo passar por um filtro nos meus sentimentos e pensamentos fantasmas apenas por serem coisas ou acasos que andam me assustando. Não compreendo bem o porquê, mas acontece que agosto tem me doído tanto e, com isso, exala de mim essa necessidade de que alguém se aponte como ponto de socorro; seria ingenuidade minha, talvez, achar que tenho sempre alguém de prontidão a ponto de me salvar? De qualquer forma, sempre seria um pensamento reconfortante, ainda que acabasse apenas por comprovar a minha solidão.
Ou talvez não seja tão específico a mim. Talvez, e não me cabe entender os planos Dele, sejamos todos indivíduos postos à teste, a todo sofrimento que for possível existir... Não, esqueça, eu falo besteira outra vez e, de novo, tento compreender o incompreensível; e porque será que nós, seres humanos, achamos que é nosso dever entender? Queria plantar fundo todas essas dúvidas e deixá-las lá, corroendo outros corpos subterrâneos e não o meu, tão recente e frágil. Eu só queria saber mais, porque o pouco que compreendo não é suficiente para me garantir bom humor durante o dia e noites de sono tranquilas.
Outra ocasião, ainda não faz muito tempo, estava refletindo na varanda quais as reais chances de algo mudar na vida que levo – e me deparei com a triste conclusão que, oras, se eu não faço nada além de me acomodar ao que me incomoda, não será um terceiro que me tirará da autodepreciação. E isso me doeu fundo e duplamente: machucou saber que não existe ninguém no mundo que fizesse algo para me salvar – me despedaçou assumir que não tenho sequer em mim uma fonte segura de auxílio. Não tenho nem meus próprios ombros para consolo, não suporto mais ouvir meu choro e, por Deus, se eu perceber mais uma vez que estou prestes a desistir, que desista à vontade, porque nem eu mesma sou capaz de me impulsionar, ainda que pela milésima inútil vez, a seguir em frente.
Enfim, não sei bem se isso seria um convite ao descaso, um conjunto de pensamentos vagos ou uma última tentativa desesperada. Mas o que eu queria dizer, já que nada vem de graça e o orgulho eu já não tenho... Bom, alguém pode me ajudar?
Ou talvez não seja tão específico a mim. Talvez, e não me cabe entender os planos Dele, sejamos todos indivíduos postos à teste, a todo sofrimento que for possível existir... Não, esqueça, eu falo besteira outra vez e, de novo, tento compreender o incompreensível; e porque será que nós, seres humanos, achamos que é nosso dever entender? Queria plantar fundo todas essas dúvidas e deixá-las lá, corroendo outros corpos subterrâneos e não o meu, tão recente e frágil. Eu só queria saber mais, porque o pouco que compreendo não é suficiente para me garantir bom humor durante o dia e noites de sono tranquilas.
Outra ocasião, ainda não faz muito tempo, estava refletindo na varanda quais as reais chances de algo mudar na vida que levo – e me deparei com a triste conclusão que, oras, se eu não faço nada além de me acomodar ao que me incomoda, não será um terceiro que me tirará da autodepreciação. E isso me doeu fundo e duplamente: machucou saber que não existe ninguém no mundo que fizesse algo para me salvar – me despedaçou assumir que não tenho sequer em mim uma fonte segura de auxílio. Não tenho nem meus próprios ombros para consolo, não suporto mais ouvir meu choro e, por Deus, se eu perceber mais uma vez que estou prestes a desistir, que desista à vontade, porque nem eu mesma sou capaz de me impulsionar, ainda que pela milésima inútil vez, a seguir em frente.
Enfim, não sei bem se isso seria um convite ao descaso, um conjunto de pensamentos vagos ou uma última tentativa desesperada. Mas o que eu queria dizer, já que nada vem de graça e o orgulho eu já não tenho... Bom, alguém pode me ajudar?