Não é começo de mês, não é início de ano e muito menos eu começo uma nova fase na minha vida – a faculdade de sempre, os amigos de sempre, o namorado de sempre, as roupas surradas de sempre, o computador velho e útil de sempre. Mas alguma coisa mudou – alguma coisa além do layout do blog que, na minha humilde e suspeita opinião, até que ficou apresentável. Além do material, do palpável e do suscetível à opinião alheia, falo de mim, que entre todo esse processo de tentar me manter estável e decidida, assumi mais uma vez a minha natureza de quem não se aceita da mesma forma todos os dias.
Falo muito da minha alma transformista e me apresento como a maior conhecedora de todos os dramas possíveis de serem vividos – mas sou, na realidade, alguém que não consegue resolver os seus próprios. Mesmo assim, carrego comigo sempre essa vontade de ser mais, de explicar mais: deixa-me entender o seu conflito, que agora será meu e, assim, quem sabe um dia não será de ninguém. Posso ser sua beleza, talvez, mas sei mostrar a máscara que assusta se for isso que você merecer ter de mim; no mais, não preciso ser alguém se eu puder ser várias, todos os dias, não como alguém que não conhece sua essência, mas como quem tem mais de uma única.
Não vou dizer que deixei de ser uma romântica não-assumida que sempre preza um bom orgulho; não vou mentir que minhas dores me doem menos ou que minhas felicidades são eternas. Não é desse tipo de mudança que eu falo, não é o meu comportamento que se altera: não é o meu olhar de dentro para fora, mas de fora para dentro, que faz a diferença em tudo que me envolve, desde as paixões que tenho aos medos que escondo. Enfim, não sou eu deixando de ser quem eu sou: sou eu descobrindo que sou mais do que achava que era; que sou várias e, acredito, ainda não tenho em mim toda uma imensidão que posso alcançar.
As coisas mudaram – eu mudei. Podem chamar isso de amadurecer, de tomar consciência de que se é alguém no mundo ou até mesmo de tentativa de autopreservação. Eu só acho que a gente faz o que pode, meus caros: desafia, põe a cara a tapa e ainda sobrevive, porque por trás de toda a peleja, tem um céu tão azul que faz tudo valer mais do que se imaginava. E talvez seja nesse momento, eu me arrisco a dizer, que você se descubra assim como eu: todo incerto. Um dia vento e outro, tempestade – um dia céu nublado e outro, sol de verão. Um dia sonho e outro, realidade – um dia como você, outro dia como quem quiser.
Falo muito da minha alma transformista e me apresento como a maior conhecedora de todos os dramas possíveis de serem vividos – mas sou, na realidade, alguém que não consegue resolver os seus próprios. Mesmo assim, carrego comigo sempre essa vontade de ser mais, de explicar mais: deixa-me entender o seu conflito, que agora será meu e, assim, quem sabe um dia não será de ninguém. Posso ser sua beleza, talvez, mas sei mostrar a máscara que assusta se for isso que você merecer ter de mim; no mais, não preciso ser alguém se eu puder ser várias, todos os dias, não como alguém que não conhece sua essência, mas como quem tem mais de uma única.
Não vou dizer que deixei de ser uma romântica não-assumida que sempre preza um bom orgulho; não vou mentir que minhas dores me doem menos ou que minhas felicidades são eternas. Não é desse tipo de mudança que eu falo, não é o meu comportamento que se altera: não é o meu olhar de dentro para fora, mas de fora para dentro, que faz a diferença em tudo que me envolve, desde as paixões que tenho aos medos que escondo. Enfim, não sou eu deixando de ser quem eu sou: sou eu descobrindo que sou mais do que achava que era; que sou várias e, acredito, ainda não tenho em mim toda uma imensidão que posso alcançar.
As coisas mudaram – eu mudei. Podem chamar isso de amadurecer, de tomar consciência de que se é alguém no mundo ou até mesmo de tentativa de autopreservação. Eu só acho que a gente faz o que pode, meus caros: desafia, põe a cara a tapa e ainda sobrevive, porque por trás de toda a peleja, tem um céu tão azul que faz tudo valer mais do que se imaginava. E talvez seja nesse momento, eu me arrisco a dizer, que você se descubra assim como eu: todo incerto. Um dia vento e outro, tempestade – um dia céu nublado e outro, sol de verão. Um dia sonho e outro, realidade – um dia como você, outro dia como quem quiser.
Oii
ResponderExcluirnossa MUUUITO obrigada pelo comentário, escrevi achando q ninguém iria ver, fiquei muito feliz pela atenção...
então, amei o texto, caiu como uma luva para o momento que eu estou vivendo... uma fase de auto-conhecimento. Estou aprendendo a ver o mundo de uma forma diferente da que eu via naquela optica fechada de menina colegial, agora mais adulta e com mais responsabilidades. Estou descobrindo o que eu gosto, o que eu não gosto, tudo de novo.
Não importa se é bom ou ruim o impotante é que me faça crescer...
mais uma vez, amei o comentário.
beeeijos
Que texto lindo, Deyse!
ResponderExcluirO auto-conhecimento vem, muitas vezes, do sofrimento, das frustrações.
É bonito conseguir se conhecer, é bonito saber que somos vários, todos dentro de um.
Olá amada, estou passando pra dizer que fiz o selo oficial de meu blog e estou compartilhando com todos aqueles cuja essencia ilumina meu cantinho. E voce é uma dessas pessoas cheias de luz!
ResponderExcluirEspero que aceite com todo carinho. Está em minha última postagem.
Beijo no coracao! :)
E a gente se descobre.
ResponderExcluirE descobre a vida.
Beijoo.
Oi, esse texto foi escrito pra mim? rs
ResponderExcluirTô bem nessa fase... :)
E... deixa eu te explicar: me formei num curso técnico de moda. Faculdade, faculdade meeesmo vai demorar pra eu me formar. Mas a gnt vai vivendo =D
beeijo
pra mim, o mais difícil não é mudar e se notar que a mudança está acontecendo .-.
ResponderExcluirbeijas :*
Enquanto eu lia o texto ouvia a música 'Pra quem gosta de nós' de Pouca Vogal,.. e de certa forma parece que serviu como uma trilha sonora.. Porque como diz a música, certas mudanças 'pra quem gosta de nós é um prato cheio'!!
ResponderExcluiracho que a cada texto me acostumo, me apego (de uma maneira saudável) aos teus dramas e até te dou certa razão!! fazer oq ne? =D
E há quem dúvide que a vida é a melhor professora que existe.
ResponderExcluirÉ muito bom ver pessoas,
Que estão em busca do verdadeiro conhecimento, principalmente quando aprendem a aprender consigo mesmas.
Abraço grande!
Sim, o lay do blog está lindo mesmo, mas não é sobre isso que eu quero comentar..
ResponderExcluirÉ bom esse gostinho de mudança, de ver com novos olhos a vida (mesmo que ela -sem si- nao mude). Que esse novo caminho que se abre agora para ti, te traga muita paz de espírito, muita luz e sabedoria (:
Beijos.