Para alguém que eu não amo, você tem me incomodado bastante. Para um amor que nem nasceu, cresceu e se desenvolveu, isso me dói mais do que eu achei que fosse possível para um recém-chegado, para um invasor e ladrão de espaços no peito.
É tão estúpida essa nossa mania de sermos os donos da razão; você, aquele que calcula tudo meticulosamente e eu, aquela que nunca está satisfeita. Você, que não dá o braço a torcer e eu, que não hei de torcer o braço.
Uma chama, um véu e uma lua, palavras soltas e silêncio sem sentido algum e que jamais vão se encontrar em um mesmo fim de porquês. Flash de memórias de shoppings, sorvetes, ligações, brigas e instantes que, outrora tão definidos, hoje mudam depois de um filme, uma canção, um telefonema.
E se é tanto amor, porque foges assim? Porque não me ligas, escuta o meu perdão enquanto tenta dizer o seu e deixamos isso tudo para o depois, que já está tão lotado de outros 'depois' que se acumulam. E ainda acho isso absurdamente normal – por eu ter um gosto assim, sofrer por quem não sofre por mim.
Uma casa no meio do nada, uma canção sem rima, um céu cheio de estrelas, uma verdade de mentira, uma chuva sem trovões. Passam aves, passam dias, passam encantos e fantasias... Mas não passe o carinho em mim, a mão que afaga meu rosto, a voz que ecoa em meus ouvidos. Não passais a ventania de um junho descrente, que começa mais seco que meu coração.
Amor em caixas. Amor em poesias. Amor em cartas. Amor em contos. Amor em mentiras. Amor em palavras. Aonde foi que coloquei minha venda? Aonde foi que coloquei o verbo? Aonde foi que coloquei as verdades? Aonde foi que coloquei a vergonha?
Certo era o sonhador, que viveu sem perder a pose. Certo era você, que suportou até onde pôde. Errada sou eu, que amei sem querer. E não sabemos explicar se existe alguma razão.
É tão estúpida essa nossa mania de sermos os donos da razão; você, aquele que calcula tudo meticulosamente e eu, aquela que nunca está satisfeita. Você, que não dá o braço a torcer e eu, que não hei de torcer o braço.
Uma chama, um véu e uma lua, palavras soltas e silêncio sem sentido algum e que jamais vão se encontrar em um mesmo fim de porquês. Flash de memórias de shoppings, sorvetes, ligações, brigas e instantes que, outrora tão definidos, hoje mudam depois de um filme, uma canção, um telefonema.
E se é tanto amor, porque foges assim? Porque não me ligas, escuta o meu perdão enquanto tenta dizer o seu e deixamos isso tudo para o depois, que já está tão lotado de outros 'depois' que se acumulam. E ainda acho isso absurdamente normal – por eu ter um gosto assim, sofrer por quem não sofre por mim.
Uma casa no meio do nada, uma canção sem rima, um céu cheio de estrelas, uma verdade de mentira, uma chuva sem trovões. Passam aves, passam dias, passam encantos e fantasias... Mas não passe o carinho em mim, a mão que afaga meu rosto, a voz que ecoa em meus ouvidos. Não passais a ventania de um junho descrente, que começa mais seco que meu coração.
Amor em caixas. Amor em poesias. Amor em cartas. Amor em contos. Amor em mentiras. Amor em palavras. Aonde foi que coloquei minha venda? Aonde foi que coloquei o verbo? Aonde foi que coloquei as verdades? Aonde foi que coloquei a vergonha?
Certo era o sonhador, que viveu sem perder a pose. Certo era você, que suportou até onde pôde. Errada sou eu, que amei sem querer. E não sabemos explicar se existe alguma razão.
:O~~
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