domingo, 19 de junho de 2011

Ensaio às (des)enganadas


Deixamos de acreditar no amor.
É triste constatar, mas isso é o que sobra depois de muitas relações amorosas conturbadas que nos tornam seres esgotados emocionalmente, cansadas de sofrer por um contínuo amor a homens errados. É, errados... Aqueles cuja aparência é encantadora, mas que, de forma oculta, regam em si um grande poder de dos acarretar sofrimento. Independente de quem seja o culpado pelos fracassos, é reconfortante saber que existe um refúgio que não seja desistir da vida conjugal: se entregar aos homens certos porque, felizmente, eles existem.
O homem certo é charmoso. É bom que seja bonito, mas não precisa necessariamente o ser; com o tempo, você percebe que pouco importa se ele é forte ou magrela se souber tocá-la com gentileza; tanto faz se os olhos são verdes, castanhos ou azuis se tiverem aquele brilho ao olhá-la como se não houvesse nada mais importante que você no mundo.
O homem certo é romântico. Não o romântico taxativo ou o meloso e muito menos o que o é uma vez na vida inteira, em um surto romanesco. O homem certo é romântico de forma espontânea, todos os dias. Ele não lhe dá um buquê de flores no dia do seu aniversário, mas lhe dá uma única rosa em uma quarta-feira qualquer; ele não precisa fazer declarações de amor estrondosas, porque sabe demonstrar que a ama e a faz acreditar nisso com um simples gesto ou um “eu te amo” sussurrado ao ouvido quando você menos espera.
O homem certo é fiel a você e a ele mesmo. É companheiro e consegue fazer com que você o sinta perto mesmo quando estão separados. É confiável e esperto o suficiente para conseguir ser confiante sem se tornar arrogante. É amigo e deve saber ser sincero sem que você se sinta mal com as verdades difíceis que possam ser ditas.
O homem certo tem defeitos; de preferência, os mesmo que você tem, para que possam se compreender e para que você consiga enxergar no outro não só o melhor, mas também o pior de você mesma. O homem certo não precisa saber cantar, mas conhece todas as suas músicas favoritas. Ele entende as suas vontades mais estranhas, não troca você por futebol e acha o seu irmão mais novo uma graça mesmo quando ele senta entre vocês no sofá da sala.
Às vezes é um cavalheiro, às vezes um bruto, às vezes divertido, às vezes irritante. O homem certo tem sempre as melhores palavras ou o melhor silêncio para os seus momentos de alegria ou desespero. Ele é aquele que sabe despertar em você sensações que nem aquela torta de chocolate da Dolce Grill conseguiria lhe causar. E no final, independente de qualquer coisa, o homem certo sempre tem um sorriso para lhe oferecer.
O homem certo deveria ser um homem real. A notícia boa é que muito provavelmente você encontrará um homem assim. Por isso, não tenha medo de deixá-lo passar sem que você perceba, porque o seu homem certo é tão diferente dos demais que você com certeza o reconhecerá assim que o vir. E ele também reconhecerá você, a mulher certa que ele sempre procurou.

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Relendo algumas crônicas e poesias (nossa, eu escrevia poesias) de anos atrás, veio a dedução óbvia: tem coisas que nunca mudam, mesmo.

Texto original de 24/08/2008, que foi devidamente encaminhado ao meu homem certo.

6 comentários:

  1. +1 no Renan hein?
    O problema é quando esse homem certo parece não existir, e aí a gente tem que se aguentar com os que não existem mesmo e sonhar para que ele nos encontre antes que nós larguemos mão ;~

    Situação difícil né?

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  2. Ah meu Deus! Que coisa mais linda, Deyse! O único problema é que a gente só percebe isso depois que acha. Enquanto não achamos, cada dia parece uma batalha..
    =(

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  3. Engraçado como ando lendo blogs falando de amor, será que o amor estão tão complexo assim, ou são as pessoas que se esqueceram de amar? Não importa...

    Bjo

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  4. Curti teu espaço, curti muito esse texto e o anterior. Estou seguindo para sempre acompanhar as novidades.
    Parabéns pelos escritos, Deyse! Volto sempre.

    Estou de volta, com novo Blog, passa lá: http://cabeem1.blogspot.com/
    Beijão!

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  5. Ano passado escrevi um texto para um concurso com o tema 'minha namorada imaginária', foi o mais lido em meu blog, fiquei bastante feliz, não ganhei o concurso mas tive bastante retorno. No texto eu descrevi a mesma coisa que você descreveu. O fato é que a gente sempre coloca muitas exigencias em cima de quem queremos que nos ame. Por um lado, a gente vive, sofre, erra, acerta e, com toda certeza, temos que nos valorizar, por outro, ser muito exigente nos tras o papel de correspondermos as nossas proprias exigencias, se exige amor incondicional, tem que oferece-lo também, se exige olhar sincero e cheio de amor, tem que oferece-lo também. É complicado, o amor é complicado e simples ao mesmo tempo, é uma coisa que a gente não consegue explicar sem sentir.

    Beijo

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