Eu não nasci aqui. Não corri por essas ruas enquanto era criança e nem fiz a pré-escola em uma dessas escolinhas de bairro. Até um apartamento eu só fui ter há pouco mais de dois meses – até então, morei por longos 6 anos na casa de parentes e, por Deus, só quem já passou por isso sabe como pode ser complicado. No mais, eu não tenho qualquer vínculo com São Luís: não está aqui o mestrado que sonho fazer, meus pais não dividem a mesma casa que eu e, talvez, eu pudesse ter seguido a minha utopia de vida se estivesse morando em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro... Mas, ainda assim, eu não troco a minha ilha maranhense por cidade nenhuma no mundo – e não me venham com Paris, New York ou Barcelona, porque nenhum desses outros lugares poderia ter me oferecido tudo que eu consegui por aqui.
Eu não sei bem explicar o que eu sinto quando ando pelas ruas do Centro Histórico, assisto o pôr-do-sol na praia ou atravesso a ponte José Sarney, sentindo o vento no meu rosto. Talvez, e eu não temo em dizer, nesses 6 últimos anos eu tenha vivido muito mais que os 12 anteriores à minha mudança para cá. E, ainda que não fosse, eu jamais poderia agradecer a São Luís por ter me proporcionado o meu primeiro amor, os meus melhores amigos, os meus maiores pecados e, ainda, pelo tanto que eu amadureci enquanto aprendia que, se eu não tiver transformado essa cidade inteira em um único lar, então eu não sei, mas acho que não me encaixo em mais outro lugar no planeta.
Eu tenho verdadeira adoração pela orla de qualquer praia e pelo Reviver - um lugar cercado de história francesa e portuguesa, com seus casarões e sobrados dignos da melhor arquitetura da época; não troco por prazer nenhum o meu fim de tarde ludovicense, a minha adorada Praça Gonçalves Dias, um jantar em uma pizzaria na Lagoa da Jansen ou uma tarde falando bobagem no Tropical Shopping. E não poderia esquecer o Teatro Arthur Azevedo, as escadarias do Centro Histórico, a Praça Nauro Machado, o Convento das Mercês e muito menos o meu lugar preferido na cidade.
E ainda tem gente que diz que São Luís é vergonhosa e que, se puder escolher, jamais irá morar aqui. Não que seja tudo tão perfeito e que às vezes não dê vontade de fugir... Mas dedicar um pouco de amor a um lugar tão espetacular não seria esforço algum.
Parabéns, São Luís – Maranhão.
398 anos de puro encantamento.
ps.: nenhuma das imagens que ilustram o post são de minha autoria.
ps¹.: o título foi retirado de uma música de mesmo nome, do cantor César Nascimento.
Eu não sei bem explicar o que eu sinto quando ando pelas ruas do Centro Histórico, assisto o pôr-do-sol na praia ou atravesso a ponte José Sarney, sentindo o vento no meu rosto. Talvez, e eu não temo em dizer, nesses 6 últimos anos eu tenha vivido muito mais que os 12 anteriores à minha mudança para cá. E, ainda que não fosse, eu jamais poderia agradecer a São Luís por ter me proporcionado o meu primeiro amor, os meus melhores amigos, os meus maiores pecados e, ainda, pelo tanto que eu amadureci enquanto aprendia que, se eu não tiver transformado essa cidade inteira em um único lar, então eu não sei, mas acho que não me encaixo em mais outro lugar no planeta.
Eu tenho verdadeira adoração pela orla de qualquer praia e pelo Reviver - um lugar cercado de história francesa e portuguesa, com seus casarões e sobrados dignos da melhor arquitetura da época; não troco por prazer nenhum o meu fim de tarde ludovicense, a minha adorada Praça Gonçalves Dias, um jantar em uma pizzaria na Lagoa da Jansen ou uma tarde falando bobagem no Tropical Shopping. E não poderia esquecer o Teatro Arthur Azevedo, as escadarias do Centro Histórico, a Praça Nauro Machado, o Convento das Mercês e muito menos o meu lugar preferido na cidade.
E ainda tem gente que diz que São Luís é vergonhosa e que, se puder escolher, jamais irá morar aqui. Não que seja tudo tão perfeito e que às vezes não dê vontade de fugir... Mas dedicar um pouco de amor a um lugar tão espetacular não seria esforço algum.
Parabéns, São Luís – Maranhão.
398 anos de puro encantamento.
ps.: nenhuma das imagens que ilustram o post são de minha autoria.
ps¹.: o título foi retirado de uma música de mesmo nome, do cantor César Nascimento.