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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

One and only

Dia 25 é dia de postar fotos do meu desafio fotográfico com a Analu aqui no blog. Quem acompanhou mês passado sabe que todo dia 25 durante esse ano vamos postar fotos com temas de demos uma para a outra. Estou começando a achar que não sou muito boa nisso de tirar fotos para que elas se encaixem em um tema específico, porque ainda não fiquei inteiramente satisfeita com as minhas, mas nem penso em desistir agora que já estou no caminho. Para fevereiro, eu dei como tema para a Analu uma música - Eduardo e Mônica, Legião Urbana - e o resultado você já pode conferir no Minha vida como ela é. Por minha vez, recebi “One and Only”, uma música da Adele que eu nunca tinha ouvido até um mês atrás, mas que de lá pra cá não para de escutar – uma coisa meio para entrar no clima, sabe? A verdade é que, olhando a letra da canção, desde o início não tive dúvida do que fazer. 

Fernanda e Leonardo são um dos meus casais favoritos na vida. Ela estudou Letras comigo e é uma das minhas melhores amigas. Óbvio que não posso entrar em detalhes, mas a história deles combina muito com a música. Isso de que “God only knows why it's taken me so long to let my doubts” e “Will I ever know how it feels to hold you close and have you tell me whichever road I choose, you'll go?”, assim como todo o resto da letra, resume muito o que eles passaram para ficar juntos. E agora já estão com planos de casamento! Como a Fernanda já me pedia há tempos para fazer umas fotos do casal, uni o útil ao agradável e, confesso, esse mês foi mais difícil escolher apenas 4 fotos.






Para quem quiser ver as outras fotos do ensaio, até amanhã postarei no meu Flickr.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O doce mais doce

... do que o doce de batata-doce. Vocês conhecem essa música, admitam.

Agora falando sério.

Vou contar uma coisa pra vocês: quando chego a um lugar sem minha câmera fotográfica, a primeira coisa que me perguntam não é quais são as novidades ou como estão indo as coisas, mas sim “por que não trouxe a câmera?”. Eu perco a noção do mundo que não está na minha lente - não é à toa que tenho sempre que levar companhia quando saio pra fotografar, pra essa pessoa cuidar para que eu não seja assaltada, atropelada ou caia em um buraco. Por esse motivo e tantos outros foi que, quando a Analu me chamou pra participar desse projeto, eu tive certeza que ia ter que arrumar um tempo nessa vida louca para cumprir essa meta. 

A proposta é aparentemente simples: a gente dá temas uma para a outra e no dia 25 de cada mês postamos fotos com esse tema no blog. Digo “aparentemente” porque o primeiro tema que a Analu me deu, que foi “doce”, me fez queimar uns bons neurônios pensando no quê fotografar. Obviamente eu não poderia simplesmente sair fotografando petit gateau por todos os restaurantes da minha cidade, já que essa foi uma regra que veio anexada ao meu tema. Veja bem, a pessoa te dá o tema “doce” e diz que você não pode fotografar comida... Quão errado isso é? 

Então me perguntei: o que de doce, além das gordices, existe na minha vida? As respostas foram muitas, claro, porque só em pensar em todas as pessoas que tornam minha rotina mais doce eu teria fotos o suficiente para publicar pelo resto do ano. Para não acabar sendo injusta, eu resolvi então pensar no que de mais doce surgiu na minha vida nos últimos tempos. Nesse caso, meus amigos, a resposta tinha que ser uma só. 

Foi numa tarde de sábado em que eu estava procrastinando como tão bem sei fazer que tive essa ideia, assim, absolutamente do nada. Simplesmente surgiu na minha cabeça. Disse pro meu namorado que queria ir numa loja aqui da cidade que vende todo tipo de bichinho - pássaros, cobras, esquilos, ratos, cachorros, enfim - e ele me levou até lá. No meio dessa arca de Noé toda, lá estava ela. Só 1 mês de nascida, encolhida num cantinho, coberta por um monte de maravalha. Não sei se existe amor à primeira vista entre humanos, mas entre uma humana e uma hamster, com certeza existe. 

Ela chama Hazel por conta da personagem de “A culpa é das estrelas”, sim. Já me mordeu umas duas vezes, mas eu não guardo rancor. Aliás, quando chega visita aqui em casa eu digo logo que ela é mansinha e que pode segura-la sim, porque é bom pegar no pelo macio e sentir o seu coração pequeno pulsando. Só não vale cutucar a bichinha quando ela tá dormindo ou comendo. Quando saio de casa às 8h da manhã e chego às 22h, só ela pra me acalmar: entro no meu quarto, olho-a brincando na gaiola e se torna impossível ir dormir de mal-humor. 

Por falar em dormir, sabiam que hamsters têm hábitos noturnos? Então a primeira coisa que ela me ensinou foi que isso de querer dormir o dia todo e passar a noite acordada não acontece só comigo. Para não mantê-la sempre presa e fazer com que se acostume com pessoas, às vezes eu a solto em casa. Nisso, ela já se escondeu debaixo do sofá, atrás da geladeira e até fez buraco nas minhas roupas. Mas não tem como amar, nem que ela roa até a minha última blusa. Só em ter aquele bichinho minúsculo e indefeso em minhas mãos e sentir quanta vida ela tem... Vou até parar por aqui senão eu choro. 

Com vocês: a criaturinha mais doce que existe. A minha Hazel.


Você olha essa foto e pensa: que bonitinho, ela fica na caneca.
Mentira, não fica nada. Deu um trabalhão tirar essa foto.
Hazel faz isso com as patinhas quando está se preparando para se
dar um banho. Quase pego a menina em um momento íntimo.

Óbvio que ela não sabe diferenciar o que se pode roer ou não.
Ela viu e achou bonito, já mostra os dentes.
Por fim, Hazel tentando subir na pilha de livros, porque na vida
passada ela foi uma macaca e adora ficar se pendurando nas coisas.

ps.: as fotos não ficaram muito boas, admito, porque esses dias têm chovido bastante e a iluminação do meu quarto fica péssima com o céu nublado.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Diários de fotografia

Sei lá eu quantos anos eu tinha quando ganhei minha primeira câmera. Uns nove, talvez? Não lembro nem o modelo. A única coisa que sei ao certo é que eu gastava toda a fortuna que eu ganhava de mesada (era feliz com 20 reais por mês, acreditem) com filmes e revelações. E como eu sou apegada, ainda colecionava os rolos de negativos do filme fotográfico. Minha mãe achava a maior loucura do mundo; desconsiderando todos os meus sentimentos, certa vez ela jogou no lixo todos os meus negativos. Como resposta, eu, no auge da minha maturidade, resolvi fazer greve “de não tomar refrigerante” até que ela admitisse que fotografia, pra mim, era um lance sério. Óbvio que ela não me deu bola. 

Quando eu fiz 12 anos, mamãe achou que eu merecia um pouco mais de atenção, então eu ganhei minha primeira câmera digital. Era um modelo ridículo de ruim da Olympus, mas eu achava o último lançamento. Levava a câmera escondido pra escola e quando chegava em casa, ao invés de estudar, almoçar ou fazer qualquer outra coisa de gente normal, pegava a câmera e começava a mexer naquelas configurações que eu nem sabia o que significavam. Como eu nunca tive talento pra ser autodidata, não saia nada de útil. Foi nessa época também que eu dediquei horas a tirar foto em frente ao espelho, fazendo biquinho e o sinal da paz. Quem nunca, não é? 

Mas como felicidade de pobre dura pouco, minha câmera quebrou (na verdade, eu derramei perfume sobre ela) e eu passei uns péssimos 2 anos sendo fotógrafa com câmera alheia. Quando eu estava no 2º ano do Ensino Médio, mamãe cansou de me ouvir reclamar na vida e me deu uma super (uau) cyber-shot da Sony. Todo mundo já teve uma dessas, acho que até hoje é um clássico. Mas essa durou menos ainda que a anterior. Quando viajei na formatura do 3º ano, obviamente levei a minha companheira, mal sabendo que estava destinando-a a morte: como fui para Camocim, onde tem dunas, a areia da cidade inteira entrou na minha câmera. Depois de lutar bravamente, a coitada pifou e mais uma vez eu fiquei órfã. 

Como isso foi perto do meu aniversário, tratei de pedir outra cyber-shot no lugar da antiga. O problema é que eu nunca tive sorte com eletrônicos, então essa minha câmera vivia com defeito que assistência nenhuma resolvia. Depois de 1 ano entre idas e vindas de consertos, a câmera resolveu morrer assim que a garantia acabou. Dessa vez mamãe não ficou com pena de mim e disse que não me daria mais câmera nenhuma até eu deixar de ser irresponsável. Mães às vezes não compreendem nada, né? Ela acha mesmo que eu ia quebrar minhas câmeras de propósito? Por favor, né. Nisso, eu acabei passando 2 anos sem câmera, uma espécie de castigo por tudo de ruim que já tinha feito na vida até então. 

Passei metade de 2011 juntando dinheiro pra comprar uma câmera – óbvio que eu não queria mais cyber-shot depois de tantos traumas. Tinha decidido partir pra uma câmera com lentes intercambiáveis, mas como a mais modesta delas custava muito mais do que eu podia pagar, fiquei na minha. Até que em março de 2012 Deus resolveu trabalhar ao meu favor. Papai me deu uma quantia razoável de dinheiro como presente de aniversário e, juntando com minhas economias, consegui arrecadar o suficiente para minha sogra, que ia pra Miami, comprar minha câmera por lá – um modelo recém-lançado da Nikon que eu vinha namorando desde que anunciaram. Minha sogra conseguiu comprá-la tranquilamente e ela foi carinhosamente batizada de Kate. E se você espera alguma história triste sobre o fim da minha câmera, esqueça, porque ela ainda está em perfeito estado – pelo menos por enquanto. 

O fato é que ontem, em um jantar de família, um primo, ao me olhar usando minha câmera, me perguntou por que eu cuidava dela tanto e a segurava como se fosse de vidro. Eu não contei toda essa história pra ele, claro, então simplesmente respondi “porque ela foi cara” (o que não deixa de ser verdade). Mamãe ainda olha de um jeito torto pra minha câmera e diz que eu joguei dinheiro fora comprando uma lente nova – mas também não pode me ver tirando fotos que pede logo uma dela, porque a minha câmera “deixa até a gente mais bonito, né?”. E essa semana eu recebi, como prêmio de um concurso fotográfico, uma câmera analógica, a minha primeira em todo esse tempo desde a era digital. E quando eu começar a revelar minhas fotos, quero é ver quem dessa vez vai jogar meus rolos de negativo no lixo. Ouviu, mãe?