Então, para mim tudo bem. Sinceramente, o que você muito provavelmente pensa de mim pouco me importa agora. Quando a morte chega, a escuridão lhe cega e você perde a noção de mundo, centrada no futuro que você não consegue mais ver.
Eu podia ter passado a noite acordada. Enquanto isso, acenderia um cigarro, tragava; tragava um cigarro, acendia um próximo. Podia escutar heavy metal até acha que os vizinhos iriam se incomodar o bastante para chamar a polícia, e eu seria presa junto àqueles marginais fedorentos. E quando fosse solta, eu poderia entrar em um bar de quinta categoria que ficaria na esquina, ficaria bêbada e acabaria saindo para um motel com um estranho que me pagou uma dose de alguma coisa que eu não iria me lembrar o que era.
Poderia fazer uma tatuagem e, no dia seguinte, fazer outra; na verdade, eu poderia encher o meu corpo de tatuagens. E piercing, se achasse necessário. Poderia deixar a escola e, porque não, a faculdade e então você teria uma filha desocupada em sua casa ou uma filha sem teto nas ruas da cidade. Eu poderia tentar roubar uma calcinha da loja de conveniências do shopping, poderia acabar amiga daqueles que você passou a vida me ensinando a evitar.
Poderia colocar um top e uma minissaia e sair à noite escondida para dançar em uma boate, não como visitante, mas como atração. Poderia cometer suicídio – e, afinal, não só posso como estou fazendo. Dramático, não? Mas, ao invés de cortar os pulsos no banheiro, eu poderia me jogar na frente de um carro na avenida principal ou pular do último andar do prédio mais alto que eu encontrasse. E, na verdade, eu poderia tantas coisas que nem eu mesma sei bem do que eu sou capaz.
E ainda assim, você não vê? Poderia fazer coisas que acabariam comigo em instantes e ainda assim você resolveu se preocupar exatamente com aquilo que me fazia feliz. Mas realmente, não faz diferença, não agora, porque a única coisa que eu poderia e queria, simultaneamente, me foi tirada. E apesar de que despertarei sem caminhos iluminados com chance de renovação, eu tenho o conforto de saber que ainda levo comigo três coisas que você, no auge dos seus 16 anos, jamais pensou em ter: sonhos, princípios e caráter.
Eu podia ter passado a noite acordada. Enquanto isso, acenderia um cigarro, tragava; tragava um cigarro, acendia um próximo. Podia escutar heavy metal até acha que os vizinhos iriam se incomodar o bastante para chamar a polícia, e eu seria presa junto àqueles marginais fedorentos. E quando fosse solta, eu poderia entrar em um bar de quinta categoria que ficaria na esquina, ficaria bêbada e acabaria saindo para um motel com um estranho que me pagou uma dose de alguma coisa que eu não iria me lembrar o que era.
Poderia fazer uma tatuagem e, no dia seguinte, fazer outra; na verdade, eu poderia encher o meu corpo de tatuagens. E piercing, se achasse necessário. Poderia deixar a escola e, porque não, a faculdade e então você teria uma filha desocupada em sua casa ou uma filha sem teto nas ruas da cidade. Eu poderia tentar roubar uma calcinha da loja de conveniências do shopping, poderia acabar amiga daqueles que você passou a vida me ensinando a evitar.
Poderia colocar um top e uma minissaia e sair à noite escondida para dançar em uma boate, não como visitante, mas como atração. Poderia cometer suicídio – e, afinal, não só posso como estou fazendo. Dramático, não? Mas, ao invés de cortar os pulsos no banheiro, eu poderia me jogar na frente de um carro na avenida principal ou pular do último andar do prédio mais alto que eu encontrasse. E, na verdade, eu poderia tantas coisas que nem eu mesma sei bem do que eu sou capaz.
E ainda assim, você não vê? Poderia fazer coisas que acabariam comigo em instantes e ainda assim você resolveu se preocupar exatamente com aquilo que me fazia feliz. Mas realmente, não faz diferença, não agora, porque a única coisa que eu poderia e queria, simultaneamente, me foi tirada. E apesar de que despertarei sem caminhos iluminados com chance de renovação, eu tenho o conforto de saber que ainda levo comigo três coisas que você, no auge dos seus 16 anos, jamais pensou em ter: sonhos, princípios e caráter.
Tem um meme bastante legal pra vc no meu blog! Beijos
ResponderExcluir