
Ela nasceu em setembro, sob a proteção da primavera. Colecionava corujas de pelúcia, canecas e abraços. Quando sorria, não era só com os lábios, mas com o corpo inteiro. Gostava de fotografar o céu e guardar na lembrança aquilo que por vezes esquecia por traição da memória. Morava em uma casa no fim da rua; na frente, grama verdinha e com cheiro de chuva. Uma cerca verde separava o gramado da calça e na entrada, à beira da porta, jarros com flores coloridas.
Naquele dia 16, fazia sol e um céu era de um azul que parecia pintado. Ela acordou sem conseguir viver entre quatro paredes; se levantou de um pulo, se vestiu e rumou para fora de casa, descendo a rua enquanto cantarolava que “temos nosso próprio tempo”. Seu vestido lilás rodopiava a cada salto sincronizado que ela dava à ponta dos pés, calçados com sapatilhas de bailarina. Estava tão feliz que seus olhos se esverdeavam. Seus cabelos longos, à altura de seus cotovelos, brincavam com o vento enquanto ela corria pelas calçadas, tirando para si uma flor de cada jardim. Antes de chegar à esquina já tinha um buquê em suas mãos.
Olhou para todas aquelas flores em suas mãos e sentiu que a cor delas refletiam em sua íris. Eram tão lindas – tanto, que ela não conseguia pensar em um lugar merecedor suficiente daquele pequeno maço de beleza. Continuou a andar, sem guiar-se pra onde, e quando se distraiu para olhar para o céu e os pássaros que lá voavam – e foi só um segundo – tropeçou em uma pedra, lançando o pequeno buquê diretamente em uma poça d’água. As flores ficaram lá, machucadas, contorcidas e a formosura ardente que antes traziam estava apagada pela água gelada.
Isso a fez chorar como se junto com as flores tivesse perdido a alegria. Chorou porque a vida às vezes te derruba; chorou porque quase sempre se perde o que se ama, porque um obstáculo teima em aparecer, porque nem tudo tem graça. Poderia ter chorado pela vida inteira, mas sempre preferia respirar fundo, andar mais um pouco e colher nova flores. Dessa vez, assim que levantou o olhar, percebeu que ele vinha em sua direção. Ao chegar próximo o suficiente, ele estendeu a mão a ela e ajudou-a a se levantar. Encararam-se por um breve momento e sorriram um para o outro. Pediu que ela fechasse os olhos; em seguida, ele pôs as mãos no céu, segurou o sol e colocou-o sob o olhar de Taryne. E quando ela abriu os olhos, pode seguir iluminando o mundo.
Meu Deus do céu. Que texto MARAVILHOSO. Tem cada frase épica que... quero um no meu aniversário! Lindo, lindo, perfeito!! Duvido que alguém vá bater você! HAHAHAA
ResponderExcluirTARYNE, feliz aniversário, nós te amamos! <3
Arrepiei com o final, só isso!
ResponderExcluirArrasou demais, Dedê!
Amo vocês!
beijos
GENTE, vou engarrafar isso pra sentir tanto amor assim pelo menos uma vez ao dia. Dedê, como tá sendo lindo sentir isso tudo de bom pela Tary. Ela é amada desse jeito justamente por carregar o sol dentro de si.
ResponderExcluirAmo você. Amo a Tary. x3
<3
Esse finalzinho me matou, principalmente a última frase. Porque a Tary é isso mesmo: luz. Amo muito essa menina!
ResponderExcluirAmo você também! E Ana Luísa (antes que ela veja isso e chore). E toda a Máfia! <333
Beijos
Claro que minha irmã maranhense ia arrasar, né? Estou apaixonada, apaixonada pelo modo que vocês me veem. Ai, meu Deus, nem sei se mereço tanto! Mas agradeço! Digo a Deus todos os dias que me sinto a pessoa mais feliz do mundo por ter vocês <3
ResponderExcluirQueria TANTO te abraçar hoje.
TE AMO, TE AMO, TE AMO <3
QUE INCRÍVEL, DEYSE! Gente, se eu fosse a Taryne, me sentiria a melhor pessoa do planeta, sério. Muito bom!
ResponderExcluirBeijo! :*
Isso pareceu um prólogo pro texto dela sobre o buquê lilás! Genial Dedê! Bom mesmo! E viva a Tary1
ResponderExcluirÉ incrível como uma história que tem tudo pra ser apenas mais um monte entre tantas histórias assim já escritas pode ser tornar uma história linda e interessante escrita pela pessoa certa. Lindo, lindo.
ResponderExcluirQue doce...
ResponderExcluiràs vezes a gente se decepciona mesmo, chora e tudo. mas a gente sempre descobre que levantar e começar de novo pode fazer muito bem.
e se a gente não tem flores nas mãos...a gente carrega no olhar, porque não?! ...
beijos, querida.