Tenho certeza que nada tem a ver com o ano novo, vida nova, até porque entre todas as pessoas, eu sou a que menos acredita que números diferentes no calendário são capazes de fazer de mim uma pessoa melhor ou pior. Mas é o velho espírito de mudança – aquele meu conhecido que vem, insistente, batendo à minha porta.
Não sei se fui eu que simplifiquei demais ou apenas deixei as coisas tomarem a forma de como realmente são. Alguma coisa ainda me tiram as noites de sono, é verdade, mas a maioria hoje em dia pouco me afeta; deixei o que fosse possível a cargo do meu esforço e o mais improvável, que fosse carregado pela força do tempo. No mais, amadureci uma quantidade de ideias no último ano de uma forma que eu jamais pensei que fosse possível; minha capacidade de separação foi aprimorada de maneira que hoje eu consigo perceber, claramente, quão estúpida eu fui diversas vezes por, simplesmente, não conseguir analisar as coisas pelo ângulo certo.
Pobre de mim, pensei. Que bom que ainda há saída, refleti logo em seguida. Porque, afinal, sempre se pode dar um jeito – sempre. E o que eu quero dizer, apesar dos meus quereres se confundirem de tal forma que eu começo a falar sobre o sol que fazia e termino exclamando sobre como o tempo anda frio que... E cá fui eu novamente. Rotatividade. Círculos, círculos, círculos... Mudança. A mais pura e reconhecível. E mais, porém não somente: a diferença de hoje para todos os outros fins de ano é que vocês jamais voltarão a ouvir por aqui frases como ''é o fim para um novo começo'', porque longe de mim pretender encerrar com tantas coisas que me fizeram bem ao longo do tempo. Só quero me assegurar do que vale à pena cultivar e o que é dispensável. Só quero ter certeza das coisas, essa é a verdade. Tô passando uma peneira em tudo e o que me parecer bem seguro, fica; tudo mais que me for duvidoso, sinto muito, mas adeus, porque de coisas incertas na minha já me basta eu mesma.
Talvez funcione, talvez não; talvez acabe com as coisas de vez, talvez ajude e melhore mais ainda. Tô arriscando, vai saber, porque a ideia é simples: o que é bom, fica; o que me irrita, eu ignoro; o que não me faz falta, eu dispenso. Porque não vou mais desperdiçar um ano inteiro só decidindo entre o que é certo e o que é errado; não vou passar horas analisando a mesma coisa de mil formas ao passo que a solução está escrita em letras grafais e em néon bem na minha frente. E, mais ainda: não vou passar os meus dias sentada, esperando que algo de maravilhoso me aconteça, porque não foi assim que cheguei a lugar nenhum. Quem quiser ir comigo e conseguir me acompanhar, estamos juntos. Quem não estiver nessa, fica aqui o meu último adeus.
Não sei se fui eu que simplifiquei demais ou apenas deixei as coisas tomarem a forma de como realmente são. Alguma coisa ainda me tiram as noites de sono, é verdade, mas a maioria hoje em dia pouco me afeta; deixei o que fosse possível a cargo do meu esforço e o mais improvável, que fosse carregado pela força do tempo. No mais, amadureci uma quantidade de ideias no último ano de uma forma que eu jamais pensei que fosse possível; minha capacidade de separação foi aprimorada de maneira que hoje eu consigo perceber, claramente, quão estúpida eu fui diversas vezes por, simplesmente, não conseguir analisar as coisas pelo ângulo certo.
Pobre de mim, pensei. Que bom que ainda há saída, refleti logo em seguida. Porque, afinal, sempre se pode dar um jeito – sempre. E o que eu quero dizer, apesar dos meus quereres se confundirem de tal forma que eu começo a falar sobre o sol que fazia e termino exclamando sobre como o tempo anda frio que... E cá fui eu novamente. Rotatividade. Círculos, círculos, círculos... Mudança. A mais pura e reconhecível. E mais, porém não somente: a diferença de hoje para todos os outros fins de ano é que vocês jamais voltarão a ouvir por aqui frases como ''é o fim para um novo começo'', porque longe de mim pretender encerrar com tantas coisas que me fizeram bem ao longo do tempo. Só quero me assegurar do que vale à pena cultivar e o que é dispensável. Só quero ter certeza das coisas, essa é a verdade. Tô passando uma peneira em tudo e o que me parecer bem seguro, fica; tudo mais que me for duvidoso, sinto muito, mas adeus, porque de coisas incertas na minha já me basta eu mesma.
Talvez funcione, talvez não; talvez acabe com as coisas de vez, talvez ajude e melhore mais ainda. Tô arriscando, vai saber, porque a ideia é simples: o que é bom, fica; o que me irrita, eu ignoro; o que não me faz falta, eu dispenso. Porque não vou mais desperdiçar um ano inteiro só decidindo entre o que é certo e o que é errado; não vou passar horas analisando a mesma coisa de mil formas ao passo que a solução está escrita em letras grafais e em néon bem na minha frente. E, mais ainda: não vou passar os meus dias sentada, esperando que algo de maravilhoso me aconteça, porque não foi assim que cheguei a lugar nenhum. Quem quiser ir comigo e conseguir me acompanhar, estamos juntos. Quem não estiver nessa, fica aqui o meu último adeus.
É, seu blog já se tornou especial pra mim. Também escrevo, claro, nada comparado a alguém que faz letras '-' Mas enfim, você tem planos bem parecidos com os meus. E no fim, tudo isso se tornou um refúgio pra mim.
ResponderExcluirParabéns *-*
Devemos cuidar de quem gosta da gente. São esses que seguirão sempre conosco. Beijão :*
ResponderExcluirPrecisava muito ter lido isso agora... "Porque, afinal, sempre se pode dar um jeito – sempre."
ResponderExcluirObrigada!
Tantas verdades e tantas coisas suas nas quais eu me vi refletida. EU posso não comentar assiduamente, mas sempre que passo por aqui encontro uma lição nova, um detalhe a ser observado... Espero que você continue na blogosfera, a gente precisa de pessoas como você aqui. (:
ResponderExcluirxx
Day, desculpe a minha longa ausência do seu blog; pode ter certeza de que doeu mais em mim do que em você... ^^
ResponderExcluirQuando entrava no meu, rapidinho, e olhava os títulos das suas postagens (às vezes até lia as primeiras linhas), ficava doida pra ler tudo, mas os afazeres não permitiam ><
Agora estou de férias e dá pra ler tudo o que eu querooo (não tem alegria maior pra quem faz Letras, né? haha)
pois é, Day, fico sempre impressionada com a maneira como os seus textos fazem a gente se enxergar melhor, se entender melhor... não sei se estamos passando por coisas parecidas - nem sei se seu texto é pessoal ou fictício ;) -, mas me vi em muitos desses pensamentos sobre o ano que virá.
esse texto fala de amadurecimento, de inteligência emocional, e é o que tenho aprendido a ter nesses últimos tempos... *mudanças, mudanças* xD
te adoro, continue revelando a nossa alma assim ; D haha
Day não, Dey ;) pensei q era Dayse ;*
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