segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Fórmula de uma essência
É bobagem dizer que as pessoas não são mutáveis; somos um (in)constante varias de ações, objetivos e pensamentos, em um gráfico irregular e cheio de 'achismos'. Entre um piscas de olhos e o tragar de um cigarro, deixamos de ser os mesmos do instante anterior, não pertencemos a quem seremos no próximo pulsar. Mudamos enquanto cantamos Beatles no chuveiro, tomamos um ovomaltine ou contamos as estrelas; evoluímos ou retrocedemos pela amiga, o namorado, a madrasta, o cachorro. Nos reversamos e substituímos, por influência das estações, por força das circunstâncias inexoráveis ou só por querer renovar - e, porque não?, surpreender. E mudamos por estarmos cansados de um estar e achar previsíveis, cheios de momentos já formados por sua identidade, lotados do seu eu. (...)
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