Talvez essa seja uma das poucas coisas que a gente tem que fazer desde pequeno e uma das únicas que a gente nunca aprende por completo: conviver. Estar lado a lado, mas sem atravessar a linha tênue que existe entre intimidade e falta de respeito. Estar distante, mas sabendo diferenciar a liberdade e a ausência.
Já me disseram muitas vezes que eu sou altamente complexa de se conviver. E, sinceramente, sou mesmo. Sou do tipo que adora ser bajulada, mas que não costuma fazer isso por ninguém. Eu faço umas besteiras e, mesmo sabendo que eu estou certa e que faria tudo exatamente igual, eu me arrependo e acaba me dando uma raiva tremenda de mim mesma – raiva essa que, acredite, eu acabo descontando em alguém que às vezes nada tem a ver com meu infortúnio, meu despeito e minha falta de coerência. Como se não bastasse, eu tenho a terrível mania de tratar mal quem eu amo. Trato mal mesmo e não consigo me controlar – como se eu já tivesse tentado. E, ainda por cima, eu sou a maior 'dona da razão' que eu conheço; escuto todo mundo, mas eles estão sempre errados.
Então acontece o óbvio: eu, como belo ser egoísta que sou, acabo seguindo minhas convicções e deixando as dos outros para depois – eu já disse como me aborrece a quantidade de 'depois' que existe na minha vida? Só que o problema é que desistir dos ideais de alguém também pode significar desistir dessa pessoa e aí vem o dilema: é pior desistir de si mesmo ou de alguém que você ama? Ou seria muito radicalismo viver só do que você acha ou ser uma esponja de idéias alheias?
Eu não sei. Às vezes me esquivo, às vezes me empolgo, mas estar no perfeito equilíbrio é mais difícil do que se imagina, principalmente pra alguém que costuma viver de excessos e de faltas. Simplesmente não dá para se frear ou se instigar a fazer algo por alguém – nem por você mesmo. Mesmo que eu saiba que aquilo é preciso, que é para o bem da tal convivência, em algum momento o meu instinto, minha teimosia ou meu orgulho vai falar mais alto e eu vou acabar fazendo o que todo mundo faz, porque, em questão de saber lidar com os outros, todos nós estamos seguindo em uma mesma linha de frustrações e tentativas vãs.
Isso torna tudo mais pesado. Chega um momento que a gente só aguenta porque ama e amamos porque nos aguenta. Ainda assim, eu não desisto de tentar. Não desisto de me arriscar em ajustar minhas idéias nas suas, ainda que eu saiba que são peças de encaixe diferentes. Não desisto de me sujeitar a te entender, de nos fazer entender, mesmo que eu saiba quanto uma convivência pode ser impossível. E eu não desisto. E espero que você também não.
Já me disseram muitas vezes que eu sou altamente complexa de se conviver. E, sinceramente, sou mesmo. Sou do tipo que adora ser bajulada, mas que não costuma fazer isso por ninguém. Eu faço umas besteiras e, mesmo sabendo que eu estou certa e que faria tudo exatamente igual, eu me arrependo e acaba me dando uma raiva tremenda de mim mesma – raiva essa que, acredite, eu acabo descontando em alguém que às vezes nada tem a ver com meu infortúnio, meu despeito e minha falta de coerência. Como se não bastasse, eu tenho a terrível mania de tratar mal quem eu amo. Trato mal mesmo e não consigo me controlar – como se eu já tivesse tentado. E, ainda por cima, eu sou a maior 'dona da razão' que eu conheço; escuto todo mundo, mas eles estão sempre errados.
Então acontece o óbvio: eu, como belo ser egoísta que sou, acabo seguindo minhas convicções e deixando as dos outros para depois – eu já disse como me aborrece a quantidade de 'depois' que existe na minha vida? Só que o problema é que desistir dos ideais de alguém também pode significar desistir dessa pessoa e aí vem o dilema: é pior desistir de si mesmo ou de alguém que você ama? Ou seria muito radicalismo viver só do que você acha ou ser uma esponja de idéias alheias?
Eu não sei. Às vezes me esquivo, às vezes me empolgo, mas estar no perfeito equilíbrio é mais difícil do que se imagina, principalmente pra alguém que costuma viver de excessos e de faltas. Simplesmente não dá para se frear ou se instigar a fazer algo por alguém – nem por você mesmo. Mesmo que eu saiba que aquilo é preciso, que é para o bem da tal convivência, em algum momento o meu instinto, minha teimosia ou meu orgulho vai falar mais alto e eu vou acabar fazendo o que todo mundo faz, porque, em questão de saber lidar com os outros, todos nós estamos seguindo em uma mesma linha de frustrações e tentativas vãs.
Isso torna tudo mais pesado. Chega um momento que a gente só aguenta porque ama e amamos porque nos aguenta. Ainda assim, eu não desisto de tentar. Não desisto de me arriscar em ajustar minhas idéias nas suas, ainda que eu saiba que são peças de encaixe diferentes. Não desisto de me sujeitar a te entender, de nos fazer entender, mesmo que eu saiba quanto uma convivência pode ser impossível. E eu não desisto. E espero que você também não.
Made a meal and threw it up on sunday,
I've gotta lot of things to learn,
Said I would and I'll be leaving one day,
Before my heart starts to burn (...)
Stand by me,
Nobody knows the way it's gonna be;
If you're leaving will you take me with you.
Oasis.
Me identifiquei!
ResponderExcluir;)