segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

13 resoluções para 2013

Quando 2011 chegou ao fim, não sei porque cargas d’água eu não renovei minhas resoluções para o ano que estava surgindo. O resultado disso foi que 2012 acabou me deixando com aquela sensação de não saber se eu tinha realizado algo de útil pra vida ou se o ano inteiro tinha sido um desperdício de esforço. Depois de muito tempo sem saber ao certo o que eu acho dessa história de se renovar em função das datas que mudam, acho que acabei concluindo que acredito sim que um ano novo é uma oportunidade perfeita para aqueles que esperam um empurrãozinho pra recomeçar – entre estas pessoas, eu. Sem mais delongas, eis aquilo que pretendo atingir em 2013: 

1. Emagrecer 7 quilos 
Quem lê essa resolução deve no mínimo pensar que estou beirando a obesidade mórbida. Mas o fato é que 2012 foi tão corrido e estressante que eu, sedentária por natureza, sofri o mal do qual nenhum de nós estamos salvos: engordei mais do que poderia. Fora esse descaminho alimentar, há também o agravante de que vou passar o mês de julho viajando e comendo muito mal, por consequência; assim, se eu já sair do Brasil gorda, imaginem quanto vou pesar quando voltar? Não vou dizer o meu peso atual porque ainda me resta alguma dignidade, mas confesso que o número da balança que pretendo atingir eu não alcanço desde os meus 15 anos, quando eu desfilava de biquíni com orgulho. Vamos aguardar. 



ps.: inclua nessa resolução começar a ir regularmente à academia. 

2. Passar na OAB 
No último dia 28 a OAB divulgou a lista com os aprovados na primeira etapa do último exame da Ordem de 2012. No fim de 2013, eu quero ao menos estar assim: com meio caminho andado. Passar na OAB, teoricamente, é fácil: estude bem durante 5 anos e faça duas provas, uma objetiva e outra dissertativa, onde o único concorrente é você mesmo. Infelizmente, todo mundo sabe que a coisa não é tão simples assim – para mim, então, que sou extremante nervosa em provas e adoro ter brancos em momentos impróprios, nem se fale. Se tem uma resolução que não vou atingir sem esforço, com certeza é essa. 


3. Ler um livro por semana 
Acho que 2012 foi um dos anos que eu mais li na vida, considerando que não li nada no primeiro semestre por causa da monografia e que li 29 livros somente no segundo semestre. Ainda assim, foi pouco. Não vou poder exigir muito de mim quanto a leituras, considerando a quantidade de eventos que 2013 promete. Em média, consigo fazer um livro a cada 4 dias, mas vou estender esse prazo para 7 dias já prevendo que minha meta normal é meio impossível, ao menos por enquanto. 


4.Voltar a escrever 
Por razões que ainda não posso dizer, com certeza esse ano escreverei bem mais que em 2012 – que, aliás, foi um dos anos que menos produzi. Além disso, farei o intercâmbio e darei notícias pelo blog, o que já é outro grande estímulo. Quanto aos meus textos mais comuns, descobri há muito tempo que minhas inspirações partem dos momentos em que minha alma está mais destroçada – então, se o preço a pagar por me manter espiritualmente intacta for a abstinência de escrita... Eis um grande vácuo na minha vida, com o qual eu não sei lidar. 


5.Ter mais cuidado com meu cabelo, pele e alimentação 
Pausa dramática porque essa é uma resolução que venho tentando realizar desde 2010 e eu não consigo. Eu tenho a maior preguiça do universo de salão, então a minha meta para 2013 é apostar em produtos com os quais eu posso me cuidar em casa, mesmo. Ainda sim, isso vai requerer uma paciência de Jó, coisa que o mundo inteiro sabe que eu não tenho. De toda forma, eu mantenho essa resolução até o dia que eu criar vergonha na cara. 

(sí, pero no mucho)

6. Parar de roer unhas 
Ipsi literis para o que eu disse sobre a resolução anterior. Só esclarecendo o fato de que eu disse que vou parar de roer unhas e não arrumá-las semanalmente, porque com o valor que manicure e pedicure cobram na minha cidade eu posso comprar livros para ler o mês inteiro. Ou eu aprendo a manusear um alicate ou vou ficar só no "não roer unhas", mesmo.

7. Melhorar minha média de notas na faculdade 
Meu comentário aqui é breve: não que eu seja má aluna; apenas não estou sendo metade do que eu sou capaz. 


8. Me empenhar no curso de inglês do intercâmbio 
Uma coisa é você passar anos enrolando o curso de inglês da sua cidade só porque você não tem saco de aprender línguas. Outra coisa é você passar quase um dia dentro de um avião e pagar caro para fazer de conta que estuda inglês no outro lado do oceano. Eu jamais me perdoaria se fosse tão imatura. Meu paitrocínio muito menos.


9. Me organizar financeiramente 
O histórico da minha conta bancária é o seguinte: dia 01 entra a minha mesada, dia 05 recebo meu salário e dia 10 não tenho mais um centavo. Tem alguma coisa MUITO errada nesse ínterim e eu sinto que é só falta de organização. Eu gasto meu dinheiro todo e não sei nem com o quê. Pra 2013, se não conseguir me controlar (Deus sabe como tento parar de comprar sapatilhas), eu pretendo ao menos descobrir a origem dos meus gastos. 


ps.: já fiz um cofre e já estou juntando minhas moedas. Ponto para mim. 

10. Não procrastinar mais que uma vez por semana 
Eu tenho até vergonha de entrar em maiores detalhes nesse aspecto. Basta que eu diga que, se em 2013 eu for tão preguiçosa como fui em 2012, o ano vai acabar e eu não saí nem da minha cama. Mas óbvio que eu me reservei uma tarde na semana para preguiça infinita, porque eu também sou gente.


11. Mexer mais com fotografia
Antes de comprar a minha câmera eu tinha um caderno somente para anotações sobre configurações e técnicas fotográficas. Hoje, meu caderno está num cantinho criando mofo e isso me envergonha profundamente. No fim de 2012 eu comprei uma lente nova e como em 2013 eu vou conhecer diversos lugares lindos, fico na esperança de não deixar o meu hobby mais querido morrer.


12. Sair da rotina
Por favor, por favor, por favor. Não aguento mais tanta previsibilidade, tanta monotonia, tanto mais do mesmo. Eu, que odeio rotina, acabei abraçando-a com força nesse ano que passou, mas já estou doida para cortar relações definitivamente e seguir por outros caminhos. Não aguento mais fazer as mesmas coisas nos mesmos dias e quem pode me julgar por estar me tornando rabugenta e ranzinza por isso, hein?


13. Participar 
De alguma coisa. De qualquer coisa. Da vida de alguém.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aproveita que eu acordei feliz

Porque não é todo dia. Assim como não é todo dia que eu viajo 2992km, chego saltitando em um aeroporto e sou recebida com plaquinhas de identificação. Não é todo dia que banho com medo de molhar o banheiro e janto pizza até desmaiar de sono na melhor cama de edredom do mundo. Não é todo dia que eu acordo com ordem pra estar de pé antes do pão chegar à mesa, que como aquele bolo de chocolate (fofinho e com cobertura escorrendo pelos cantos, sabe?) no café da manhã, que misturo pão de queijo e mortadela.

Não é todo dia que alguém cuida do meu pé ferido, que me espera quando eu não acompanho o ritmo, que carrega as minhas coisas quando eu já estou a cara da derrota. Não é todo dia que alguém me dá colo quando faço burrada na balada, não é todo dia que alguém diz o quanto gosta de mim assim, sem eu ter feito nada de especial. Não é todo dia que alguém me adota só porque eu reclamo no meio da estação de metrô que não tenho mãe. Não é todo dia que é 26 de dezembro.

Mas devia, tudo isso, em looping infinito.

Porque todo dia deveria ser Renata Day. Ou todo mundo deveria ter, todos os dias, um pouquinho da Renata – como eu tenho. Ao menos uma vez na vida, alguém deveria receber um Abraço dela – Abraço de verdade, daqueles que quase ninguém mais dá, porque hoje em dia Abraço virou “bom dia” dado por cortesia. O dela não. Você tem que batalhar pra conseguir um Abraço dela. E a confiança? Vixe, põe tempo até ela deixar de achar que você é fake. E quando ela diz “eu concordo com você”? Bate aquela emoção no peito, aquele orgulho de que, por ao menos um milésimo de segundo, a Renta madura, organizada e responsável concorda com você. E quando ela ri de algo que você falou ou adora uma ironia sua? Soltem fogos de artifício, porque a Renata engraçada, rainha do sarcasmo, a Deusa-mor das tiradas fantásticas te achou (pausa dramática) divertida.

A verdade é que eu queria muito que a Renata gostasse de mim – louco é quem não quer. Quando viajei para conhecê-la, meu maior medo era que ela me olhasse, mandasse a Pandora me arranhar e depois me atirasse pelo 22º andar, gritando “você não é nada do que eu pensei”. Mas sempre foi lógico que ela não ia fazer isso, porque a Renata, aquela de quem eu tenho o maior orgulho, aquela cuja personalidade me inspira, aquela que sabe o jeito certo de te dar bronca e consegue por ordem na casa... A Renata sempre é melhor do que eu penso. A Renata sempre me surpreende positivamente. A Renata me faz até querer ser legal - mas só com quem merece. E olhe que eu não sou fofa. E nem digo "eu te amo" pra todo mundo. Mas ela consegue tudo isso.

É, mundo, aproveita que eu acordei feliz porque hoje é Renata Day.

As bravas também amam.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Estante virtual

Eis que das cinzas da mais escondida caverna do Tártaro, o blog ressurge. Com um meme, claro, porque exigir criatividade já é demais. É um meme bem bobinho, mas com perguntas bem gostosas de responder. Eu fiz rapidinho durante a tarde, pra aliviar da tensão da maratona de estudos, e já ia postar no blog quando eu vi que a Mayra tinha me indicado - ponto pra ela, porque fazer meme sem indicação é uma das coisas mais deprimentes no mundo blogueiro. A ideia é basicamente responder algumas perguntinhas relacionadas ao Skoob, uma rede social só para leitores - muito melhor que facebooks da vida, sinceramente falando.



 1. Quantos livros você tem na aba LIDO? 
128, mas não levem esse número muito a sério. Eu leio livros desde, bom... sempre, mas a minha memória é de 1GB e eu não lembrei de quase nada que eu li antes de fazer o skoob.

 2. Qual livro você está lendo? 
"Lola e o garoto da casa ao lado", da Stephanie Perkins. É um daqueles livros bobinhos de amor entre uma garota esquisita e um cara muito legal – a diferença é que a Perkins consegue fazer essa história parecer muito mais bacana que qualquer autora que eu já vi. Não é só mais um romance bobo e água com açúcar; é engraçado, não subestima meu intelecto (detesto livros que foram escritos como se quem os lê não tivesse capacidade de raciocínio) e eu desafio qualquer um a ler e não se apaixonar.

 3. Quantos livros você tem na aba VAI LER? 
114. Essa lista não para de mudar nunca. Praticamente todos os dias eu excluo ou incluo algum livro. Normalmente, os que passam muito tempo nessa aba acabam sendo excluídos, porque o meu encanto pela história já passou. Antes, meu sonho era zerar essa aba, mas daí eu pensei melhor no seguinte: se isso acontecesse, que mais eu faria da minha vida? 

 4. Você está relendo algum livro? Qual? 
Não sou muito de reler livros, não. Mas como penso muito nas histórias lidas, vez ou outra dou uma folheada para relembrar algum detalhe que eu esqueci – coisa que faço basicamente com meus favoritos. Nessa vibe, minhas estante está sempre remexida entre os lidos e os que vou ler.

5. Quantos livros você já abandonou? 
Eu sou do tipo que tenta até o último suspiro continuar a leitura, mas 3 livros conseguiram a façanha de acabar com a minha infinita paciência literária. Foram eles: 
1 – "Marley & eu": não pensem que eu sou um ser insensível. Eu adoro bichinhos, todos os tipos deles, juro. Eu tenho uma hamster, quer coisa mais anti-preconceito com animais que isso? Mas, por favor, não me venham com histórias de animais. Odeio filmes de gatos que falam, cachorros que pensam, porcos super-heróis, periquitos que cantam em italiano. Odeio. Por mais tocante e sentimental que a coisa seja, eu só consigo achar... Tosco. Então, não posso engolir mais de 300 páginas girando em torno de um cachorro sem sentir vontade de regurgitar tudo na cara do escritor. 
2 – "A Cabana": gente. Não, sério... Gente. O que é esse livro, alguém me explica. Alguém verdadeiramente gostou disso? Aliás, alguém viu sentido nisso? Ler esse livro me deixava deprimida a cada página, porque eu começava a pensar na quantidade de pessoas que produzem textos realmente bons e não tem livros publicados; enquanto isso, pessoas como o William P. Young publicam best-sellers. Esse mundo é muito errado mesmo, viu? 
3 – "Desculpa se te chamo de amor": tenho muita vontade de encontra o Frederico Moccia e perguntar qual a possibilidade dele fazer um curso de produção textual. Qualquer coisa que melhore a narrativa mais chata do todos os milênios. Conheço algumas pessoas que conseguem gostar desse livro (e que, pasmem, compram até a continuação), mas pra mim não deu. Aliás, quando eu vi que ele publicou mais livros, eu tive uma crise de riso, porque, né? Seria cômico se não fosse trágico. Foi ódio ao primeiro capítulo pela personagem, pela narrativa, pela estrutura do livro, pelo Moccia. Mas defendendo um pouco o rapaz, já tentei ler outro livro de uma autora italiana e a coisa também não fluiu muito bem. Talvez o problema seja comigo, mas eu pretendo continuar sem descobrir.

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob? 
Uma só. Infelizmente, acho um recurso pouco usado no skoob, então sinto que se eu fizer resenha, quase ninguém vai ler. Porém, me senti na obrigação de fazer uma "resenha-alerta" sobre "Para todos os amores errados", tendo em vista que a autora debochou de mim no twitter porque eu critiquei sua escrita. Achei que seria uma boa coisa para se compartilhar sobre uma autora de um livro medíocre e que ainda não sabe receber observações negativas. A resenha foi "curtida" 8 vezes.

7. Quantos livros você já avaliou? 
Avalio todos que leio. É tipo um TOC, sabe? Lembro que uma vez o número não estava batendo e eu verifiquei todos os livros marcados como lidos, até descobrir qual não tinha sido avaliado. Mônica Geller se orgulharia de mim. 

8. Quantos livros você tem na aba FAVORITOS? Cite alguns deles. 
Não sou muito fresca para favoritar, mas também não saio dando o meu coração pra qualquer capa bonitinha. Tenho 19 livros nessa aba, dentre os quais "Anna e o beijo francês" (também da Perkins, porque ela é amor), "A culpa é das estrelas" (favoritado por 9 entre 10 leitores e com razão), "As vantagens de ser invisível" (por favor, leiam esse livro), "Ensaio sobre a cegueira" (uma das poucas leituras obrigatórias que vingaram), alguns de ''Harry Potter'' (dispensa explicações), alguns de ''Percy Jackson'' (tão pouco estimado, mas tão fantástico) e ''Caio Fernando Abreu: o inventário de um escritor ir-remediável'' (a melhor biografia que eu já li).

9. Quantos livros você tem na aba TENHO? 
136, um número que eu acho bem insatisfatório. 

10. Quantos livros na aba DESEJADOS? 
91. Eu desejo muito mais que isso, claro, mas só marco nessa página os livros que eu queria, tipo, pra ontem (pânico). 

11. Quantos livros emprestados no momento? Quais? 
Eu não uso muito esse recurso, dá preguiça. Até porque, exijo que as pessoas que pegam emprestado me devolvam tão rápido que nem dá tempo de deixar a marcação lá por muito tempo. Marquei como emprestado só ''Flores azuis'', mas também emprestei ''A culpa é das estrelas'' e ''As vantagens de ser invisível''. Estamos de olho, viu?

12. Você quer trocar algum livro? Qual? 
Olha que curioso: marquei para trocar ''Para todos os amores errados'' e já surgiram várias oportunidades supimpas, mas eu não consigo me desapegar. Nem quando o livro não vale o espaço da minha estante.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Conseguiu cumpri-la? 
Tenho 30 livros marcados, mas não me cobro muito com isso. É muito mais para definir uma lista de prioridade que qualquer coisa. Mas foram sim os livros que separei para esse ano – todos do segundo semestre, praticamente, porque como meu primeiro semestre foi dedicado ao TCC, eu não li na-da.

14. Qual o número do seu paginômetro? 
33.915. Também vergonhoso. 

15. Qual o link do seu perfil no Skoob?
 http://www.skoob.com.br/perfil/deysebatista

E eu não indico a ninguém, porque sou dessas que ama ser indicada, mas na hora de apontar alguém, prefere sempre o "deixo livre pra quem quiser fazer".