Então, é isso. E eu muito bem acomodada, achando que ia passar mais uma temporada reclamando apenas das mudanças habituais que todo ser humano sofre, fui surpreendida pelo acaso – e porque não, castigo – de sofrer com distância, ausência, vazios – exatamente nessa ordem. Uma coisa muito mais objetiva, tudo menos agradável, mas que chegou, com a velha síndrome do peito apertado, a mania irritante que tenho de querer aqui, querer agora... E não poder ter. Eu esperava que não fosse demais: ora, um filme legendado na televisão, um abraço daqueles em que você se perde dentro e o cheiro de pipoca banhada à manteiga no ambiente não seria nada de excesso para alguém que – sim!, e digam o que disserem - comeu o pão que o diabo amassou, bebeu água de fontes sujas e caminhou descalça por cima de brasas. E eu diria, veja bem, que todas as regalias do mundo para mim seria nada mais que o justo. Mas exatamente, como de propósito, nos últimos pulsares de meu coração cansado, o vasto poder da vida de variar destinos me encontrou. De nada adiantou escapar de flechas e tiros, se fui acobertada de doença sem cura, de mal único, de contágio devastador direcionado para duas almas, que nenhum poder ainda têm de escolher o fazer – o que dirá o que sentir.
A morte que é brincadeira, perto de males que nos consomem aos poucos. Então que venha depressa sugar minha alma, enquanto eu solto o meu último suspiro de ''ê, saudade''.
Texto de 11/02/09.
A morte que é brincadeira, perto de males que nos consomem aos poucos. Então que venha depressa sugar minha alma, enquanto eu solto o meu último suspiro de ''ê, saudade''.
Texto de 11/02/09.
Ê saudade!
ResponderExcluirComo diz Martha Medeiros: devemos ter feito algo muito grave em outras vidas para sentir tanta saudade.
Tbm tenho essa sensação de vazio, e bota vazio nisso...
Beeijos!
Ah, agora que vi teu coment lá no 'P.S.' :)
ResponderExcluirA maldita geografia vive tentando separar o Ricardo de mim... E Caio é mesmo um gênio, sempre tem algo para nos dizer...
nada de excesso para alguém que – sim!, e digam o que disserem - comeu o pão que o diabo amassou, bebeu água de fontes sujas e caminhou descalça por cima de brasas. E eu diria, veja bem, que todas as regalias do mundo para mim seria nada mais que o justo.
ResponderExcluirParece que foi escrito pra mim...
Sem brincadeira.
Amei aqui,to seguindo.
Beijo
Você está escrevendo algum livro? Ou pretende escrever? É que seu estilo me lembrou uma autora que li ano passado para o vestibular e acho que você deveria começar...
ResponderExcluirEssa maneira intensa de falar sobre o interno é linda. Esse aperto no coração é de tirar as palavras.
(Caramba, sabe esse negócio de responsabilidades na faculdade? Já deu pra notar: eu recebi um calendário no dia da minha matrícula e vi que o prazo pra fazer matrícula em disciplinas isoladas é MUITO limitado: um dia! E tou super perdido com os cursos de línguas. Será que vou conseguir fazer? Será? E agora?)
Beijo.
A saudade é invisivel, vem e consome a alma com força e rapidez!!!
ResponderExcluirLindo final de semana e ótimo Carnaval!!!
Parabéns o texto está lindo!!!
um beijo flor
Menina, não me canso de dizer como vc é talentosa...adoro gente com essa capacidade de falar de sentimentos!!!!
ResponderExcluirAdoro esse drama de escritor! eu sei, nós exageramos os sentimentos de forma tão...amei!
ResponderExcluirpoxa! que texto!
ResponderExcluirparabens
Lindo texto flor...
ResponderExcluirBlog lindoooO...
Estarei aki sempree
Brigadu pelo carinhooo
Sinta-se a vontade em voltar...
Bjoos e bom fds!
=D
Lindo texto! Essa coisa do "aqui e agora" pode ser muito cruel!
ResponderExcluir