Talvez tenha sido o término da faculdade, a inquietude de alguns afastamentos, a força de novas decepções, o tempo livre em excesso... Ou talvez eu seja apenas irremediavelmente cíclica. Acho que foi muita pretensão minha achar que nunca mais iria precisar desse lugar ou de usar as palavras para justificar os pensamentos que se amontoam na minha cabeça, até o ponto em que eu me ausento do mundo exterior e passo a viver dentro de mim. Eu sempre precisei escrever para conseguir existir. Sempre. Por que seria diferente agora? Não é nenhum pecado, afinal.
Ou, pelo menos, é isso que venho dizendo a minha mesma, em uma tentativa ridícula de justificar aquilo que eu chamo carinhosamente de "o meu grande fracasso". Voltei para a estaca zero, meus amigos. Cá entre nós, fazia muito tempo que eu não visitava essa sensação de vazio e não posso dizer que estava exatamente com saudades. Mas essa não é a grande graça da vida, afinal? Ela simplesmente é, sem dar bola para aquilo que deveria ser. E o que a gente queria que fosse, oras, nunca deixa de ser apenas aquilo que a gente queria que fosse.
Atualmente, eu classificaria o meu estado como "preocupante". A partir desse estágio é só ladeira abaixo e eu, que conheço essa queda como ninguém, preciso urgentemente evitar que ela aconteça. Então eu olho para a folha em branco, esperando que algo magicamente se revele e me mostre o próximo passo em direção à ascensão ou a qualquer outro caminho que não me derrube de vez.
O problema é que eu preciso me reinventar, porque ser a mesma desde que eu me lembro de ser alguém é algo que vem me aborrecendo. Talvez, dessa vez, eu apele para a honestidade - o que, para quem entende o nome desse blog, pode parecer uma promessa inútil. Não é segredo para ninguém que eu sempre tive mais a intenção de soar poética de que soar verdadeira e talvez seja por isso que, por mais que eu fale, ainda não consegui por em palavras metade do que eu sinto... Mas será que alguém consegue?
Ou, pelo menos, é isso que venho dizendo a minha mesma, em uma tentativa ridícula de justificar aquilo que eu chamo carinhosamente de "o meu grande fracasso". Voltei para a estaca zero, meus amigos. Cá entre nós, fazia muito tempo que eu não visitava essa sensação de vazio e não posso dizer que estava exatamente com saudades. Mas essa não é a grande graça da vida, afinal? Ela simplesmente é, sem dar bola para aquilo que deveria ser. E o que a gente queria que fosse, oras, nunca deixa de ser apenas aquilo que a gente queria que fosse.
Atualmente, eu classificaria o meu estado como "preocupante". A partir desse estágio é só ladeira abaixo e eu, que conheço essa queda como ninguém, preciso urgentemente evitar que ela aconteça. Então eu olho para a folha em branco, esperando que algo magicamente se revele e me mostre o próximo passo em direção à ascensão ou a qualquer outro caminho que não me derrube de vez.
O problema é que eu preciso me reinventar, porque ser a mesma desde que eu me lembro de ser alguém é algo que vem me aborrecendo. Talvez, dessa vez, eu apele para a honestidade - o que, para quem entende o nome desse blog, pode parecer uma promessa inútil. Não é segredo para ninguém que eu sempre tive mais a intenção de soar poética de que soar verdadeira e talvez seja por isso que, por mais que eu fale, ainda não consegui por em palavras metade do que eu sinto... Mas será que alguém consegue?
Ai, droga. Até as lamúrias são as mesmas. É quase como se eu não soubesse crescer. Ou estivesse morrendo de medo aprender. Vai que é isso: não sei ser uma nova versão de mim mesma e isso me obriga a todo o tempo recorrer àquela versão antiga, que não se apega a ninguém, que não ama ninguém, que apenas bebe e se lamenta e lê e escreve o tempo todo, como se se esconder debaixo de uma pilha de textos sem sentido fosse uma válvula de escape eficaz.
Acho que me perdi de novo em mim e voltei aqui para ver se me encontro novamente.

Quando eu vi que você tinha voltado a escrever fiquei tão feliz *-* uma coisa até egoísta, considerando que você está passando por um momento tão ruim... Mas mesmo assim, que bom que está de volta à blogosfera.
ResponderExcluirBeijos rimados pra você :*
Mas que bom que voltou Deyse!
ResponderExcluirAcredito que todo mundo que escreve e usa o blogue como forma de se entender melhor, se identificará com seu texto.
Que as coisas se ajeitem loguinho. ♥
Tou nessa vibe. E tou louca querendo sair... :~~ Talvez uma viagem ajude, ou estudar pra uns concursos que tão vindo por aí.
ResponderExcluirEnfim, socorro :~~
(seja bem vinda de volta!)
Dede, confesso que até fiquei emocionada quando vi que você tinha postado. Amo quando você escreve. Mesmo assim, óbvio que não gostaria que você voltasse por esse motivo. Prefiro você feliz e bem consigo mesma ao invés de você escrevendo. Mas se foi assim, que seja necessário escrever, colocar pra fora, e que isso te alivie!
ResponderExcluirBeijos! <3
Talvez seja realmente egoísta gostar que você tenha voltado, provavelmente é, mas foi inevitável. Talvez por causa do meu jeito escorregadio de só conseguir me comunicar verdadeiramente bem com as pessoas através da escrita e da necessidade que nasce daí de vê-las escrevendo também.
ResponderExcluirCada um entende das próprias quedas e dos próprios mergulhos em si mesmo. Cada um sabe do próprio tempo. Mas acho que, no geral, entendo um pouquinho sobre a coisa. Coisa de quem vive tendo grandes situações preocupantes. Entendo, por exemplo, que a gente quase nunca consegue se olhar e se notar uma pessoa diferente. É preciso um momento muito bom, quase perfeito. A gente se acostuma demais com a própria pele na rotina e não consegue perceber as diferenças. Conseguimos perceber os defeitos muito bem, pro nosso azar.
Mas é cíclico mesmo. Essa gente desassossegada fica indo e voltando aos mesmos lugares. Espero que logo logo você chegue a algum lugar que te faça bem.
Te amo e tô com saudade. Beijo <3