quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Verdades sobre o blog

Quem conhece minimamente esse blog sabe que não é de hoje que eu respondo memes sempre que possível - principalmente quando é tipo "perguntas e respostas" ou pra fazer listas de alguma coisa. Isso vocês já tão cansados de saber. Há coisas sobre o blog e sobre mim, porém, que vocês talvez não saibam, mas que podem começar a descobrir com a ajudinha da tag “selinho de indicação”. Quem me indicou foi a queridíssima Tary.


- Como escolheu o nome do seu blog?

No meu blog anterior (que eu não lembro o nome, juro), eu já postava contos e crônicas. Acontece que sempre que alguém lia, começava a me perguntar: “ah, Deyse, é um texto fictício ou real?”. Eu sempre respondia que eram os dois. Daí quando mudei pra esse blog, quis um nome que indicasse que tudo que eu posto por aqui pode ser uma verdade... mal contada. Quer dizer, pode ser uma realidade que eu reinventei, pode ser uma fantasia inspirada na realidade. Raros contos e crônicas que já postei aqui são 100% verdade ou 100% coisa da minha cabeça. Confesso que agora que comecei a postar sobre outros assuntos o nome do blog não faz muito sentido, mas tanto faz, eu já me apeguei. 

- Há quanto tempo tem o seu blog?

Vou ser sincera: não sei o aniversário exato do blog e não quis olhar os arquivos. Mas sei que ele surgiu em algum dia de julho de 2008. 

- Como você divulga o seu blog? 

Nos primeiros anos do blog eu nem ligava pra divulgação. Como servia mais como um espaço para “eternizar” os meus sentimentos, fazia mesmo questão que ninguém soubesse. Acho que só depois de 2010 ou 2011 comecei a visitar outros blogs e a ser retribuída – o que nem sempre gera comentários, porque o que existe de leitor fantasma nessa blogosfera não é bobagem. Também mantenho uma página no facebook pra avisar aos interessados que postei e para compartilhar imagens e frases - mas também não saio implorando pra ninguém curtir. Algumas pessoas do meu convívio pessoal sabem do blog, mas morro de vergonha de ficar conversando sobre ele com qualquer um. 

- Quais assuntos têm mais visualizações no seu blog? 

Acho que não tem um padrão. As crônicas eram mais visitadas que os contos, listas têm sempre um bom retorno e posts sobre livros idem. Irônico que o post com mais visitas não é o que tem mais comentários. 

- O que motivou você a criar um blog? 

Sempre pensei em excesso e, quando isso não era externado, meio que começava a me enlouquecer. Então criei o blog com o objetivo de desabafar, mas na medida em que você amadurece e conhece outras blogueiras surge a necessidade de simplesmente falar, coisas sérias ou não, para trocar ideias e dividir gostos semelhantes. 

- Onde você mora? 

Em São Luís, capital do Maranhão. Não é o melhor lugar do mundo para se viver, mas não há nada como o nosso lar, não é mesmo? Não conheço nenhuma blogueira daqui. 

- Quais são os objetivos do seu blog? 

Não sei se o meu blog tem um objetivo traçado, porque eu publico coisas bem particulares aqui. Vez ou outra alguém já comentou “ah, me identifiquei com o que você escreveu, também me sinto assim...” e imagino que isso seja bom, não? Fazer com que as pessoas, mesmo no seu pior estado sentimental, não se sintam sós. 

- Quais blogs você visita frequentemente? 

Visito vários blogs, mas os que eu sou leitora assídua eu deixo o link na sidebar, para poder acompanhar as atualizações. 

- O que te inspira na hora de criar os posts? 

Não fico olhando as coisas ao meu redor pensando no que poderia virar post. Simplesmente estou fazendo algo, comendo algo, em algum lugar, lendo alguma coisa, passando por uma situação... enfim. Aí eu penso: cara, preciso escrever sobre isso. E pronto. 

- Qual é a sua idade? 

Tenho 20 anos e completo 21 dia 21 de março. 

- Além do blog, tem alguma outra ocupação? 

Ah, gente, senta que lá vem história: faço estágio em um escritório de advocacia pela manhã; aproveito o intervalo do almoço para ir à academia; à tarde, ou estou na universidade onde curso Letras ou estou no curso de inglês; à noite, tenho aula na faculdade onde curso Direito e, quando chego de lá, sempre fico até tarde escrevendo alguma coisa, estudando, vendo séries. Há 4 anos não tenho férias nos três turnos ao mesmo tempo, então sempre estou fazendo alguma coisa. Eu ainda sirvo de motorista para o meu irmão (acreditem, isso requer muito tempo) e também participo de outro blog sobre literatura, o Amásia. 

- O que mais gosta de fazer nos finais de semana? 

Considerando o ritmo da minha semana, não esperem que eu seja do tipo que adora a balada da sexta à noite. Sou muito espírito de velho, sabe? E também não sei dançar, então tudo isso elimina muitas opções. Mas adoro ir ao cinema ou mesmo fazer uma sessão de filmes em casa; gosto de ir à casa das minhas amigas ou que elas venham até a minha – sempre rola muita bagunça e gordices; adoro de ir à praia, mesmo que odeio tomar banho de mar; costumo ir à barzinho ou sair para jantar em restaurantes diversos; sou viciada em passar horas olhando os títulos da livraria gigante que tem no shopping. E adoro mofar em casa – meu sofá e minha cama são os melhores lugares do mundo. 

- Gosta de café? 

Eu tentei, juro que tentei, mas só tomo se for um cappuccino. Só amo Starbucks porque Analu me ensinou que existe um trem lá chamado “base de creme”. 

- Pretende fazer algo para o blog em 2013? 

Acho que postar mais sobre temas diversos, principalmente livros, mas sem abandonar contos e crônicas quando sentir necessidade de ser sentimental – e se eu ainda não fiz isso esse ano é sinal de que ando emocionalmente equilibrada, ainda bem.

E como eu sempre burlo regras de indicação, o meme fica livre a todos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

07 coisas que eu já deveria nascer sabendo

Eu sou o tipo de gente que tá sempre interessada em aprender uma coisa nova. Estou sempre em busca de um hobby, de mais uma nova coisa favorita pra vida, de algo que me destaque entre as pessoas ao meu redor que, a cada dia, parecem se tornar mais e mais iguais. Mas é com pesar no coração que eu comunico: não sou uma pessoa talentosa. Veja bem, eu posso até ser esforçada, teimosa, estudiosa, persistente... Posso ser um monte de coisa. Mas inteligente? Esperta? Habilidosa? Não sou não. Pra nada. Não tem uma única coisinha no mundo que aprenda com facilidade, que eu saiba naturalmente, que eu pareço ter nascido pra fazer.

Na maior parte das vezes eu não me importo e vou à luta do mesmo jeito. Em outros casos, porém, o desânimo acaba batendo e vez ou outra acabo soltando uma das frases que devem estar no top10 das que eu mais repito diariamente: “eu já devia ter nascido sabendo isso”. Porque, gente, é verdade: tem coisas que deveriam simplesmente nascer com a gente. Que deveriam ser simples como respirar ou comer chocolate. Que a gente não deveria suar a camisa pra conseguir fazer. Tem coisas que Deus sabe que eu tenho tanta dificuldade pra fazer que eu já deveria ter nascido sabendo e pronto, poderia pular essa fase triste da minha vida: a do aprendizado.

Algumas dessas coisas eu vou conseguir fazer, mais cedo ou mais tarde, mas, ainda assim, vai dar tanto trabalho que eu fico cansada só de pensar. Já deu preguiça, sabe? Outras dessas coisas eu meio que já desisti ou me conformei, porque nem tentando o resto da minha vida vou conseguir. Ô Deus, você ficou em dívida nessas comigo, viu? Quando eu iniciasse minha participação no mundo, desde o primeiro momento, Ele deveria ter se certificado que eu já saberia:

01. Falar inglês (idem pra francês)


Quem me conhece sabe que eu sou meio Cebolinha e enrolo pra falar “r” no português. Agora, me imaginem falando inglês. Minha língua enrola, começo a ficar tensa, as palavras se atropelam e no final parece mais que estou falando em um idioma recém-criado. Francês, então, que é o meu sonho mais distante, tenho medo até de tentar. Eu sei que um dia eu consigo e vou até fazer intercâmbio pra testar um tratamento de choque, porque não é possível que nem na hora de pedir uma comida ou perguntar onde é o banheiro eu não consiga falar. Um dia eu aprendo, eu sei, mas não seria tão mais fácil se já tivesse nascido sabendo?

02. Fazer baliza



Ninguém que já me viu fazendo baliza quis entrar de novo num carro comigo dirigindo. Todo mundo que já me viu fazendo baliza pergunta quanto eu tive que pagar pro avaliador me liberar nessa fase da prova. E o pior: nem culpo essas pessoas, porque se tem uma coisa no mundo em que eu sou ruim, é em fazer baliza. Não tenho noção de espaço, de distância, de nada no mundo. Até os flanelinhas riem de mim. Aliás, uma vez eu tive que dar o meu carro pra um flanelinha colocá-lo na vaga. É muita humilhação pra uma pessoa só. 

03. Dançar


Se algum dia alguém me olhar dançando, só tem uma explicação: enlouqueci. Porque nem de felicidade eu danço. Nem se tiver bêbada eu danço. Nem quando a dança valia ponto extra na faculdade eu dancei. E nem estou falando de dança elaborada, não, porque nem dois pra lá e dois pra cá eu consigo fazer. E o pior de tudo: meu namorado adora dançar. E dança super bem. E se ele quiser dançar com outra menina, eu nem posso dizer “claro que não, quem dança com você sou eu”. Pois é, quem mandou eu não nascer sabendo dançar, né?

04. Fazer as unhas


Me deixem explicar o motivo desse item na lista: na minha cidade, uma manicure + pedicure decente que me atenda em casa custa 50 reais. Infelizmente, eu não possuo 50 dilmas semanais ou quinzenais pra gastar, assim, só pra ser bonita. Mas também, quando olho pra minhas unhas cheias de cutículas, parece que o dia fica cinza, sabe? Acaba a graça da vida. Acontece que não nasci sabendo arrumar minhas unhas e nem tenho coordenação motora pra aprender. Resultado? Meus dias continuarão cinzas até eu ficar rica – o que ainda vai demorar uns bons anos. 

05. Tocar algum instrumento


A mesma falta de coordenação motora que me impede de fazer as unhas já me impediu de aprender a tocar guitarra, violão e bateria (já tive essa fase vida louca). Não foi por falta de tentativa, tá vendo? Só falta mesmo piano, minha última esperança e que um dia ainda vou tentar, pra eu comprovar de vez minha teoria de que, pra eu tocar algum instrumento, só se já tivesse nascido sabendo. 

06. Cozinhar


Acho que esse é o item da minha lista que mais me empenho em aprender. Deus sabe quantos milhões eu já gastei com ingredientes para bolos, macarons, lasanhas, macarronadas... As minhas tentativas são até bem sucedidas, mas sabe quando você prova alguma coisa que até está bom de gosto, mas sente que falta um algo mais? Assim é tudo que eu cozinho – exceto o arroz, porque esse eu nunca acerto mesmo. Falei com minha mãe que nas minhas comidas sempre falta esse “tempero especial” e ela me disse que é falta de talento mesmo. E pior que eu concordo com ela. 

07. Me maquiar



Maquiagem é uma das coisas que me fazem achar que eu deveria ter nascido menino, porque eu simplesmente não tenho paciência pra passar horas pintando a cara. Claro que eu gosto de estar mais bonita, não sou doida pra dizer que não, né? O que me incomoda é esse processo, porque eu sofro. Gente, eu sofro muito. Quando eu termino de me maquiar normalmente já estou suada, com o cabelo destruído, com a pele grudenta e com a base derretendo, porque não dá pra ficar muito tempo maquiada nessa cidade de temperatura sempre acima dos 30°. 

E claro que se eu já nascesse sabendo isso tudo eu ia ser uma criança bizarra, superprotegida e superdotada. Mas vocês entenderam a minha aflição.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O doce mais doce

... do que o doce de batata-doce. Vocês conhecem essa música, admitam.

Agora falando sério.

Vou contar uma coisa pra vocês: quando chego a um lugar sem minha câmera fotográfica, a primeira coisa que me perguntam não é quais são as novidades ou como estão indo as coisas, mas sim “por que não trouxe a câmera?”. Eu perco a noção do mundo que não está na minha lente - não é à toa que tenho sempre que levar companhia quando saio pra fotografar, pra essa pessoa cuidar para que eu não seja assaltada, atropelada ou caia em um buraco. Por esse motivo e tantos outros foi que, quando a Analu me chamou pra participar desse projeto, eu tive certeza que ia ter que arrumar um tempo nessa vida louca para cumprir essa meta. 

A proposta é aparentemente simples: a gente dá temas uma para a outra e no dia 25 de cada mês postamos fotos com esse tema no blog. Digo “aparentemente” porque o primeiro tema que a Analu me deu, que foi “doce”, me fez queimar uns bons neurônios pensando no quê fotografar. Obviamente eu não poderia simplesmente sair fotografando petit gateau por todos os restaurantes da minha cidade, já que essa foi uma regra que veio anexada ao meu tema. Veja bem, a pessoa te dá o tema “doce” e diz que você não pode fotografar comida... Quão errado isso é? 

Então me perguntei: o que de doce, além das gordices, existe na minha vida? As respostas foram muitas, claro, porque só em pensar em todas as pessoas que tornam minha rotina mais doce eu teria fotos o suficiente para publicar pelo resto do ano. Para não acabar sendo injusta, eu resolvi então pensar no que de mais doce surgiu na minha vida nos últimos tempos. Nesse caso, meus amigos, a resposta tinha que ser uma só. 

Foi numa tarde de sábado em que eu estava procrastinando como tão bem sei fazer que tive essa ideia, assim, absolutamente do nada. Simplesmente surgiu na minha cabeça. Disse pro meu namorado que queria ir numa loja aqui da cidade que vende todo tipo de bichinho - pássaros, cobras, esquilos, ratos, cachorros, enfim - e ele me levou até lá. No meio dessa arca de Noé toda, lá estava ela. Só 1 mês de nascida, encolhida num cantinho, coberta por um monte de maravalha. Não sei se existe amor à primeira vista entre humanos, mas entre uma humana e uma hamster, com certeza existe. 

Ela chama Hazel por conta da personagem de “A culpa é das estrelas”, sim. Já me mordeu umas duas vezes, mas eu não guardo rancor. Aliás, quando chega visita aqui em casa eu digo logo que ela é mansinha e que pode segura-la sim, porque é bom pegar no pelo macio e sentir o seu coração pequeno pulsando. Só não vale cutucar a bichinha quando ela tá dormindo ou comendo. Quando saio de casa às 8h da manhã e chego às 22h, só ela pra me acalmar: entro no meu quarto, olho-a brincando na gaiola e se torna impossível ir dormir de mal-humor. 

Por falar em dormir, sabiam que hamsters têm hábitos noturnos? Então a primeira coisa que ela me ensinou foi que isso de querer dormir o dia todo e passar a noite acordada não acontece só comigo. Para não mantê-la sempre presa e fazer com que se acostume com pessoas, às vezes eu a solto em casa. Nisso, ela já se escondeu debaixo do sofá, atrás da geladeira e até fez buraco nas minhas roupas. Mas não tem como amar, nem que ela roa até a minha última blusa. Só em ter aquele bichinho minúsculo e indefeso em minhas mãos e sentir quanta vida ela tem... Vou até parar por aqui senão eu choro. 

Com vocês: a criaturinha mais doce que existe. A minha Hazel.


Você olha essa foto e pensa: que bonitinho, ela fica na caneca.
Mentira, não fica nada. Deu um trabalhão tirar essa foto.
Hazel faz isso com as patinhas quando está se preparando para se
dar um banho. Quase pego a menina em um momento íntimo.

Óbvio que ela não sabe diferenciar o que se pode roer ou não.
Ela viu e achou bonito, já mostra os dentes.
Por fim, Hazel tentando subir na pilha de livros, porque na vida
passada ela foi uma macaca e adora ficar se pendurando nas coisas.

ps.: as fotos não ficaram muito boas, admito, porque esses dias têm chovido bastante e a iluminação do meu quarto fica péssima com o céu nublado.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Vida eterna aos sonhos

Há muito tempo eu sonho em conhecer a Europa - digamos que desde a época em que eu ficava em êxtase quando via uma loja da Lilica Ripilica, não da Zara. Não sei bem explicar de onde surgiu esse amor todo. Sempre fui fascinada por mitologia grega, então acho que a origem disso, bem como de quase tudo no mundo, saiu daí. Segundo meu namorado, eu simplesmente gosto de qualquer coisa que tenha mais de um século. Não sei. Não importa. É fascinante mesmo sem motivos aparentes, sem explicações pautadas em descendência familiar ou qualquer outra coisa do tipo. Eu simplesmente olho para o velho continente e automaticamente suspiro. É o meu amor platônico mais antigo. Em breve, não mais. 

Dia desses meu pai estava num estado de raro bom-humor e eu, como quem não queria nada, aleatoriamente comentei que seria legal, aproveitando a queda cambial do real em relação a libra, aproveitar para fechar contrato com a agência de intercâmbio que venho de olho há um mês. Foi tiro certo – gente, pedir coisas pro meu pai quando ele tá de bem com a vida é maravilhoso, vocês não têm noção. Ele sacou o cartão de débito e entregou ali, nas minhas mãos, o primeiro passo para realizar o meu sonho com maior histórico de "deixa pro ano que vem". Corri para banco antes que meu pai se desse conta do que estava fazendo e depois de 5 minutos no caixa eletrônico lá estava eu, com comprovante de pagamento em mãos, sem saber como sobreviver pelos próximos 5 meses até finalmente embarcar. Eu sei que eu pareço um juvenil falando assim. 

Quantas pessoas com 20 anos, duas graduações caminhando e um estágio nas costas sonham em fazer curso de inglês fora? Poucas, eu aposto. Mas não creio que o problema esteja comigo. Hoje em dia os sonhos envelhecem rápido, essa é a verdade. Quando você passa dos 12, não ganha aquele presente que queria tanto no dia das crianças; quando passa dos 15, você ser decepciona com a melhor amiga e começa a achar que ninguém no mundo é sincero; passou dos 18, então, você já é maduro demais para acreditar em príncipe encantado. Digo que vou fazer intercâmbio e as pessoas perguntam se não vou perder meu estágio por isso. Falo que vou juntar dinheiro para comprar cosméticos e todos me mandam economizar para comprar um carro. 

Não quero que meus sonhos morram na mão dos homens ou das circunstâncias. Não quero me deixar contaminar pela dureza dos dias dessas pessoas cuja única perspectiva é o mundo real. Quero mesmo é fantasiar as minhas lembranças de menina, que no passado tanto sonhou em abrir asas e ir longe. Hoje, eu moro só, cuido do meu irmão como um filho e todo mês faço supermercado e pago contas; nas férias, eu vou passar um mês viajando com mochila nas costas, com pouco dinheiro no bolso e com a melhor e mais aventureira companhia que poderia ter. E quando eu chegar em Londres, o mundo vai sorrir pra mim. Vou fazer festa quando comer meu primeiro macaron em Paris, vou comer chocolate em Bruxelas até enjoar, vou passear por Amsterdam inteira só de bicicleta e, quando olhar o primeiro castelo de Edimburgo, vou mesmo acreditar que mágica existe. E só não vou na Grécia porque ela envolve um sonho meu ainda mais clichê que intercâmbio. E sabe do que mais? As pessoas mais felizes do mundo não são as com data marcada para tudo, com tempo limitado para todas as conquistas, que alcançaram apenas o mínimo; com conhecimento de causa, eu digo que as pessoas mais alegres, mais completas, mais fantasticamente humanas, são aquelas que, não importa quando, viram um sonho se tornar real.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Um livro ''cem dólares''


Sabe quando você está passando ao lado de prateleiras de livros sem prestar atenção a nenhum especificadamente e, de repente, o seu olhar divagante se fixa em um ponto? Isso acontece comigo com frequência e foi assim que, perdido a tantos títulos desinteressantes, encontrei meu volume de "Extremamente alto & Incrivelmente perto", do Jonathan Foer. O livro não custava nenhuma pechincha e passei uns bons 30 minutos abraçado com ele, presa no dilema entre comprar ou não comprar. Cá entre nós, eu só estava me fazendo de difícil, pois desde o momento que encarei aquela capa maravilhosa cada centímetro do meu corpo já estava rendido. Paguei o que tinha que pagar, fiquei sem dinheiro o resto do mês e fui pra casa com a esperança de algo fantástico na sacola. 

"Extremamente alto & Incrivelmente perto" é essência dos mais diversos sentimentos que foram impressos e postos em minhas mãos, como se eu soubesse o que fazer com tamanha carga emocional. Oskar ("esse é o meu nome, cuidado para não gastar!") é um garoto de 9 anos que perdeu o pai nos atentados terroristas de 11 de setembro e, por isso, se dá o direito de sofrer. A orelha do livro define o menino como muitas coisas: "inventor, desenhista e fabricante de joias, francófilo, vegan, origamista, pacifista, percussionista, astrônomo amador, consultor de informática, arqueólogo amador e colecionador de moedas raras, borboletas que morrem de causas naturais, cactos em miniatura, memorabilia dos Beatles e pedras semipreciosas". É o mesmo texto que está impresso no cartão pessoal que ele entrega às pessoas. Mas eis o que eu penso sobre o Oskar: todas essas especificações são meros detalhes. 

Não pense que coisas saber fatos curiosos sobre elefantes ou ter um eloquência de dar inveja tornam Oskar um garoto racional; por baixo de toda a camada de conhecimento e determinação, há um menino que se irrita porque a mãe, depois de mais de um ano da morte do pai, já se atreve a sorrir; que odeia ir ao terapeuta; que queria muito saber se seu pai morreu pulando de uma das Torres Gêmeas ou esmagado por ela; que faz roxos no próprio corpo quando a dor é tão grande que precisa ser visível. O pai do menino era o seu melhor amigo e o vácuo que sua morte deixou é imensurável. O maior amigo que Oskar faz ao longo da narrativa é um senhor de 103 anos, jornalista em todas as guerras do século anterior, que passa a ajudá-lo na empreitada que move a história. É incrível a forma com que ele, uma criança, estabelece relações com pessoas mais velhas por conseguir fazer perguntas aparentemente infantis, mas com respostas grandiosas. 


Mesmo sendo criança, Oskar tem uma visão muito concreta dos seus problemas e da necessidade de entendê-los ao invés de simplesmente engolir a dor e seguir vivendo. A agonia é tão imensa que a única coisa que o move durante os dias é uma oportunidade que surge de, segundo ele, ficar mais próximo do pai. É a história de um garoto preso em um mundo no qual não consegue viver, mas também é a história sobre como se entregar à dor nos cega e nos deixa debilitados ao ponto de gerar situações irremediáveis. No fundo, é a vida que todos nós protagonizamos, ainda que só em nosso interior, quando a perda de alguém é realmente difícil de enfrentar: enterramos fundo a saudade, focamos em outros assuntos e nos dedicamos a reconstruir o que ficou abalado. Com Oskar não existe essa possibilidade; ele não entende porque as pessoas têm essa necessidade de superar a dor como se ela fosse um incômodo que dá e passa. Pra ele, toda agonia se repete ao longo dos dias e essa angústia precisa ser honrada, porque o seu pai morreu e isso é um motivo justificável para ser triste. 

Oskar sente muito coisa o tempo todo e não esconde isso: quando suas emoções são negativas, suas botas ficam pesadas; por outro lado, quando algo é bom, é cem dólares. Suas perguntas às vezes partem de pontos onde aparentemente não havia sobre o quê se questionar e acabam resgatando em quem o acompanha questionamentos sobre absolutamente tudo que move nossas vidas; quantas milhares de vezes eu não tive que parar a leitura para tentar responder uma das questões que Oskar me levantava? Desnecessário dizer que não encontrei resposta útil para a maioria. Qualquer um gostaria de se sentir lido pelos olhares daquele garoto e, se ele acha alguém interessante ou minimamente curioso, o leitor é simplesmente levado a concordar com esse ponto de vista - não porque o Oskar é manipulador, mas porque suas ingênuas opiniões são também carregadas de tanta convicção que é impossível não se render. 

Não me cabe aqui narrar como a história se sucede, falar sobre os personagens ou então descrever qualquer outro evento; Foer constrói tudo isso de forma tão bem estruturada que chega a ser repetitivo elogiar sua narrativa ou a construção magnífica do seu enredo. Oskar não é o único narrador e os demais não deixam nada a desejar. Tudo ao longo de "Extremamente alto & Incrivelmente perto" é excelente. Esse texto não é uma resenha porque, uma vez que alguém se propõe a resenhar um livro, está se sujeitando a avaliar positiva e negativamente o objeto e, meus amigos, eu não tenho condição alguma de pousar um olhar negativo sobre esta obra. Mais do que um texto sobre um livro, essas palavras são sobre o Oskar e como um personagem pode ser tão minimamente construído para ser humano e se sentir como um, em toda a sua complexidade e imensidão.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O embrião da minha biblioteca

Não sei se vocês repararam, mas eu estou meio viciada em gravar vídeos. Quando uma amiga querida me convida, então, é impossível recusar. Como eu falo no vídeo, já tinha gravado sobre a minha estante de livros em 2011, mas tanta coisa mudou de lá até hoje que não fica repetitivo refazer o vídeo. Não reparem que a imagem treme muito; minha câmera é pesada e meu braço não tem um pingo de resistência e ficou super dolorido com esse esforço mínimo. No mais, qualquer dúvida falem nos comentários, porque fiquei com medo do vídeo ficar muito grande (acabou ficando de qualquer jeito) e corri um pouco nas observações.

E qualquer um que queira fazer o Tour na própria estante está mais que convidado!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Diários de fotografia

Sei lá eu quantos anos eu tinha quando ganhei minha primeira câmera. Uns nove, talvez? Não lembro nem o modelo. A única coisa que sei ao certo é que eu gastava toda a fortuna que eu ganhava de mesada (era feliz com 20 reais por mês, acreditem) com filmes e revelações. E como eu sou apegada, ainda colecionava os rolos de negativos do filme fotográfico. Minha mãe achava a maior loucura do mundo; desconsiderando todos os meus sentimentos, certa vez ela jogou no lixo todos os meus negativos. Como resposta, eu, no auge da minha maturidade, resolvi fazer greve “de não tomar refrigerante” até que ela admitisse que fotografia, pra mim, era um lance sério. Óbvio que ela não me deu bola. 

Quando eu fiz 12 anos, mamãe achou que eu merecia um pouco mais de atenção, então eu ganhei minha primeira câmera digital. Era um modelo ridículo de ruim da Olympus, mas eu achava o último lançamento. Levava a câmera escondido pra escola e quando chegava em casa, ao invés de estudar, almoçar ou fazer qualquer outra coisa de gente normal, pegava a câmera e começava a mexer naquelas configurações que eu nem sabia o que significavam. Como eu nunca tive talento pra ser autodidata, não saia nada de útil. Foi nessa época também que eu dediquei horas a tirar foto em frente ao espelho, fazendo biquinho e o sinal da paz. Quem nunca, não é? 

Mas como felicidade de pobre dura pouco, minha câmera quebrou (na verdade, eu derramei perfume sobre ela) e eu passei uns péssimos 2 anos sendo fotógrafa com câmera alheia. Quando eu estava no 2º ano do Ensino Médio, mamãe cansou de me ouvir reclamar na vida e me deu uma super (uau) cyber-shot da Sony. Todo mundo já teve uma dessas, acho que até hoje é um clássico. Mas essa durou menos ainda que a anterior. Quando viajei na formatura do 3º ano, obviamente levei a minha companheira, mal sabendo que estava destinando-a a morte: como fui para Camocim, onde tem dunas, a areia da cidade inteira entrou na minha câmera. Depois de lutar bravamente, a coitada pifou e mais uma vez eu fiquei órfã. 

Como isso foi perto do meu aniversário, tratei de pedir outra cyber-shot no lugar da antiga. O problema é que eu nunca tive sorte com eletrônicos, então essa minha câmera vivia com defeito que assistência nenhuma resolvia. Depois de 1 ano entre idas e vindas de consertos, a câmera resolveu morrer assim que a garantia acabou. Dessa vez mamãe não ficou com pena de mim e disse que não me daria mais câmera nenhuma até eu deixar de ser irresponsável. Mães às vezes não compreendem nada, né? Ela acha mesmo que eu ia quebrar minhas câmeras de propósito? Por favor, né. Nisso, eu acabei passando 2 anos sem câmera, uma espécie de castigo por tudo de ruim que já tinha feito na vida até então. 

Passei metade de 2011 juntando dinheiro pra comprar uma câmera – óbvio que eu não queria mais cyber-shot depois de tantos traumas. Tinha decidido partir pra uma câmera com lentes intercambiáveis, mas como a mais modesta delas custava muito mais do que eu podia pagar, fiquei na minha. Até que em março de 2012 Deus resolveu trabalhar ao meu favor. Papai me deu uma quantia razoável de dinheiro como presente de aniversário e, juntando com minhas economias, consegui arrecadar o suficiente para minha sogra, que ia pra Miami, comprar minha câmera por lá – um modelo recém-lançado da Nikon que eu vinha namorando desde que anunciaram. Minha sogra conseguiu comprá-la tranquilamente e ela foi carinhosamente batizada de Kate. E se você espera alguma história triste sobre o fim da minha câmera, esqueça, porque ela ainda está em perfeito estado – pelo menos por enquanto. 

O fato é que ontem, em um jantar de família, um primo, ao me olhar usando minha câmera, me perguntou por que eu cuidava dela tanto e a segurava como se fosse de vidro. Eu não contei toda essa história pra ele, claro, então simplesmente respondi “porque ela foi cara” (o que não deixa de ser verdade). Mamãe ainda olha de um jeito torto pra minha câmera e diz que eu joguei dinheiro fora comprando uma lente nova – mas também não pode me ver tirando fotos que pede logo uma dela, porque a minha câmera “deixa até a gente mais bonito, né?”. E essa semana eu recebi, como prêmio de um concurso fotográfico, uma câmera analógica, a minha primeira em todo esse tempo desde a era digital. E quando eu começar a revelar minhas fotos, quero é ver quem dessa vez vai jogar meus rolos de negativo no lixo. Ouviu, mãe?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Alerta: a síndrome do segundo livro existe

Ou: porque não ler "Resposta certa", do David Nicholls

Apesar de não ser altamente introduzida no mundo da música, sei que nesse ramo é muito comum a "síndrome do segundo trabalho", que ocorre quando o artista que teve bastante sucesso em seu primeiro trabalho não consegue superá-lo ou repetir o feito em um segundo projeto. Literariamente falando, isso é ainda mais comum, considerando a grande parcela de autores que pipocam nas livrarias com obras que repercutem como verdadeiros fenômenos, mas que, ao mesmo tempo, demonstram total incapacidade de permanecer nesse ritmo - ou alguém acha que Stephanie Meyer e E. L. James terão força para serem reconhecidas por algo além de "Crepúsculo'' e ''Cinquenta Tons de Cinza''? 
Porém, alguns escritores parecem imunes a essa síndrome. Falando de autores que dos anos 2000 para cá se consagraram com o grande público jovem, perceba nomes como Meg Cabot e Rick Riordan, que já têm uma lista considerável de publicados e permanecem sendo lidos por multidões. Ou citemos Stephanie Perkins, que recentemente publicou o segundo trabalho e passou ilesa e ainda mais consagrada por ele. Ou, ainda. J. K. Rowling, que está em fase de provação com o seu primeiro livro pós-Harry Potter, o "Morte Súbita". Em 2012, por fim, foi a vez de David Nicholls, o queridinho das galáxias depois do aclamado e indiscutivelmente bom "Um dia" - autor que, sem dúvida alguma, eu esperava juntar ao time dos imunes à "síndrome do segundo trabalho". 
Infelizmente, creio que para mim isso não será possível através de ''Resposta certa'', o segundo livro do autor que chegou ao Brasil. Não pensem que foi agradável fazer esse vídeo. Nas primeiras 50 páginas do livro, quando eu senti que a leitura não ia fluir tão bem, dei uma pausa e iniciei a leitura de algo mais agradável; alguns dias depois, retornei ao "Resposta certa" em mais uma tentativa. O resultado do meu esforço incomum para gostar de um livro vocês conferem no vídeo abaixo.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Moços para os quais eu diria "sim"

Há algum tempo a Rafinha trouxe uma ideia de um meme que meu coração não estava pronto pra responder no momento. Depois de muito enrolar, eu, que dou tanto sentido à existência do termo ''amores platônicos'', fui incumbida, por intimação da Taryne, a listar os 10 caras fictícios com os quais eu casaria – e aqui o meu namorado torce o nariz, porque ele acha um absurdo eu praticamente traí-lo com moços perfeitos que, por consequência, nem existem. Nem preciso citar que a lista não está em ordem de preferência, porque fazer isso estaria além da minha capacidade. 

Ps.: para o post não ficar maior ainda, eu suprimi as fotos dos moços. Para checar o material de apresentação deles, porém, basta clicar no nome de cada um. 

01. Cricket Bell, de Lola e o garoto da casa ao lado 
Cricket entrou na minha vida há pouco tempo, mas desde a primeira folha do livro em que aparece foi tratando de mostrar a que veio. Não teve outra: tive que destinar um lote do meu coração a esse moço. Sabe o cara que se desloca meio mundo para estar com você em um momento importante da sua vida? Que te incentiva quando ninguém acredita em você? Que deixa claro que não desistirá de vocês e que estará ao seu lado quando você, até então cega e retardada, finalmente reparar que ele é o cara da sua vida? Que é o tipo de cara que seus pais amariam como genro? Então, o Cricket é isso tudo, mas também é inteligente, tem um humor ótimo e se veste maravilhosamente bem. Se existe um pacote completo no mundo, esse pacote é Cricket Bell. 

02. Étienne St. Clair, de Anna e o beijo francês 
O único defeito do Étienne é não existir. Étienne é o namorado que antes de tudo é melhor amigo; se preocupa em não magoar as pessoas, tem o melhor senso de humor que eu já vi, é irônico e ainda te leva pra fazer passeios incríveis por Paris. Já falei que ele tem sotaque britânico? É popular porque é simpático, não porque se sente superior aos outros. Isso tudo já é motivo suficiente para amá-lo, mas acrescente aí que ele adora História, cinema e tem muitos, mas muitos LIVROS no seu quarto – e não basta ter livros, mas ele gosta de ler. 

03. Mark Sloan, de Grey’s Anatomy 
Mark, à primeira vista, é exceção a tudo que eu espero de um homem. É metido, um tanto arrogante, tem várias fases em que é mulherengo e (spoiler) uma filha crescida que aparece do nada e só serve pra atrasar a vida de todo mundo. Mas, acima de tudo, Mark Sloan é o tipo de cara que se transforma quando se apaixona. Ele se entrega sem medo e não mede palavras quando quer se declarar; ele sorri de um jeito que te desmonta e se houvesse um dicionário ilustrado, ao lado do adjetivo ''charmoso'', teria uma foto desse homem. E a voz? E aqueles olhares? E o senso de humor? Mark Sloan, você está de parabéns. 

04. Damon Salvatore, de The Vampire Diaries 
Tava faltando um homem errado nessa lista e quem melhor para cumprir esse papel que Damon Salvatore? Ele é arrogante, irônico, tem um humor negro terrível, não é nada altruísta e ainda por cima se apaixonou descaradamente pela namorada do irmão – duas vezes. O que ele tem de tão bom, afinal? O fato de ele ser capaz de esquecer tudo isso em favor da mulher que ele ama, claro – mas só em favor dela, porque em relação aos outros ele continua sendo um cínico. Se você acha que nem uma vez na vida irá se apaixonar por um cara completamente errado, te desafio então a sobreviver a um dos sorrisos de canto de boca do Damon. 

05. Seth Cohen, de The O.C. 
O primeiro de todos os meus amores dessa lista e, se dura até hoje, é porque alguma coisa certa o Seth Cohen fez na vida. Se alguém até agora tinha dúvida que a característica número 1 de um cara, para mim, é o bom-humor, então Seth Cohen põe abaixo essa dúvida. Além das tiradas mais fantástica do mundo, ele também foi o primeiro a me conquistar pelo bom gosto, especificadamente o musical, e pelo estilo – gente, o que são as camisas do Seth? Depois de amá-los todas as temporadas de The O. C., descobri que ser lindo, pra ele, é apenas um bônus. 

06. Jackson Avery, de Grey’s Anatomy 
Avery está aqui porque assustadoramente, na atual temporada de Grey’s Anatomy, o cara se revelou um aprendiz e tanto de Mark Sloan. Obviamente que seus olhos verdes, olhar penetrante e a mania de aparecer sem camisa ajudam, mais o moço também está se saindo um belo cavalheiro, um senhor muito atencioso, super inteligente e um companheiro para todas as horas. Se existe um príncipe capaz de existir no mundo real, este seria Jackson Avery. 

07. Percy Jackson, de Rick Riordan 
Eu sei que pareço uma pedófila dizendo que me casaria com um jovem semideus de 17 anos. Mas Percy Jackson é a exata prova de que meu coração ainda é juvenil e que, principalmente, não existe idade para ser um cara apaixonante. Percy Jackson faz por Annabeth uma pá de coisas que eu não reclamaria que ele fizesse por mim: enfrenta a mãe da menina que, além de Deusa da Sabedoria, é bem ranzinza; fica morto de preocupação cada vez que Annabeth se machuca; planeja uma vida inteira ao lado dela e, como se não bastasse, ainda segue, escondido, em uma missão quase suicida só para salvá-la do perigo. Percy, você tem muito o que ensinar a esses rapazes crescidos. 

08. Tom, de O melhor amigo da noiva 
O Tom é interpretado pelo Patrick Dempsey, comecemos por aí. Junte com isso o fato dele ser o melhor amigo do mundo, ser super prestativo, extremamente simpático, ser um cara de atitude, não desistir da mulher amada nem quando ela está noiva e, por fim, atravessar meia Escócia só para dizer que a ama. Não é à toa que este filme está entre os meus favoritos – todo mundo precisa de uma dose do Tom, vez ou outra.  

09. Peter Parker, de Spider-Man 
Eu sempre fui fã do Peter Parker dos quadrinhos, mas o dos filmes só arrebatou mesmo meu coração quando o Andrew Garfield entrou em cena. Queria eu poder citar algum momento ideal desse rapaz, mas eu simplesmente não consigo escolher a melhor entre todas as cenas em que ele aparece. Aquele sorriso errado, aquele jeito solto, aquele cabelo bagunçado... Enfim, tudo no Peter do Garfield simplesmente te faz ficar arrepiada. 

10. Tom Hansen, de 500 dias com ela 
Eis aqui o mais mocinho entre todos da lista. O objetivo de Tom Hansen no mundo era simplesmente amar e ser correspondido, mas parece que isso nunca vai acontecer. E tem coisa que derreta mais o coração que um homem sofrendo por amor? Anote a isso o jeito desengonçado, o ótimo gosto musical, o talento para desenhar e o fato (suspiro) de sua melhor amiga ser sua irmãzinha. Se Tom Hansen não é moço pra casar, não sei mais quem seria. 

Menções honrosas: 

Augustus Waters, de A culpa é das estrelas: Augustus teve (spoiler) o disparate de morrer e me impedir de sonhar com ele no altar, mas se eu cometesse o erro de esquecê-lo ele jamais me perdoaria. Gus é sensível, é entregue à vida, não perde a oportunidade de fazer e dizer o necessário, realiza os sonhos da Hazel como se também fossem seus e carrega declarações de amor até por trás de um simples “okay”. É, Gus, não tem como você não viver dentro do meu coração. 

Alex Karev, de Grey's Anatomy: outro tipo de cara que você acha que é incorrigível até encontrar uma mulher que o faça ver que a vida não é tão ruim quanto ele pensa. Além de ter um físico muito agradável de se olhar (pra não dizer que ele é gostoso), Karev tem uma alma muito frágil e que já sofreu tanto, que a única vontade que você sente é de por ele no colo e cuidar até todas as feridas sararem. É difícil alcançar o coração desse moço, mas se você o fizer, acredite, a recompensa será grandiosa.

Felizmente para o meu namorado, nenhum desses caras algum dia vai bater na minha porta. No final das contas, vou casar com aquele que há muito tempo também me acompanha e que mereceria um texto muito maior que esse narrando todos os motivos pelos quais me convenceria a subir no altar. Mas a fantasia tem sempre a vantagem de existir, nem que seja para nos mostrar que esses sonhos apaixonantes, uma hora ou outra, chegam a se tornar reais - e quando isso acontece, pode apostar, é muito melhor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O melhor (e o pior) de 2012, literariamente falando

Ainda que extremamente atrasada, chego eu com a minha retrospectiva literária, que já foi feita basicamente em todos os blogs que eu visito. Eu sou péssima em gravar vídeos e passei muito tempo (quase 30 minutos, eu sei) falando quase nada, mas me amem mesmo assim, por favor. A maioria das meninas falou só dos preferidos do ano, mas eu queria falar principalmente dos que eu menos gostei, porque foram tão ruins que eu acho que devo isso à sociedade. 


Livros falados no vídeo:

- Axilas e outras histórias indecorosas, do Rubem Fonseca 
Cômico e politicamente incorreto. Para aqueles que, assim como eu, têm um humor ácido. 

- Delírio, da Lauren Oliver
Só não é melhor porque distopia ainda não foi algo que me convenceu, mas até acho que vou ler a continuação quando for lançada. 

- Deslembrança, da Cat Patrick 
Seria uma ótima obra se não fosse o final trôpego. 

- Charlotte Street, do Danny Wallace 
Bom, mas dispensável. 

- A mulher do viajante no tempo, da Andrey Niffenegger 
Uma das melhores narrativas do ano. 

- Para sempre, de Kim e Krickitt Carpenter 
Troféu berinjela pra esse livro e que Deus perdoe esses autores, eles não sabem o que fazem. 

- E as estrelas, quantas são?, da Giulia Carcasi 
Mais um desapontamento e um autor italiano odiado pra coleção. 

- Emma, da Jane Austen 
Chato, chato, chato. 

- Bela maldade, da Rebecca James 
Uma surpresa agradável pra mim, que não esperava muita coisa desse livro. 

- Os heróis do Olimpo: O herói perdido, do Rick Riordan 
Insira aqui todos os elogios possíveis. 

- Os heróis do Olimpo: O filho de Netuno, do Rick Riordan 
Idem para o livro anterior. Difícil saber qual o melhor. 

- Lista negra, da Jennifer Brown 
Outro pro clube dos belos, mesmo aterrorizantes. 

- Precisamos falar sobre o Kevin, da Lionel Shriver 
Nem imagino o estado dessa autora depois de escrever esse livro. Ela deve ter ficado deplorável. 

- Quem é você, Alasca?, do John Green 
Tá me doendo até hoje, meses após a leitura. 

- Lola e o garoto da casa ao lado, da Stephanie Perkins 
O livro mais fofo, o personagem masculino mais desejado. 

- As vantagens de ser invisível, do Stephen Chbosky 
É de uma tristeza tão bonita que só sei que jamais irei superar esse livro. 

- A culpa é das estrelas, do John Green 
Um tiro no pé teria doído menos que esse livro. Não tem como terminá-lo sem estar apaixonada.

- Para todos os amores errados, da Clarissa Corrêa 
Isso não era um livro, era uma piada.