
Se não for pra ser bom, gostoso, romântico, carinhoso, divertido, presente, construtivo. Enfim, se não for pra ser amor, nem me dê bom dia.
Tudo o que eu queria era ter coragem de dizer adeus, mas ainda me recuso a ser o que querem de mim. Já fui e voltei tantas vezes em um caminho de mesmas palavras que não querem dizer absolutamente nada; você já se foi há muito tempo e, ainda assim, na última noite sonhei com nós dois. Tinha um gosto de pesadelo e saudade, misturado a um desejo que de se não repetisse jamais. Não tenho o direito, e isso é o que eu mais custo a entender, de proferir qualquer palavra sobre você; deixamos claro o abismo entre nós, seguimos nossos próprios rumos e estamos muito mais felizes assim. O que custa a ser aceito é essa necessidade de perder as pessoas para que se possa ser feliz. Não tolero e não entendo o jeito humano de se comportar, de julgar o amor como se fosse pesado e medido, como se fosse a menos valiosa moeda em circulação; não entendo como, ainda que para o meu bem, eu pude deixar um grande amor como você me escapulir, e isso sem um adeus, sem uma despedida digna de nós, sem sequer olhar para trás. Tenho vergonha de me sentir assim e tenho nojo de ser o contrário. Nunca me encaixei nesse sobe e desce do valor das relações; me falta mesmo é coragem para abrir a porta e ver lá dentro a verdade sobre a vida e todas as coisas. Falta mesmo é admitir que nada é eterno, insubstituível ou inesquecível. Falta é mesmo vontade de viver, se não for por amor.



