quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Verdades sobre o blog

Quem conhece minimamente esse blog sabe que não é de hoje que eu respondo memes sempre que possível - principalmente quando é tipo "perguntas e respostas" ou pra fazer listas de alguma coisa. Isso vocês já tão cansados de saber. Há coisas sobre o blog e sobre mim, porém, que vocês talvez não saibam, mas que podem começar a descobrir com a ajudinha da tag “selinho de indicação”. Quem me indicou foi a queridíssima Tary.


- Como escolheu o nome do seu blog?

No meu blog anterior (que eu não lembro o nome, juro), eu já postava contos e crônicas. Acontece que sempre que alguém lia, começava a me perguntar: “ah, Deyse, é um texto fictício ou real?”. Eu sempre respondia que eram os dois. Daí quando mudei pra esse blog, quis um nome que indicasse que tudo que eu posto por aqui pode ser uma verdade... mal contada. Quer dizer, pode ser uma realidade que eu reinventei, pode ser uma fantasia inspirada na realidade. Raros contos e crônicas que já postei aqui são 100% verdade ou 100% coisa da minha cabeça. Confesso que agora que comecei a postar sobre outros assuntos o nome do blog não faz muito sentido, mas tanto faz, eu já me apeguei. 

- Há quanto tempo tem o seu blog?

Vou ser sincera: não sei o aniversário exato do blog e não quis olhar os arquivos. Mas sei que ele surgiu em algum dia de julho de 2008. 

- Como você divulga o seu blog? 

Nos primeiros anos do blog eu nem ligava pra divulgação. Como servia mais como um espaço para “eternizar” os meus sentimentos, fazia mesmo questão que ninguém soubesse. Acho que só depois de 2010 ou 2011 comecei a visitar outros blogs e a ser retribuída – o que nem sempre gera comentários, porque o que existe de leitor fantasma nessa blogosfera não é bobagem. Também mantenho uma página no facebook pra avisar aos interessados que postei e para compartilhar imagens e frases - mas também não saio implorando pra ninguém curtir. Algumas pessoas do meu convívio pessoal sabem do blog, mas morro de vergonha de ficar conversando sobre ele com qualquer um. 

- Quais assuntos têm mais visualizações no seu blog? 

Acho que não tem um padrão. As crônicas eram mais visitadas que os contos, listas têm sempre um bom retorno e posts sobre livros idem. Irônico que o post com mais visitas não é o que tem mais comentários. 

- O que motivou você a criar um blog? 

Sempre pensei em excesso e, quando isso não era externado, meio que começava a me enlouquecer. Então criei o blog com o objetivo de desabafar, mas na medida em que você amadurece e conhece outras blogueiras surge a necessidade de simplesmente falar, coisas sérias ou não, para trocar ideias e dividir gostos semelhantes. 

- Onde você mora? 

Em São Luís, capital do Maranhão. Não é o melhor lugar do mundo para se viver, mas não há nada como o nosso lar, não é mesmo? Não conheço nenhuma blogueira daqui. 

- Quais são os objetivos do seu blog? 

Não sei se o meu blog tem um objetivo traçado, porque eu publico coisas bem particulares aqui. Vez ou outra alguém já comentou “ah, me identifiquei com o que você escreveu, também me sinto assim...” e imagino que isso seja bom, não? Fazer com que as pessoas, mesmo no seu pior estado sentimental, não se sintam sós. 

- Quais blogs você visita frequentemente? 

Visito vários blogs, mas os que eu sou leitora assídua eu deixo o link na sidebar, para poder acompanhar as atualizações. 

- O que te inspira na hora de criar os posts? 

Não fico olhando as coisas ao meu redor pensando no que poderia virar post. Simplesmente estou fazendo algo, comendo algo, em algum lugar, lendo alguma coisa, passando por uma situação... enfim. Aí eu penso: cara, preciso escrever sobre isso. E pronto. 

- Qual é a sua idade? 

Tenho 20 anos e completo 21 dia 21 de março. 

- Além do blog, tem alguma outra ocupação? 

Ah, gente, senta que lá vem história: faço estágio em um escritório de advocacia pela manhã; aproveito o intervalo do almoço para ir à academia; à tarde, ou estou na universidade onde curso Letras ou estou no curso de inglês; à noite, tenho aula na faculdade onde curso Direito e, quando chego de lá, sempre fico até tarde escrevendo alguma coisa, estudando, vendo séries. Há 4 anos não tenho férias nos três turnos ao mesmo tempo, então sempre estou fazendo alguma coisa. Eu ainda sirvo de motorista para o meu irmão (acreditem, isso requer muito tempo) e também participo de outro blog sobre literatura, o Amásia. 

- O que mais gosta de fazer nos finais de semana? 

Considerando o ritmo da minha semana, não esperem que eu seja do tipo que adora a balada da sexta à noite. Sou muito espírito de velho, sabe? E também não sei dançar, então tudo isso elimina muitas opções. Mas adoro ir ao cinema ou mesmo fazer uma sessão de filmes em casa; gosto de ir à casa das minhas amigas ou que elas venham até a minha – sempre rola muita bagunça e gordices; adoro de ir à praia, mesmo que odeio tomar banho de mar; costumo ir à barzinho ou sair para jantar em restaurantes diversos; sou viciada em passar horas olhando os títulos da livraria gigante que tem no shopping. E adoro mofar em casa – meu sofá e minha cama são os melhores lugares do mundo. 

- Gosta de café? 

Eu tentei, juro que tentei, mas só tomo se for um cappuccino. Só amo Starbucks porque Analu me ensinou que existe um trem lá chamado “base de creme”. 

- Pretende fazer algo para o blog em 2013? 

Acho que postar mais sobre temas diversos, principalmente livros, mas sem abandonar contos e crônicas quando sentir necessidade de ser sentimental – e se eu ainda não fiz isso esse ano é sinal de que ando emocionalmente equilibrada, ainda bem.

E como eu sempre burlo regras de indicação, o meme fica livre a todos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

07 coisas que eu já deveria nascer sabendo

Eu sou o tipo de gente que tá sempre interessada em aprender uma coisa nova. Estou sempre em busca de um hobby, de mais uma nova coisa favorita pra vida, de algo que me destaque entre as pessoas ao meu redor que, a cada dia, parecem se tornar mais e mais iguais. Mas é com pesar no coração que eu comunico: não sou uma pessoa talentosa. Veja bem, eu posso até ser esforçada, teimosa, estudiosa, persistente... Posso ser um monte de coisa. Mas inteligente? Esperta? Habilidosa? Não sou não. Pra nada. Não tem uma única coisinha no mundo que aprenda com facilidade, que eu saiba naturalmente, que eu pareço ter nascido pra fazer.

Na maior parte das vezes eu não me importo e vou à luta do mesmo jeito. Em outros casos, porém, o desânimo acaba batendo e vez ou outra acabo soltando uma das frases que devem estar no top10 das que eu mais repito diariamente: “eu já devia ter nascido sabendo isso”. Porque, gente, é verdade: tem coisas que deveriam simplesmente nascer com a gente. Que deveriam ser simples como respirar ou comer chocolate. Que a gente não deveria suar a camisa pra conseguir fazer. Tem coisas que Deus sabe que eu tenho tanta dificuldade pra fazer que eu já deveria ter nascido sabendo e pronto, poderia pular essa fase triste da minha vida: a do aprendizado.

Algumas dessas coisas eu vou conseguir fazer, mais cedo ou mais tarde, mas, ainda assim, vai dar tanto trabalho que eu fico cansada só de pensar. Já deu preguiça, sabe? Outras dessas coisas eu meio que já desisti ou me conformei, porque nem tentando o resto da minha vida vou conseguir. Ô Deus, você ficou em dívida nessas comigo, viu? Quando eu iniciasse minha participação no mundo, desde o primeiro momento, Ele deveria ter se certificado que eu já saberia:

01. Falar inglês (idem pra francês)


Quem me conhece sabe que eu sou meio Cebolinha e enrolo pra falar “r” no português. Agora, me imaginem falando inglês. Minha língua enrola, começo a ficar tensa, as palavras se atropelam e no final parece mais que estou falando em um idioma recém-criado. Francês, então, que é o meu sonho mais distante, tenho medo até de tentar. Eu sei que um dia eu consigo e vou até fazer intercâmbio pra testar um tratamento de choque, porque não é possível que nem na hora de pedir uma comida ou perguntar onde é o banheiro eu não consiga falar. Um dia eu aprendo, eu sei, mas não seria tão mais fácil se já tivesse nascido sabendo?

02. Fazer baliza



Ninguém que já me viu fazendo baliza quis entrar de novo num carro comigo dirigindo. Todo mundo que já me viu fazendo baliza pergunta quanto eu tive que pagar pro avaliador me liberar nessa fase da prova. E o pior: nem culpo essas pessoas, porque se tem uma coisa no mundo em que eu sou ruim, é em fazer baliza. Não tenho noção de espaço, de distância, de nada no mundo. Até os flanelinhas riem de mim. Aliás, uma vez eu tive que dar o meu carro pra um flanelinha colocá-lo na vaga. É muita humilhação pra uma pessoa só. 

03. Dançar


Se algum dia alguém me olhar dançando, só tem uma explicação: enlouqueci. Porque nem de felicidade eu danço. Nem se tiver bêbada eu danço. Nem quando a dança valia ponto extra na faculdade eu dancei. E nem estou falando de dança elaborada, não, porque nem dois pra lá e dois pra cá eu consigo fazer. E o pior de tudo: meu namorado adora dançar. E dança super bem. E se ele quiser dançar com outra menina, eu nem posso dizer “claro que não, quem dança com você sou eu”. Pois é, quem mandou eu não nascer sabendo dançar, né?

04. Fazer as unhas


Me deixem explicar o motivo desse item na lista: na minha cidade, uma manicure + pedicure decente que me atenda em casa custa 50 reais. Infelizmente, eu não possuo 50 dilmas semanais ou quinzenais pra gastar, assim, só pra ser bonita. Mas também, quando olho pra minhas unhas cheias de cutículas, parece que o dia fica cinza, sabe? Acaba a graça da vida. Acontece que não nasci sabendo arrumar minhas unhas e nem tenho coordenação motora pra aprender. Resultado? Meus dias continuarão cinzas até eu ficar rica – o que ainda vai demorar uns bons anos. 

05. Tocar algum instrumento


A mesma falta de coordenação motora que me impede de fazer as unhas já me impediu de aprender a tocar guitarra, violão e bateria (já tive essa fase vida louca). Não foi por falta de tentativa, tá vendo? Só falta mesmo piano, minha última esperança e que um dia ainda vou tentar, pra eu comprovar de vez minha teoria de que, pra eu tocar algum instrumento, só se já tivesse nascido sabendo. 

06. Cozinhar


Acho que esse é o item da minha lista que mais me empenho em aprender. Deus sabe quantos milhões eu já gastei com ingredientes para bolos, macarons, lasanhas, macarronadas... As minhas tentativas são até bem sucedidas, mas sabe quando você prova alguma coisa que até está bom de gosto, mas sente que falta um algo mais? Assim é tudo que eu cozinho – exceto o arroz, porque esse eu nunca acerto mesmo. Falei com minha mãe que nas minhas comidas sempre falta esse “tempero especial” e ela me disse que é falta de talento mesmo. E pior que eu concordo com ela. 

07. Me maquiar



Maquiagem é uma das coisas que me fazem achar que eu deveria ter nascido menino, porque eu simplesmente não tenho paciência pra passar horas pintando a cara. Claro que eu gosto de estar mais bonita, não sou doida pra dizer que não, né? O que me incomoda é esse processo, porque eu sofro. Gente, eu sofro muito. Quando eu termino de me maquiar normalmente já estou suada, com o cabelo destruído, com a pele grudenta e com a base derretendo, porque não dá pra ficar muito tempo maquiada nessa cidade de temperatura sempre acima dos 30°. 

E claro que se eu já nascesse sabendo isso tudo eu ia ser uma criança bizarra, superprotegida e superdotada. Mas vocês entenderam a minha aflição.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O doce mais doce

... do que o doce de batata-doce. Vocês conhecem essa música, admitam.

Agora falando sério.

Vou contar uma coisa pra vocês: quando chego a um lugar sem minha câmera fotográfica, a primeira coisa que me perguntam não é quais são as novidades ou como estão indo as coisas, mas sim “por que não trouxe a câmera?”. Eu perco a noção do mundo que não está na minha lente - não é à toa que tenho sempre que levar companhia quando saio pra fotografar, pra essa pessoa cuidar para que eu não seja assaltada, atropelada ou caia em um buraco. Por esse motivo e tantos outros foi que, quando a Analu me chamou pra participar desse projeto, eu tive certeza que ia ter que arrumar um tempo nessa vida louca para cumprir essa meta. 

A proposta é aparentemente simples: a gente dá temas uma para a outra e no dia 25 de cada mês postamos fotos com esse tema no blog. Digo “aparentemente” porque o primeiro tema que a Analu me deu, que foi “doce”, me fez queimar uns bons neurônios pensando no quê fotografar. Obviamente eu não poderia simplesmente sair fotografando petit gateau por todos os restaurantes da minha cidade, já que essa foi uma regra que veio anexada ao meu tema. Veja bem, a pessoa te dá o tema “doce” e diz que você não pode fotografar comida... Quão errado isso é? 

Então me perguntei: o que de doce, além das gordices, existe na minha vida? As respostas foram muitas, claro, porque só em pensar em todas as pessoas que tornam minha rotina mais doce eu teria fotos o suficiente para publicar pelo resto do ano. Para não acabar sendo injusta, eu resolvi então pensar no que de mais doce surgiu na minha vida nos últimos tempos. Nesse caso, meus amigos, a resposta tinha que ser uma só. 

Foi numa tarde de sábado em que eu estava procrastinando como tão bem sei fazer que tive essa ideia, assim, absolutamente do nada. Simplesmente surgiu na minha cabeça. Disse pro meu namorado que queria ir numa loja aqui da cidade que vende todo tipo de bichinho - pássaros, cobras, esquilos, ratos, cachorros, enfim - e ele me levou até lá. No meio dessa arca de Noé toda, lá estava ela. Só 1 mês de nascida, encolhida num cantinho, coberta por um monte de maravalha. Não sei se existe amor à primeira vista entre humanos, mas entre uma humana e uma hamster, com certeza existe. 

Ela chama Hazel por conta da personagem de “A culpa é das estrelas”, sim. Já me mordeu umas duas vezes, mas eu não guardo rancor. Aliás, quando chega visita aqui em casa eu digo logo que ela é mansinha e que pode segura-la sim, porque é bom pegar no pelo macio e sentir o seu coração pequeno pulsando. Só não vale cutucar a bichinha quando ela tá dormindo ou comendo. Quando saio de casa às 8h da manhã e chego às 22h, só ela pra me acalmar: entro no meu quarto, olho-a brincando na gaiola e se torna impossível ir dormir de mal-humor. 

Por falar em dormir, sabiam que hamsters têm hábitos noturnos? Então a primeira coisa que ela me ensinou foi que isso de querer dormir o dia todo e passar a noite acordada não acontece só comigo. Para não mantê-la sempre presa e fazer com que se acostume com pessoas, às vezes eu a solto em casa. Nisso, ela já se escondeu debaixo do sofá, atrás da geladeira e até fez buraco nas minhas roupas. Mas não tem como amar, nem que ela roa até a minha última blusa. Só em ter aquele bichinho minúsculo e indefeso em minhas mãos e sentir quanta vida ela tem... Vou até parar por aqui senão eu choro. 

Com vocês: a criaturinha mais doce que existe. A minha Hazel.


Você olha essa foto e pensa: que bonitinho, ela fica na caneca.
Mentira, não fica nada. Deu um trabalhão tirar essa foto.
Hazel faz isso com as patinhas quando está se preparando para se
dar um banho. Quase pego a menina em um momento íntimo.

Óbvio que ela não sabe diferenciar o que se pode roer ou não.
Ela viu e achou bonito, já mostra os dentes.
Por fim, Hazel tentando subir na pilha de livros, porque na vida
passada ela foi uma macaca e adora ficar se pendurando nas coisas.

ps.: as fotos não ficaram muito boas, admito, porque esses dias têm chovido bastante e a iluminação do meu quarto fica péssima com o céu nublado.