
“Tem coisas da gente que não são defeito nem erro:
são só jeito da gente ser”.
Eu sempre acreditei que tudo que algumas pessoas esperam é uma chance para destruir a vida de quem está logo ao lado. Simples assim: esperam até ter a primeira oportunidade e vão lá – sugam tudo o que há de bom e cospem na cara de alguém, para que essa pessoa veja sua única fonte de felicidade se esvair pelo ralo. Por muito tempo, essa foi a nossa história do ponto de vista de cá: você, meu calo no pé; eu, sua perseguidora fiel. Não que isso importe a você, e eu sinceramente acho que não importa, mas de repente eu descobri que ao menos para mim ainda vale à pena: se não por você, mas com certeza pela minha incapacidade de carregar por toda a vida algum sentimento que não seja bom. Compreendi que mesmo aquelas pessoas que me fizeram (sentir) mal ou que não me fizeram (sentir) nada ou aqueles que nunca dedicaram a mim uma única palavra que não explicitasse desprezo ou, mesmo ainda, quem me ofendeu de forma justificada ou não... Enfim, ninguém, nenhum desses, é dispensável, porque por mais insignificante que qualquer pessoa tenha sido, eu devo a todos uma parcela da motivação por eu ser quem – felizmente – eu sou hoje. E assim eu acabo nesse dilema de um pedido de desculpas mal feito – não sou boa em ser humilde, mas a intenção não é o que vale? –, a expectativa de que releve qualquer atitude ou palavras da minha parte que, intencionalmente ou não, tenha lhe atingido. Porque esse nunca foi o meu intuito – atingir alguém. A ideia sempre foi me proteger, e quem pode me julgar por isso? E, mais ainda: quem pode nos julgar por compactuar com uma briga infantil que, cá entre nós, nem motivo real e concreto ainda tem. Se quer saber a (minha) verdade, acho até que nos daríamos bem – me atrevo até a dizer que muito temos em comum em relação aos nossos tipos de gente. Mas ninguém quer ceder, embora, de todo coração, eu não me importasse de fazê-lo porque não vejo a possibilidade de perder nada com isso – por baixo de todas as implicâncias, confesso, sempre guardei uma impressão boa de você. De qualquer forma, não serei eu que vou mergulhar sozinha e sem perspectiva de sucesso em uma relação por enquanto condenada ao fracasso; tampouco vou julgar os seus juízos de valores, os seus sentimentos e, mais ainda, não serei eu que de alguma forma mudarei esse rancor que sente por mim: isso já é com você, e se achar necessário que assim o faça. Mas de minha parte deixo claro: você, para mim, é como qualquer outra pessoa que eu ainda não conheci – sem pré-juízos, sem condenações ou antecedentes. Só uma admiração boba à qual, sinceramente, espero atribuir motivos. E no mais, não serei hipócrita em dizer que o passou está no passado, porque se uma coisa é perdoar, outra bem diferente é esquecer – e não quero me olvidar nunca, de qualquer forma, porque só me lembrando de tudo eu tenho a garantia de, com um pouco de esforço, não ser pegar na minha própria armadilha outra vez. E no fim, até sorrir, quem sabe, de ter perdido tanto tempo com birras inúteis e que não acrescentaram – e isso eu garanto – nada nem a mim nem a você.
E se ainda assim, tudo o que eu tiver de resposta for um silêncio gelado ou uma frase arrogante seguida de um “tanto faz”, eu estarei satisfeita – aprendi a não esperar o esperado.
Se somos do modo que somos, é devido a tudo e todos que passaram por nós!
ResponderExcluirGostei do desabafo, beeijos
" Enfim, ninguém, nenhum desses, é dispensável, porque por mais insignificante que qualquer pessoa tenha sido, eu devo a todos uma parcela da motivação por eu ser quem – felizmente – eu sou hoje."
ResponderExcluirSábias palavras, menina Deyse!
Beijo
"Aprendi a não esperar o esperado." Resumiu a carta toda numa frase. A gente sempre quer esperar as coisas boas das pessoas mas nem sempre temos isso :/ E o pior é que nos enganamos querendo enxergar o bom, só aquilo que há de legal que elas tem pra contribuir com a gente. Bom saber que você não espera o que realmente devia esperar! Às vezes golpes de realidade fazem a gente se sentir bem melhor, posso garantir. Maravilhoso, Deyse!
ResponderExcluirAh, e sobre se eu vejo Sobrenatural: NÃO. MORRO DE MEDO. Hahahahaha, really, não aguento D: O Jensen tem o peitoral mais lindo desse mundo e o Jared é muito bonitinho s2 mas nem por eles eu veria, sou muito medroso pra essas coisas ME ATIRE PEDRAS
Beijos, sua linda! :* Já vou ver seu blog novo!
Será que aprendeu mesmo, Deyse? Eu tbm achava isso e guess what? Lá estava eu esperando o esperado? Acho q tudo q a gente passa nessa vida tem um pq? Alguns aprendem a lição, outros (eu no meio) vão morrer tentando.
ResponderExcluirBeijão!
"tanto faz"
ResponderExcluiruma das coisas mais difíceis de se ouvir na vida.
Eu reflito sempre sobre o papel das pessoas e o que isso reflete em mim. Sou daquelas que fica pensando que até o ódio que sentem por mim foi importante para a minha construção. haha Parece piada, mas isso é verdade.
ResponderExcluirEssas coisas são tijolinhos que vão formando a nossa vida. Metáfora pobre, mas acho que ilustra bem a maneira que eu penso.
ResponderExcluirE, sinceramente, eu não me frustro mais. Sei que devemos "pagar um preço" para conviver com as pessoas. Muitas vezes temos que abrir mão de nossos pequenos desejos e vontades.
Mas é sempre válido botar pra fora.
Beijos, Deyse (: