Estava sentada no sofá da sala, distraída em reflexões rasas, quando dispara correndo para o quarto ao ouvir o celular tocar. Olha o identificador de chamadas e sua intuição lhe revela a certeza que já tinha; ela expõe no rosto o tal sorriso de quem se acostumou com coisas boas como aquelas conversas quase diárias e duradouras noite adentro, tão convencionadas desde o início.
- Andei pensando que mesmo havendo nada mais que poucos minutos de distância um do outro, traçamos caminhos tão diferentes, tão distantes que eu, do meu percurso, mal consigo enxergar você no seu.
- E sabe que eu penso? Imagino então que sejamos dois rios – águas, nomes e margens diferentes. Mas acontece que mesmo com esse ''porém'', tais rios ainda podem ter não só mesma nascente, bem como uma mesma foz. Então, é algo assim: muito importa, primeiramente, de onde viemos e onde vamos chegar; o que acontece no caminho, bom, para isso dar-se um jeito.
''Dar-se um jeito''. Frases tais quais ela passou tanto tempo remoendo e analisando com um olhar acusador, assume por consequência de fim maior não esse ar pesado, mas uma visão mais suave – caricatura do otimismo que ela decidiu, que ele deveria decidir jamais voltar a perder.
Essa entre tantas outras manias que resgatava não sabe bem de onde – uma dessas coisas que se perde, mas não se tem ideia de onde se pôs; sentimentos, pequenos detalhes, sensações – das quais só se percebe que sentiu falta quando retornam. E ela pensa: ''porque, exatamente, fugi de algo que me faz tanto bem?''. E está certa que sim, problemas maiores encobrem coisas pequenas, ainda que maravilhosas, mas quando ela se empenha em resolver todos essas causas que abalam sua base, percebe que ela também pode ser feliz na simplicidade.
Não que já tenham chegado ao clichê, ao piegas e, porque não, ao tão desejado ''na saúde e na doença, até que a morte nos separe'' que ela insiste em acreditar que existe em algum lugar no meio de tanto desapego e indiferença que hoje em dia se instala em nos corpos além deles. Aconteceu um dia que ele decidiram não seguir o mesmo caminho que os levaram a tantos erros e dramas; qual a superioridade de uma relação rotulada? Existe realmente alguma estima de assumir uma relação aos outros, quando na verdade você só precisa reconhecê-la dentro de si? Não que ele, que ela – que ambos – tenham decidido viver em um comodismo substancial, que diminui importâncias. Apenas, e veja dessa forma, se dizem que a vida é breve, eles respondem com o seguinte: se nossa pressa faz de instantes dias inteiros, o - nosso – ''nós'', o esmero e os planos em longo prazo tornam cada momento de nossa curta e perecível existência mais um capítulo a ser contado por aqueles que disseminam a história de fé que é crer em um amor eterno.
- Andei pensando que mesmo havendo nada mais que poucos minutos de distância um do outro, traçamos caminhos tão diferentes, tão distantes que eu, do meu percurso, mal consigo enxergar você no seu.
- E sabe que eu penso? Imagino então que sejamos dois rios – águas, nomes e margens diferentes. Mas acontece que mesmo com esse ''porém'', tais rios ainda podem ter não só mesma nascente, bem como uma mesma foz. Então, é algo assim: muito importa, primeiramente, de onde viemos e onde vamos chegar; o que acontece no caminho, bom, para isso dar-se um jeito.
''Dar-se um jeito''. Frases tais quais ela passou tanto tempo remoendo e analisando com um olhar acusador, assume por consequência de fim maior não esse ar pesado, mas uma visão mais suave – caricatura do otimismo que ela decidiu, que ele deveria decidir jamais voltar a perder.
Essa entre tantas outras manias que resgatava não sabe bem de onde – uma dessas coisas que se perde, mas não se tem ideia de onde se pôs; sentimentos, pequenos detalhes, sensações – das quais só se percebe que sentiu falta quando retornam. E ela pensa: ''porque, exatamente, fugi de algo que me faz tanto bem?''. E está certa que sim, problemas maiores encobrem coisas pequenas, ainda que maravilhosas, mas quando ela se empenha em resolver todos essas causas que abalam sua base, percebe que ela também pode ser feliz na simplicidade.
Não que já tenham chegado ao clichê, ao piegas e, porque não, ao tão desejado ''na saúde e na doença, até que a morte nos separe'' que ela insiste em acreditar que existe em algum lugar no meio de tanto desapego e indiferença que hoje em dia se instala em nos corpos além deles. Aconteceu um dia que ele decidiram não seguir o mesmo caminho que os levaram a tantos erros e dramas; qual a superioridade de uma relação rotulada? Existe realmente alguma estima de assumir uma relação aos outros, quando na verdade você só precisa reconhecê-la dentro de si? Não que ele, que ela – que ambos – tenham decidido viver em um comodismo substancial, que diminui importâncias. Apenas, e veja dessa forma, se dizem que a vida é breve, eles respondem com o seguinte: se nossa pressa faz de instantes dias inteiros, o - nosso – ''nós'', o esmero e os planos em longo prazo tornam cada momento de nossa curta e perecível existência mais um capítulo a ser contado por aqueles que disseminam a história de fé que é crer em um amor eterno.
nem sempre os problemas maiores encobrem as coisas pequenas... talvez no particular algumas vezes nem nos damos conta de que exista realmente amor.
ResponderExcluirmanter relacionamento por dinheiro? ou por amor? o q difere um do outro? como apenas amar sem as condições mínimas de viver? o q realmente se coloca em questao quando se discute um relacionamento?
por que fugir e se estabelcer como à espera da pessoa certa? (principalmente as mulheres)
É por essas e outras que não podemos deixar nos levar por pensamentos que nos fecham em mundinhos sem saber o que fazer. É nessas horas que devemos "spread our wings" :)
amei o post amr, como sempre você escreve MEGAAA bem! vou te mandar um selinho amr... dps olha lá bgs :*
ResponderExcluirDetesto quando adoro um texto mas não sei o que dizer sobre ele...
ResponderExcluirMe identifiquei muito com a parte que você fala sobre as sensações que só sentimoes falta quando retornam dai pensamos porque deixamos fugir.
Blog liiiindo liiindo :D
Amei.
beijos
http://minidesastres.blogspot.com
São as coisas pequenas que fazem um amor ser grande.
ResponderExcluirBeijos.
Detesto quando adoro um texto mas não sei o que dizer sobre ele...[2]
ResponderExcluirE também acho que são detalhes que fazem uma história de amor
=]
muuitoo bom, muitoo mesmo :)
ResponderExcluirDetesto quando adoro um texto mas não sei o que dizer sobre ele... (3)
Conversas ao "pé do telefone", aquele papo molinho, gostoso..é bom demais não é???? rs...
ResponderExcluirmenina, obrigada pelo voto no meu conto!!! e deixa eu te contar que aqueles poucos primos me enlouquecem...imagina se fossem mais...rsssssssss
Muito bom, você escreve super bem hein???
ResponderExcluirAii que lindoo o texto, amei o terceiro parágrafo na partezinha do rio e tals.
ResponderExcluirFiquei feliz super que vc gostou do meu blog, como vc mesma disse um MEGA elogio rsrsr sérioo
Que massa que vem conhecer Recife, aqui é lindo viu, vc vai gostar, depois me conta!
Beijoooo super ;***
Voce escreve muito bem!
ResponderExcluirQue lindo texto. Você realmente escreve muito bem, deveria publicar um livro ainda. eu compraria :)
ResponderExcluirNa dúvida devemos manter, do que se arrepender de ter perdido.
ResponderExcluirhaha obrigada, volta lá sempre que puder porque pode ter certeza que farei o mesmo!
ResponderExcluirbeijos
Os maiores amores, são sempre os mais complicados. todo relacionamento é, mas os mais intensos, são sempre os mais difíceis.
ResponderExcluirmuuito bom o texto
:D beeijos
amor eterno? acredite, eu acredito! acho que toda panela tem sua tampa, pode ser velha e não encaixar tão perfeitamente, mas quem é perfeito? quem quer alguém perfeito?
ResponderExcluirNão tenho a intenção de fazer vc desacreditar nos homens, apenas acredite que qnd eles querem eles correm atrás! Isso é fato! Mas eu ainda vou encontrar a minha tampinha imperfeita e ser feliz e cheia de problemas, ... mas eu tenho certeza que é assim o amor.
Beiijos, e mil desculpas pelo sumiço nos comentários, minha net anda uma porcaria!