E na maior parte das noites, é o mesmo ritual: a arte de deitar na cama e não conseguir decidir se durmo ou se sonho. E dentro de mim, em poço de questões, me afundo em mais um desses lapsos circunstanciais, em todo um ritmo de intensificar a dor, a dúvida, a vergonha, a pré-disposição a coisas não tão cotidianas.
Abro os olhos e não vejo nada, não faz diferença se estou andando na rua ou dentro do quarto escuro. Eu abro os olhos e não vejo nada. Aí eu volto a fechá-los. E esqueço – não quero o mundo de fora, não quero corações poluídos.
Só quero paz, quero paz, quero paz, porque isso de felicidade instantânea eu acho uma grande ilusão.
Abro os olhos e não vejo nada, não faz diferença se estou andando na rua ou dentro do quarto escuro. Eu abro os olhos e não vejo nada. Aí eu volto a fechá-los. E esqueço – não quero o mundo de fora, não quero corações poluídos.
Só quero paz, quero paz, quero paz, porque isso de felicidade instantânea eu acho uma grande ilusão.