As pessoas me chocam, infelizmente. Por tantas vezes eu já me ilustrei nessa vida como alguém que ao menos tenta ver de tudo, sejam essas experiências boas ou ruins, exatamente para que nada me pegue assim, de surpresa. Pensem disso o que quiserem, mas eu gosto de ser entendida das coisas, saber o que se passa ao meu redor, o que as pessoas pensam, o que elas sentem – me fascina, me dá nojo, me faz refletir, o que quer que seja. É assim que gosto de viver - presto bem atenção em cada música que embala o meu player, tento decodificar imagens e, porque não, dou uma importância incomum a tudo que leio.
Por isso e talvez só por isso, eu não possa culpar ninguém de vir ao meu blog e entender o que bem quiser. É conceito básico de Teoria Literária, cadeira que temos no 2° período de Letras, que a formação básica de um texto literário diz respeito às escrituras que tendem a ser objetivas, deixando o espaço necessário para que haja inúmeras interpretações de acordo com quem lê o texto. Resumindo: texto literário é aquele em que cada um entende o que quiser. E , não sei, é isso que eu tento fazer: quantas vezes já li comentários no blog que de início achei nada a ver com o que eu tinha escrito, mas depois me fizeram pensar algo como "cara, que legal que Ciclano pensou assim, porque mesmo que não fosse o meu objetivo, pois bem, é ao menos o objetivo de uma boa literatura".
Mas para tudo tem limite e é aqui que cabe uma pequena intervenção minha na licença poética de cada leitor: eu não sou culpada pelas interpretações de vocês. O último post, em especial, me causou uma série de represálias: "Mas Deyse, como você escreve na internet sobre sua briga com Fulana?", "Escute aqui, Deyse, se acha que eu ainda me importo com sua vida, perdeu seu tempo me dando uma resposta que não faço questão de ler". E por aí foram outras infinitas barbáries que, sim, me chocaram um bocado. Quer dizer, uma coisa é você se identificar com o texto; outra completamente diferente é você sair por aí gritando aos quatro ventos que escrevi algo único e exclusivamente para lhe atingir – acho isso um comportamento pingado por egocentrismo, concordam?
Ou eu sou a única aqui que não precisa necessariamente está passando por uma situação para conseguir escrever sobre ela? Se eu for falar sobre separação é porque terminei com o meu namorado e se for falar de amor é porque está tudo bem entre nós? Se eu for falar de crises é porque estou em uma? E, claro: se for falar que deveriam sair do meu pé, isso deve estar obrigatoriamente relacionado à (um único) alguém? Óbvio que se eu quisesse impessoalidade, eu não colocaria meu nome assinando cada postagem – deixo claro que cada palavra escrita aqui tem fundamento nos meus achismos e em demonstrações exacerbadas de sentimentos para quais eu não encontro outra válvula de escape. Mas nada aqui escrito tem que ser necessariamente endereçado a alguém – são um acumulado de palavras que um dia me fizeram sentido, mas que podem não ter mais nada de mim em nenhum parágrafo, vai saber. Que fique bem claro que, acima de tudo, escrevo porque sinto necessidade e fome de palavras. Se a carapuça vai servir a uns ou outros, ora, nada posso fazer.
Sempre fiz questão de deixar claro que eu não leio nada, não admiro fotos e muito menos ouço músicas começando pelo autor, pelo modelo ou por quem canta – não é à toa que até hoje sou fã de coisas de gente que eu, como pessoa, não gosto, mas que eu, como alguém fiel aos próprios gostos, admiro profundamente. Isso reflete algo que acho que todos deveriam ter: bom senso. Acordem, pessoas: eu sou um ser humano como outro qualquer, cheia de feridas, de mágoas, de extremos de amor e ódio. Por vezes vai me bater a vontade de vir aqui e amaldiçoar o mundo, outras tantas vezes vai me dar um desejo incomum de agradecer cada suspiro meu. Ordem natural das coisas, movimento cíclico do mundo, e, principalmente, liberdade de expressão, já ouviram falar? São os meus sentimentos, minhas súbitas inclinações a determinadas temáticas, tendo isso tudo ou nada a ver com a minha vida como ela está. E, se querem saber, vou continuar assim: escrevo o que quiser, quando quiser e obviamente só lê quem quiser. Se reprovarem, pois bem, tudo o que tenho a dizer é o seguinte: azar inteiramente seu.
Porque eu vou continuar aqui, só sen-tin-do.
Por isso e talvez só por isso, eu não possa culpar ninguém de vir ao meu blog e entender o que bem quiser. É conceito básico de Teoria Literária, cadeira que temos no 2° período de Letras, que a formação básica de um texto literário diz respeito às escrituras que tendem a ser objetivas, deixando o espaço necessário para que haja inúmeras interpretações de acordo com quem lê o texto. Resumindo: texto literário é aquele em que cada um entende o que quiser. E , não sei, é isso que eu tento fazer: quantas vezes já li comentários no blog que de início achei nada a ver com o que eu tinha escrito, mas depois me fizeram pensar algo como "cara, que legal que Ciclano pensou assim, porque mesmo que não fosse o meu objetivo, pois bem, é ao menos o objetivo de uma boa literatura".
Mas para tudo tem limite e é aqui que cabe uma pequena intervenção minha na licença poética de cada leitor: eu não sou culpada pelas interpretações de vocês. O último post, em especial, me causou uma série de represálias: "Mas Deyse, como você escreve na internet sobre sua briga com Fulana?", "Escute aqui, Deyse, se acha que eu ainda me importo com sua vida, perdeu seu tempo me dando uma resposta que não faço questão de ler". E por aí foram outras infinitas barbáries que, sim, me chocaram um bocado. Quer dizer, uma coisa é você se identificar com o texto; outra completamente diferente é você sair por aí gritando aos quatro ventos que escrevi algo único e exclusivamente para lhe atingir – acho isso um comportamento pingado por egocentrismo, concordam?
Ou eu sou a única aqui que não precisa necessariamente está passando por uma situação para conseguir escrever sobre ela? Se eu for falar sobre separação é porque terminei com o meu namorado e se for falar de amor é porque está tudo bem entre nós? Se eu for falar de crises é porque estou em uma? E, claro: se for falar que deveriam sair do meu pé, isso deve estar obrigatoriamente relacionado à (um único) alguém? Óbvio que se eu quisesse impessoalidade, eu não colocaria meu nome assinando cada postagem – deixo claro que cada palavra escrita aqui tem fundamento nos meus achismos e em demonstrações exacerbadas de sentimentos para quais eu não encontro outra válvula de escape. Mas nada aqui escrito tem que ser necessariamente endereçado a alguém – são um acumulado de palavras que um dia me fizeram sentido, mas que podem não ter mais nada de mim em nenhum parágrafo, vai saber. Que fique bem claro que, acima de tudo, escrevo porque sinto necessidade e fome de palavras. Se a carapuça vai servir a uns ou outros, ora, nada posso fazer.
Sempre fiz questão de deixar claro que eu não leio nada, não admiro fotos e muito menos ouço músicas começando pelo autor, pelo modelo ou por quem canta – não é à toa que até hoje sou fã de coisas de gente que eu, como pessoa, não gosto, mas que eu, como alguém fiel aos próprios gostos, admiro profundamente. Isso reflete algo que acho que todos deveriam ter: bom senso. Acordem, pessoas: eu sou um ser humano como outro qualquer, cheia de feridas, de mágoas, de extremos de amor e ódio. Por vezes vai me bater a vontade de vir aqui e amaldiçoar o mundo, outras tantas vezes vai me dar um desejo incomum de agradecer cada suspiro meu. Ordem natural das coisas, movimento cíclico do mundo, e, principalmente, liberdade de expressão, já ouviram falar? São os meus sentimentos, minhas súbitas inclinações a determinadas temáticas, tendo isso tudo ou nada a ver com a minha vida como ela está. E, se querem saber, vou continuar assim: escrevo o que quiser, quando quiser e obviamente só lê quem quiser. Se reprovarem, pois bem, tudo o que tenho a dizer é o seguinte: azar inteiramente seu.
Porque eu vou continuar aqui, só sen-tin-do.
Deyse, é muito engraçado esse lance de blog. Algumas pessoas acham que, porque leem meu blog, me conhecem profundamente. Na verdade, são "flashes", são momentos, são sentimentos, percepções que não necessariamente são o meu eu, minha verdade absoluta.
ResponderExcluirO mais engraçado ainda é algumas pessoas acharem que escrevo diretamente pra elas. Ora, eu escreveria um e-mail para a pessoa, não usaria meu blog. Ou usaria. Sei lá. rs
realmente, a maioria das pessoas precisar estar passando por uma situação para escrever sobre ela. eu mesma por vezes sou assim, mas para quem é sempre assim deve ser meio angustiante.
ResponderExcluirVc só tem 18?????
ResponderExcluirOlha vi poucas pessoas lucidas como vc.
Parabens.
é estranho conhecidos lerem nossos blogs, me sinto exposta. hahaha'
ResponderExcluiracho que só 1 pessoa que conheço le meu blog, todos os outros são desconhecidos.
é ruim quando alguém interpreta algo totalmente diferente ou acha que determinado texto é endereçado a ela. tremendo egocentrismo!
COncordo infinitamente contigo. E também com os comentários acima, principalmente quando a Dany falou sobre as pessoas acharem que nos conhecem, ou que entendem porque escrevemos algo.. enfim.. Tem coisas que apenas nós mesmos compreendemos, independente de quão claro for o texto.
ResponderExcluirQuando comecei com o blog, ninguém sabia sobre nada. Decidi fazer por necessidade, talvez por encontrar pessoas que soubessem o que eu tava passando, ou por terem medo das coisas que podiam acontecer. Hoje em dia, já está estampado no meu orkut que tenho um blog e lê quem quer. Alguns textos eu falo sobre experiência própria, outros apenas por medo, ou pela necessidade de falar. Se tem gente que vem aqui pra tirar sarro da tua cara e ficar achando que tudo o que escreve é pra ela, que se foda. Como você mesma disse "se a carapuça serviu...".
ResponderExcluirAté quando quer dar um banho de água fria nas pessoas, você tem classe e sinceridade. rs Não é zuando, é falando sério. Gostei do jogo de palavras.
Beijos.
Isso é realmente um saco, as pessoas acham que sempre o que a gente escreve tem que ser pra alguém ou simplesmente porque estamos sentindo. Certo, pode até ser mas não é sempre. Eu já passei por isso, por pessoas que se encaixaram no que eu disse e começou a me amaldiçoar por ai porque eu simplesmente escrevi. Mas eu não estou nem ai para esse tipo de gente, eu continuo aqui sentindo como você mesmo disse.
ResponderExcluirAdoro muito aqui *-*
Tem selinho pra você lá no blog, viu? Beijosx
já deixei de escrever muita coisa porque ficavam me perguntando "mas vc ta triste mesmo?" ou "pra quem vc escreveu isso?". escrever ficção com cara de realidade parece muito incompreensivel pras outras pessoas, né?
ResponderExcluirobrigada pela visita!
um beijo (: