domingo, 12 de abril de 2009

Quando se vê o mundo azul

Ninguém pode entender, ver e ouvir além de mim.
O sol já não nasce e não se põe, o dia se conta de trás para frente. As lágrimas sobem ao rosto e infiltram nos olhos, o tempo corre, pesaroso, como o som do ar que deixa meus pulmões. O seu nome está gravado em minha mente seca de emoções; são sentimentos que não sentem, amores que machucam, prazeres que queimam. Tudo desvanece sob o peso de anos curtos, calendários limitados de horas tristes, que erguem meus ombros até não poder mais. Meus olhos se abrem em demasia, cada aroma se torna único, as amizades não existem.
Então você chega.
O sol se ilumina e escurece, belo, clareando sorrisos brilhantes em lagoas e encobrindo beijos sutis; os dias, esses nem se percebem, tamanha a felicidade que nem se conta. As lágrimas secam, o tempo passa economizando cada suspiro, como o grito de alívio de meus olhos ao encontrarem os seus. O seu nome gravado em meu coração carregado de batias fortes, vívidas como o amor que renasce, rejuvenesce, se ascende em palpitações. Tudo se constrói a cada instante que se olha ao lado e se encontra, no pegar de mãos que caminham juntas em um passar harmônico. Anos que passam constituídos de lembranças que se lembram, de festas que se comemoram, de comidas e bebidas que alimentam corpos cobertos de sonhos, erguendo mentes sublimes.
E uma hora os olhos se fecham, felizes, deixando o cheiro de saudade e as amizades realizadas, como alguém que viveu, chorou sem medo e nunca desistiu.
-
É necessário ver a pureza,
tanto nas cores como na tela em branco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário