Acho muito fácil.
Muito fácil explicar minhas dores. Olhar para os meus problemas e elaborar um discurso de cinco minutos que vai apresentar todas as saídas – óbvias, como ainda eu ainda não tinha percebido? – para cada uma das dificuldades fúteis que pertencem exclusivamente a mim, já que são frutos da minha necessidade de inquietude.
Muito fácil dizer que não devo achar que estão errados – aqueles, todos aqueles que não me ouvem, que fingem que estão de acordo, mas que no fim do dia vão me bombardear de questionamentos. É, muito fácil dizer que me acho a dona de uma verdade que nem existe, muito fácil expor suas ideias sem se sentir na obrigação de escutar o pensamento de mais ninguém – inclusive o meu, que, segundo o que dizem, soa como se eu fosse a última e maior vítima de pura crueldade da conspiração negativa do universo - muito fácil dizer que eu não sou exatamente isso.
Muito fácil dizer que minhas confusões são bobagens – não há nada mais simples que duvidar da dúvida alheia, do que dizer que as fobias dos outros são nada mais que ilusões dessa imaginação-bem-mais-que-fértil de alguém que tem compulsão por questionar o inquestionável - muito fácil dizer que eu tenho aquilo que cultivei, sem nem por um segundo se perguntar coisas básicas como ''como?'' ou ''porque?''. Muito fácil descartar motivos e circunstâncias.
Muito fácil dizer que tenho a vida que muitos queriam e poucos têm: papai que me dar tudo que quero, namorado à la príncipe encantado, cursos superiores bem encaminhados. Extremamente fácil ignorar minhas vontades mínimas, minhas precisões mais ínfimas de alguém que é mais que dinheiro, beijos e livros – de alguém que é vida e no entanto é presa por essa chave de achismos doentios, obscurecida por um manto de ''não sei do que você está reclamando''.
É, acho muito fácil lidar, aceitar, contornar e viver apenas com a superfície do mar, sem saber o que se passa nas profundezas. Afinal, é algo que está acontecendo comigo – muito fácil, assim, para quem está só assistindo de fora.
Queria ver se fosse com você.
Muito fácil explicar minhas dores. Olhar para os meus problemas e elaborar um discurso de cinco minutos que vai apresentar todas as saídas – óbvias, como ainda eu ainda não tinha percebido? – para cada uma das dificuldades fúteis que pertencem exclusivamente a mim, já que são frutos da minha necessidade de inquietude.
Muito fácil dizer que não devo achar que estão errados – aqueles, todos aqueles que não me ouvem, que fingem que estão de acordo, mas que no fim do dia vão me bombardear de questionamentos. É, muito fácil dizer que me acho a dona de uma verdade que nem existe, muito fácil expor suas ideias sem se sentir na obrigação de escutar o pensamento de mais ninguém – inclusive o meu, que, segundo o que dizem, soa como se eu fosse a última e maior vítima de pura crueldade da conspiração negativa do universo - muito fácil dizer que eu não sou exatamente isso.
Muito fácil dizer que minhas confusões são bobagens – não há nada mais simples que duvidar da dúvida alheia, do que dizer que as fobias dos outros são nada mais que ilusões dessa imaginação-bem-mais-que-fértil de alguém que tem compulsão por questionar o inquestionável - muito fácil dizer que eu tenho aquilo que cultivei, sem nem por um segundo se perguntar coisas básicas como ''como?'' ou ''porque?''. Muito fácil descartar motivos e circunstâncias.
Muito fácil dizer que tenho a vida que muitos queriam e poucos têm: papai que me dar tudo que quero, namorado à la príncipe encantado, cursos superiores bem encaminhados. Extremamente fácil ignorar minhas vontades mínimas, minhas precisões mais ínfimas de alguém que é mais que dinheiro, beijos e livros – de alguém que é vida e no entanto é presa por essa chave de achismos doentios, obscurecida por um manto de ''não sei do que você está reclamando''.
É, acho muito fácil lidar, aceitar, contornar e viver apenas com a superfície do mar, sem saber o que se passa nas profundezas. Afinal, é algo que está acontecendo comigo – muito fácil, assim, para quem está só assistindo de fora.
Queria ver se fosse com você.
"Quem deixa pra lá teus assuntos,merece simplesmente ser deixado pra lá.
ResponderExcluir(Tati Bernardi)
Um beijo
"muito fácil, assim, para quem está só assistindo de fora.
ResponderExcluirQueria ver se fosse com você."
Disse tudo!
É fácil dar conselhos, difícil é segui-los.
É horrível quando diminuem nossas dores!
ResponderExcluirA gente se sente ainda pior.
=~
Melhoras ai, Deyse!
Beijoss
Olhamos para um quadro e admiramos suas cores, moldura e a perfeição das formas pintadas.
ResponderExcluirQuando olhamos a vida do pintor e a motivação que o levou a pintá la, ou o que estava passando durante a pintura, vemos que a beleza do quadro é mais superficial do que imaginamos.
Pintamos quadros todos os dias, e se quisermos que sejam compreendidos, temos que fazê los falar.
"Acho muito fácil.
ResponderExcluirMuito fácil explicar minhas dores."
Pena ou melhor que, ninguém entenda verdadeira. E continua dizendo TUDO!
*te seguindo no twitter tbm. x)
beijinho Deyse
é assim mesmo, muito fácil pra quem tá de fora, dá um palpite aqui, uma dica ali...mas até que ajuda, sei lá.
ResponderExcluirmas dimuniur nossas dores, chamar de besteira,ai não!!
mas cada um com seus problemas né!
boas palavras. Beijoooooo ;***
É fácil demais julgar os outros, por atitudes e palavras. Como você mesma disse, queria ver se fosse com qualquer outro e, mesmo que fosse, o que faria para lidar. É sempre fácil pra quem vê de fora. Difícil será sempre para nós.
ResponderExcluirNão vou mentir que estava com saudade da tua sinceridade. Sempre me fez bem demais, e não mudou hoje. rs
Beijos.
postei a continuaçao De NO BAU DO MEU PORAO.vai la da uma olhada;bjos
ResponderExcluirÉ verdade. Só quem tá dentro é que sabe as dificuldades da situação, as complicações e tudo mais.
ResponderExcluirMas sabe de uma coisa (uma outra interpretação que tive do último parágrafo)? Nós nos machucamos tanto, erramos tanto, que acabamos ficando experientes em contornar esses incidentes.
E é aí que eu diria: "c'est la vie..."
Beijo.
Sabe, é difícil demais nos colocarmos no lugar de alguém, imagina outra pessoa colocando-se em nosso lugar!
ResponderExcluiràs vezes o melhor mesmo é ignorar essas coisas, que pelo seu texto chuto que tem algo a ver com tua mãe, pelo menos isso compõe diálogos de minha mãe, sempre faça o seu melhor e o resto se encaixa, sei que pode ser difícil mas tente...
Dou o mesmo conselho que a Alex deu pra Cooper no The OC, conte até três e concorde com a pessoa. hahahah
desculpe a distância, muito trabalho!
beijos
é verdade, é sempre fácil demais pra quem vê, e difícil demais pra quem passa pelo problema. É bem complicado dar conselhos, porque ás vezes tudo o que queremos é que seja realmente fácil...
ResponderExcluirtexto muito bonito (:
Obg pela visita,e parabéns pelos 3 anos de namoro, quero muito chegar lá (yn) rsrsrs' dá trabalho, é verdade, mas vale muito a pena (:
Beijos :*
ps: tô te seguindo no twitter, se vc me autorizar hahah.
ResponderExcluirSempre é mais fácil pra quem está do lado de fora.Eles tem uma visão só por cima e nada interior.
ResponderExcluirE a vida pode parecer que está fácil pra quem está de fora,mas e pra quem estar dentro,que sente tudo na pele é incrível como é confuso.E como dói não saber o que realmente acontece.
beijo
Qualquer problema é fácil de se resolver... menos os seus próprios problemas \o
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