Esta será apenas uma breve reflexão, umas daquelas típicas filosofias de janela de ônibus (para quem, como eu, não sai de um veículo desses). Acontece o seguinte: eu não acredito em destino, mesmo. Não sei, talvez não aprecie a ideia de confiar que algo assim pudesse significar que eu devesse fechar minha mente para inúmeras hipóteses – ou não – que eu tivesse que deixar a vida me levar - ou não - e que simplesmente as coisas aconteceriam não por mérito meu, mas porque eram para ser assim – ou não. De qualquer forma, conviver com tantas dúvidas e trabalhar com concretização de planos que podem estar traçados antes mesmo de eu sequer pensar neles não é algo que pessoalmente me agrada.
Mas sabe o que me impede mesmo de acreditar em destino? O fato de ter que justificar a isso – e somente a isso – situações como a nossa, onde temos tudo, sem hipérboles, para estarmos separados, mas permanecemos aqui, juntos, unidos – de um jeito ou de outro. Não quero atribuir à minha história de vida traçada a condição de ter você (só) para mim; o porquê de nós sermos tão unicamente estúpidos ao ponto de brigar tanto e complicar tudo, mas ao mesmo tempo incrivelmente singulares na arte de colocar o que sentimos acima de qualquer (qualquer!) outra coisa é algo que eu não quero merecer à situações cotidianas ou a atos (im)pensados de nossa parte.
Nós nos amamos e é por isso que hoje, três anos depois do primeiro beijo, estamos aqui. Não é porque os outros acham que você merece coisa melhor que você passou a me ignorar; não é porque meus pais acham que sou em demasia nova para me envolver seriamente com alguém que eu julguei terminar com você como sendo a melhor hipótese; não é (e jamais será) por vontade alheia, por torcida contrária ou por situações adversas que um dia, e sem pensar em voltar atrás, vamos falar em coro algo como ''desisti de você'' – frases assim já excluímos do nosso vocabulário desde a primeira tentativa vã de separação.
Hoje eu tenho absoluta certeza – e isso foi conclusão sua – de que não importa onde quer que a gente vá... No fim, vamos acabar sentados em um banco de shopping, analisando tudo que passamos e pensando algo como ''olha, nós bem que tentamos, mas não tem jeito: a gente só funciona se 'você e eu' existir''. Porque, escuta, podemos ter tudo contra nós: os horários que não batem para nos vermos, as pessoas que nos olham com desgosto, um mundo inteiro para enfrentar até alcançarmos o futuro (futuro, sim; destino, pra quê pensar nisso?) que planejamos juntos... Mas, mesmo com tudo isso, ainda acho que tiramos sorte grande: a gente se tem, meu amor. E isso nos faz só as pessoas mais felizes que podemos ser.
Mas sabe o que me impede mesmo de acreditar em destino? O fato de ter que justificar a isso – e somente a isso – situações como a nossa, onde temos tudo, sem hipérboles, para estarmos separados, mas permanecemos aqui, juntos, unidos – de um jeito ou de outro. Não quero atribuir à minha história de vida traçada a condição de ter você (só) para mim; o porquê de nós sermos tão unicamente estúpidos ao ponto de brigar tanto e complicar tudo, mas ao mesmo tempo incrivelmente singulares na arte de colocar o que sentimos acima de qualquer (qualquer!) outra coisa é algo que eu não quero merecer à situações cotidianas ou a atos (im)pensados de nossa parte.
Nós nos amamos e é por isso que hoje, três anos depois do primeiro beijo, estamos aqui. Não é porque os outros acham que você merece coisa melhor que você passou a me ignorar; não é porque meus pais acham que sou em demasia nova para me envolver seriamente com alguém que eu julguei terminar com você como sendo a melhor hipótese; não é (e jamais será) por vontade alheia, por torcida contrária ou por situações adversas que um dia, e sem pensar em voltar atrás, vamos falar em coro algo como ''desisti de você'' – frases assim já excluímos do nosso vocabulário desde a primeira tentativa vã de separação.
Hoje eu tenho absoluta certeza – e isso foi conclusão sua – de que não importa onde quer que a gente vá... No fim, vamos acabar sentados em um banco de shopping, analisando tudo que passamos e pensando algo como ''olha, nós bem que tentamos, mas não tem jeito: a gente só funciona se 'você e eu' existir''. Porque, escuta, podemos ter tudo contra nós: os horários que não batem para nos vermos, as pessoas que nos olham com desgosto, um mundo inteiro para enfrentar até alcançarmos o futuro (futuro, sim; destino, pra quê pensar nisso?) que planejamos juntos... Mas, mesmo com tudo isso, ainda acho que tiramos sorte grande: a gente se tem, meu amor. E isso nos faz só as pessoas mais felizes que podemos ser.