Sabe que passei dias procurando? Em bar de esquina, em baixo de pedra, no mangue atrás da escola. Fui de porta em porta, nas lojas da cidade e até na casa do vizinho. E vi de tudo, olhe só: era gente chorando, num desespero sem fim, dizendo que a vida não prestava e que tudo era o que lhe faltava. Vi muitos piores que eu e outros tão melhores que meus olhos se encheram de inveja. Por fim, depois de andar em círculos em meu próprio pensamento, que de tão perdido já procurava até dentro de mim, percebi que o que buscava não se encontra andando de carro, todo à toa. É tão raro que não vai sair dando bobeira para que qualquer um -mesmo sem ter sofrido o que a maioria de nós sofreu - a agarre. E depois de sentar na calçada de casa e de muito queimar meus neurônios, entendi que quanto mais se anda, mais longe se está. E quando eu acho que consegui, que segui a estrada certa e estou quase lá, percebi que estive o tempo todo olhando o mapa de cabeça para baixo.
É... Coisas do destino, meu chapa. O tal é muito bacana, muito certeiro, mas quando cisma contigo, sinto muito, mas ou você ganha na Mega-Sena ou é vítima de enchente em São Paulo. Mas eu sei, e como eu sei, que um dia nessa vida ainda hei de encontrar o que tanto me falta; lhe darei um nome e agarrarei com tanta força que nunca mais vou me perder de mim mesma.
É... Coisas do destino, meu chapa. O tal é muito bacana, muito certeiro, mas quando cisma contigo, sinto muito, mas ou você ganha na Mega-Sena ou é vítima de enchente em São Paulo. Mas eu sei, e como eu sei, que um dia nessa vida ainda hei de encontrar o que tanto me falta; lhe darei um nome e agarrarei com tanta força que nunca mais vou me perder de mim mesma.
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