
Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?
[Doce solidão - Marcelo Camelo]
Não era um sorriso forçado, não era uma avenca murcha. Não era um coração partido, não era uma saudade doída. Não era frio, não era agosto: era verão, sábado de julho e sonhos infantis. Não era solidão, não era abandono e muito menos desprezo: era segurança, mais para os outros que para si. Era medo, de vez em quando. Era insegurança, todo o tempo. Era querer acreditar. Não era palavra ou um verso rimado; não era frase feita ou soluções mágicas. Não era tão perto, mas nem tão distante. Não era meio-termo, mas também nenhum extremo. Não era ódio – era indiferença. Não era paixão, não era amor – era mais. Não era guerra nem paz: era trégua, tragédia, comédia. Drama. Não era pra sempre nem nunca mais. Era pouco, às vezes muito, quase sempre nada. Era algo que não quer dizer coisa alguma. Era sofrimento à toa. Era descobrir coisas importantes já muito tarde. Era não descobrir jamais. Não era enganação – era vencer o desimportante, viver o útil e congelar ambos. Era chorar pelo que não se sente, sentir por quem não se conhece, conhecer muito o quê lhe faz chorar. Era culpada de tudo. Não era culpa de ninguém.
E o que é? Ou não o é também?
ResponderExcluirEra então um grande paradoxo,ou algo sem nome e sem resposta ? como saber ?
ResponderExcluirbeeijo
Engraçado... Eu sempre ouvi essa música do Marcelo Camelo e, de tão lânguida, quase não a compreendia.
ResponderExcluirHoje parece que entendi.
Estranha familiaridade com esse sentimento, sabemos o que não é, as vezes chegamos perto de saber o que é... Mas aí vemos que também não é.
ResponderExcluirMeio frustrante não acha?
OU talvez não seja frustração também... Poxa.
Beijo