Eu espero sinceramente que não, mas se você é como eu, vai entender fácil sobre o que eu estou falando.
Não depender de ninguém. Não esperar por ninguém. E se uma pessoa se aproxima, deve-se usar a melhor tática de preservação de quem já foi ferida uma vez e não espera que isso se repita: deixar que cheguem perto, mas não tão perto – o suficiente para lhe observar, jamais tão próximo a ponto de lhe atingir, lhe tocar, lhe possuir.
Ferir facilmente. Ser ferido facilmente. Ser uma daquelas pessoas que toma tudo para si: as felicidades, as dores, as conquistas, as decepções. Despir as intenções por trás de um gesto de carinho ou uma atitude que demonstre puro descaso. Enxergar as entrelinhas antes de qualquer obviedade: preferir o escuro, o oculto, o que ''ninguém viu porque talvez não exista'' – é aderir às dificuldades, às complicações diárias cercadas do romantismo exacerbado.
Agir por impulso – ser o impulso, a insegurança, o ''ops, eu fiz de novo''. Ser erros repetidos, um a um que jamais parecem lhe ensinar o óbvio: deve-se aprender. Não se instruir com as desilusões, com os enganos, com os problemas que nunca existem – sempre se deixar ir por essas alucinações de quem sente necessidade absurda de estar sempre imersa em um poço de ''não vai dar certo'', ''nunca mais'' e outras tantas frases que no mais servem apenas para lhe fazer descaminhar.
Cansar – estar sempre no suspiro de quem clama por uma última vez que parece não chegar. Cansar de estar cansada – ser consumida pela exaustão de encontrar-se cotidianamente repetindo como as coisas devem ser, como deve agir, com o que deve se importar – e assistir repetidamente o fracasso de todos os seus planos de libertação, de independência. Estar cansada de sempre se ver a mesma... A que por fora luta, a que por fora está determinada, mas a que por dentro continua sempre a mesma frágil, frágil.
Ter e não ter constantemente. Ter e perder, achar que teve, ter e não perceber que tinha.
Não facilitar. Não se conformar. Não esquecer. Não (se) separar (de alguma coisa, de alguém). Não acreditar. Não, não, não. Ser não.
Se você é como eu, vai entender do que eu estou falando: sentir-se como o negativismo ambulante, a desistência da esperança, a coisa sem rumo, o caso sem solução. E se você é como eu, vai negar que seja assim.
Não depender de ninguém. Não esperar por ninguém. E se uma pessoa se aproxima, deve-se usar a melhor tática de preservação de quem já foi ferida uma vez e não espera que isso se repita: deixar que cheguem perto, mas não tão perto – o suficiente para lhe observar, jamais tão próximo a ponto de lhe atingir, lhe tocar, lhe possuir.
Ferir facilmente. Ser ferido facilmente. Ser uma daquelas pessoas que toma tudo para si: as felicidades, as dores, as conquistas, as decepções. Despir as intenções por trás de um gesto de carinho ou uma atitude que demonstre puro descaso. Enxergar as entrelinhas antes de qualquer obviedade: preferir o escuro, o oculto, o que ''ninguém viu porque talvez não exista'' – é aderir às dificuldades, às complicações diárias cercadas do romantismo exacerbado.
Agir por impulso – ser o impulso, a insegurança, o ''ops, eu fiz de novo''. Ser erros repetidos, um a um que jamais parecem lhe ensinar o óbvio: deve-se aprender. Não se instruir com as desilusões, com os enganos, com os problemas que nunca existem – sempre se deixar ir por essas alucinações de quem sente necessidade absurda de estar sempre imersa em um poço de ''não vai dar certo'', ''nunca mais'' e outras tantas frases que no mais servem apenas para lhe fazer descaminhar.
Cansar – estar sempre no suspiro de quem clama por uma última vez que parece não chegar. Cansar de estar cansada – ser consumida pela exaustão de encontrar-se cotidianamente repetindo como as coisas devem ser, como deve agir, com o que deve se importar – e assistir repetidamente o fracasso de todos os seus planos de libertação, de independência. Estar cansada de sempre se ver a mesma... A que por fora luta, a que por fora está determinada, mas a que por dentro continua sempre a mesma frágil, frágil.
Ter e não ter constantemente. Ter e perder, achar que teve, ter e não perceber que tinha.
Não facilitar. Não se conformar. Não esquecer. Não (se) separar (de alguma coisa, de alguém). Não acreditar. Não, não, não. Ser não.
Se você é como eu, vai entender do que eu estou falando: sentir-se como o negativismo ambulante, a desistência da esperança, a coisa sem rumo, o caso sem solução. E se você é como eu, vai negar que seja assim.
É difícil ler pelas palavras de outrem o que você mesma quis dizer. E foi lindo.
ResponderExcluirShuashuashuashuashuas
ResponderExcluirFui lendo e pensando se eu era realmente assim... e veio a surpresa: sou !
Beijos!
Se negar que não sou assim, foi minha casca gritando para meu espelho, pois o que é refletido, já não se parece mais comigo.
ResponderExcluirCascas grita o oposto de seu interior, e repelem os que enxergam as imperfeição de suas palavras
Deyse, muito obrigada pela visita e pelas palavras tão boas de se ler! É bom demais receber carinho assim! :)
ResponderExcluirSabe que sou como você, encaixo-me sim nesse texto, mas não consigo negar tal fato. Sou antagônica, sou o avesso do direito, as contradições e as maiores certezas que se pode ter, sou muitas em uma só que se percebe já num primeiro olhar... e talvez essa complexidade toda seja inerente a esse universo tão nosso, tão mulher!
Um beijo, flor!
A natureza de cada um é o que determina. Nós na verdade, na forma que entendo, lutamos diariamente pra sermos o que achamos que devemos ser. Algumas coisas são passiveis de exercícios constantes, dia a dia. Vc entende que aquilo vai te melhorar, que vc vai ser uma pessoa melhor diferente e que com isso as coisas na propria vida vão se encaminhar. Mas nem sempre o que somos é passivel de "melhora". Somos o que somos esse caldo maravilhoso, individual, rico em nuances que agridem e acolhem. Seu texto é muito bom. Um exercício de raciocinio sobre muitas possibilidades. Cada um que vêm e lê entende e percebe de uma forma. Eu entendi assim. Mas sei que é muito mais do que aparenta.
ResponderExcluirPensar na própria preservação é um modo util e enganoso de se viver. Mas é um modo. No todo o mais importante é ter essa consciencia.
o melhor de tudo é a última frase.. "E se você é como eu, vai negar que seja assim." é impossível ler e não pensar se é ou não.. a coisa sem rumo, o caso sem solução. Afinal, é sempre pior quando é com a gente né?
ResponderExcluirbeijinho Deyse.
"Estar cansada de sempre se ver a mesma... A que por fora luta, a que por fora está determinada, mas a que por dentro continua sempre a mesma frágil, frágil." AMEI.
ResponderExcluirMe vejo em cada palavra desse texto, até parece que foi escrito pra mim. Suas palavras sempre lindas *-* Como adoro aqui. Senti falta, não suma de novo.
Alias, tem selinhos pra você lá no blog. Depois vai lá ver, beijos.
Mas isso é só uma fase, né Deyse? Não se sinta tão negativa, não desista. Há sempre uma forma de contornar tudo, ou enfrentar tudo. Você ainda só não conseguiu forças para tal. Qualquer coisa que precisar, estarei aqui sim? :)
ResponderExcluirUm beijo.
Acho que todo mundo, em alguma fase, se encaixa no texto.. Mas apesar de tudo, são raros os momentos em que eu deixo o negativismo me dominar
ResponderExcluir=]
Aqui, Deyse, como vc consegui esse layout todo branco? Eu queria MTO uma base assim, mas n faço a menor idéia de como achar, ou fazer.
-(
Bjoss
comecei a ler, me identifiquei com o título, com as linhas.. e tive medo de ser exatamente igual a tudo que li.. sou?
ResponderExcluirbjbjbj ;*
Cada palavra é uma dose a mais de fascínio... talento assombroso.
ResponderExcluirTem selinhos pra você no meu blog, dá uma olhada lá (:
ameeeeeei teu blog !
ResponderExcluirsegui e voltarei concerteza!