domingo, 20 de julho de 2014

Vamos brincar de Maratona Literária?

Desde que eu virei uma desocupada profissional (lê-se: deixei de ser estudante para ser apenas desempregada), eu venho lendo como nunca. Ter o dia livre e uma pilha de mais de 90 livros não lidos na estante é uma combinação perfeita, por isso não pensei duas vezes antes de me inscrever na Maratona Literária, organizada pelo Café com Blá Blá Blá.
Basicamente, a Maratona consiste em um desafio que firmamos com nós mesmos, na tentativa de superar o número de livros ou páginas que normalmente lemos. Meu namorado disse que é brincadeira de doido e eu até concordaria se não estivesse embarcando nessa com várias amigas - nesse caso, o que antes era doideira passa a ser uma aventura coletiva de amor entre nós e com nossos livros. 
Como é a primeira vez que participo desse tipo de coisa, fiz uma aposta alta: quatro livros, dois deles relativamente grossos. Dei preferência aos que estão mofando há muito tempo na estante e que estavam sem previsão de serem lidos. São eles:


1. A elegância do ouriço, da Muriel Barbery, que eu comprei há tanto tempo que nem lembro mais a sinopse.
2. Fiquei com o seu número, da Sophie Kinsella, que todo mundo ama, mas que eu nunca tive coragem de ler.
4. A improvável jornada de Harold Fry, da Rachel Joyce, que eu também não lembro mais a sinopse.
3. Marina, do Carlos Ruiz Zafón, que, adivinhem! Pois é, também não lembro a sinopse.

Como vocês perceberam, eu tenho mais livros do que consigo lembrar, então eu estava mesmo precisando de uma motivação para tirar alguns deles da estante. Espero voltar aqui no fim da semana para contar que cumpri a minha meta com louvor! Aguardemos.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sobre ser quem eu sou


Verdade seja dita: não sei exatamente o quê me fez voltar aqui.
Talvez tenha sido o término da faculdade, a inquietude de alguns afastamentos, a força de novas decepções, o tempo livre em excesso... Ou talvez eu seja apenas irremediavelmente cíclica. Acho que foi muita pretensão minha achar que nunca mais iria precisar desse lugar ou de usar as palavras para justificar os pensamentos que se amontoam na minha cabeça, até o ponto em que eu me ausento do mundo exterior e passo a viver dentro de mim. Eu sempre precisei escrever para conseguir existir. Sempre. Por que seria diferente agora? Não é nenhum pecado, afinal.
Ou, pelo menos, é isso que venho dizendo a minha mesma, em uma tentativa ridícula de justificar aquilo que eu chamo carinhosamente de "o meu grande fracasso". Voltei para a estaca zero, meus amigos. Cá entre nós, fazia muito tempo que eu não visitava essa sensação de vazio e não posso dizer que estava exatamente com saudades. Mas essa não é a grande graça da vida, afinal? Ela simplesmente é, sem dar bola para aquilo que deveria ser. E o que a gente queria que fosse, oras, nunca deixa de ser apenas aquilo que a gente queria que fosse.
Atualmente, eu classificaria o meu estado como "preocupante". A partir desse estágio é só ladeira abaixo e eu, que conheço essa queda como ninguém, preciso urgentemente evitar que ela aconteça. Então eu olho para a folha em branco, esperando que algo magicamente se revele e me mostre o próximo passo em direção à ascensão ou a qualquer outro caminho que não me derrube de vez.
O problema é que eu preciso me reinventar, porque ser a mesma desde que eu me lembro de ser alguém é algo que vem me aborrecendo. Talvez, dessa vez, eu apele para a honestidade - o que, para quem entende o nome desse blog, pode parecer uma promessa inútil. Não é segredo para ninguém que eu sempre tive mais a intenção de soar poética de que soar verdadeira e talvez seja por isso que, por mais que eu fale, ainda não consegui por em palavras metade do que eu sinto... Mas será que alguém consegue?
Ai, droga. Até as lamúrias são as mesmas. É quase como se eu não soubesse crescer. Ou estivesse morrendo de medo aprender. Vai que é isso: não sei ser uma nova versão de mim mesma e isso me obriga a todo o tempo recorrer àquela versão antiga, que não se apega a ninguém, que não ama ninguém, que apenas bebe e se lamenta e lê e escreve o tempo todo, como se se esconder debaixo de uma pilha de textos sem sentido fosse uma válvula de escape eficaz.

Acho que me perdi de novo em mim e voltei aqui para ver se me encontro novamente.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

14 resoluções para 2014


Só mesmo o fim do ano para me fazer voltar ao blog, tirar a poeira e fazer a postagem mais assunto-comum de todos os tempos. Mas, cá entre nós: falar sobre resoluções de ano novo é um assunto que veste perfeitamente em mim, que sempre fui um clichê ambulante. Também, confesso, as promessinhas de fim ano me fazem ter algum objetivo na vida, algum compromisso com todo o meu plano de ser uma pessoa melhor. Em 2013, para a minha surpresa, eu fui relativamente bem em relação às resoluções que fiz no fim de 2012, então eis mais um motivo para manter a tradição. 

Assim sendo, fiz 14 resoluções para 2014 – algumas repetidas em relação ao ano passado, porque a minha fé em mim mesma não tem limites. 

01. Me exercitar regularmente 
Em 2013 eu pratiquei mais exercícios físicos do que em todos os anos anteriores, mas ainda não foi na intensidade que eu quero e preciso, então a promessa para 2014 é chegar nesse nível.

02. Conquistar ou realizar algo que me dê orgulho
Nossa, esse tópico renderia mil e umas reflexões subjetivas até demais, então melhor deixá-lo auto-explicativo.

03. Ler um livro por semana 
Esse item meio que já deixou de ser uma resolução de ano novo e passou a ser uma meta pro resto da vida – só que como ano eu ainda não consegui (mas foi quase!), continuo insistindo. 

04. Parar de adiar pequenas tarefas 
Eu sou o tipo de pessoa capaz de passar semanas adiando uma marcação de consulta, uma arrumação do quarto, uma atualização do mural de fotos, uma troca de músicas do pen-drive do carro... Tarefas que não custam nada, mas que eu ainda preciso aprender a realizar.

05. Parar de me arrumar sempre na última hora
Apesar de não ter estado na lista ano passado, porque eu tinha outras prioridades, eu tenho essa resolução de vida praticamente desde o dia que a minha mãe deixou de me dar banho e de me vestir. De lá pra cá, eu continuo saindo de casa e só terminando de me vestir/maquear/pentear o cabelo no elevador (shame on me) ou no carro, o que, convenhamos, é vergonhoso demais até para os meus elásticos padrões.

06. Parar de roer unhas
Olhando os arquivos do blog, eu percebi que desde 2009 (!!!) essa resolução está na minha lista. Não sei nem o que dizer sobre isso, sinceramente.

07. Usar os óculos novos
Eu tenho miopia, mas pouca gente sabe disso, porque eu nunca usei os óculos que já cheguei a comprar. Esse mês recebi o último e pretendo colá-lo no meu rosto, se for preciso, porque a idade bateu à porta e até dificuldade para dirigir eu já sinto sem umas lentes que me ajudem.

08. Economizar dinheiro
Como esse lance de viajar é absolutamente viciante, já estou organizando uma próxima viagem pra bem longe, que deve ser só lá em outubro. Por isso, até lá, carteira fechada, porque eu sei bem o quanto ir para onde a gente quer pode ser caro.

09. Terminar o curso de inglês
Há séculos que eu faço curso de inglês, mas, vergonhosamente, ainda não tenho certificado. Desse ano não passa - não é possível que passe, só mesmo se eu não tiver uma gota de amor ao dinheiro que meu pai já gastou comigo.

10. Aproveitar o dia do meu aniversário
Eu não conheço ninguém que goste menos de fazer aniversário do que eu. Não sei nem explicar os motivos, só sei que fico pouquíssimo à vontade nesse dia. Esse ano, porém, eu pretendo fazer algo além de me esconder no quarto e não falar com ninguém - nem que seja sair pra jantar ou ir ao cinema, sei lá... Fazer qualquer coisa que eu goste já seria um grande avanço.

11. Mexer mais com fotografia
Fotografar é uma terapia tão grande pra mim que, após muito tempo sem usar a câmera, eu sinto inúmeros efeitos colaterais - que podem muito bem ser amenizados se eu deixar de ser preguiçosa e sair pra aproveitar lugares novos com a minha câmera (Katy, para os íntimos).

12. Terminar o que começo
Eu tenho essa mania terrível de começar as coisas (a organizar o quarto, uma nova atividade física, um texto para o blog, enfim) e simplesmente não ir adiante, abusar, deixar pela metade, dizer que termino em um depois que nunca chega. Isso vem me atrapalhando muito e me deixando mais desorganizada do que eu já sou, motivo pelo qual preciso quebrar o ciclo de "mais tarde eu faço".

13. Participar
Por tudo que é mais sagrado: eu preciso por um fim a essa minha preguiça  do mundo e das pessoas. Passei a me preocupar seriamente com isso nos últimos tempos, mas até agora as minhas tentativas vêm sendo vergonhosas.

14. Ser gentil
Porque ser gentil é melhor do que ter razão.


Resoluções cumpridas em 2013: 

01. Ter mais cuidado com meu cabelo, pele e alimentação 
É surpreendente a forma como fui regularmente ao salão, usei mais maquiagem e passei a comer frutas, enquanto diminui exponencialmente frituras e chocolate. Ainda tenho muito que melhorar, mas sinto que atingi um nível aceitável. 

02. Melhorar minha média de notas na faculdade 
Só digo uma coisa: meu boletim esse ano foi o orgulho da minha vida. Incrível o que umas horinhas a mais com a cara nos livros não fazem. 

03. Me empenhar no curso de inglês do intercâmbio
Fiquei em um bom nível do curso e me soltei bastante em termos de pronúncia, muito mais do que achei que fosse. Resolução devidamente cumprida!

04. Me organizar financeiramente 
Ainda posso diminuir mais os gastos, mas cumpri o objetivo principal, que era descobrir a fonte de sumiço do dinheiro e controlá-la. 

05. Não procrastinar mais que uma vez por semana 
Só posso dizer que são raros os dias que procrastino. Juro! Diria que, no máximo, uma vez a cada duas semanas eu me rendo e passo uma manhã ou uma tarde olhando pro teto, sem vontade de viver. Não sei como consegui essa proeza, mas se eu descobrir, acho que ficarei rica vendendo a fórmula. 

06. Sair da rotina
Não sei se 2013 que foi fora do normal, mas a verdade é esse ano eu fiz coisas que considerava impossíveis. Definitivamente, rotina não foi uma inimiga.

07. Passar na OAB
O meu objetivo era passar na OAB, mas como eu só fiz o exame de dezembro, atingi a meta parcialmente - segunda fase, aí vou eu!

08. Emagrecer 7 quilos
Consegui perder os 7 quilos, mas depois engordei mais 2 quilos, então encerro o ano com 5 quilos perdidos. O verdade é que eu já considero essa barreira do peso praticamente vencida, principalmente que eu começar a me exercitar com a frequência que eu pretendo atingir.

Tirei da lista:

Voltar a escrever
Simplesmente sinto que ano que vem não vai ser o meu ano mais produtivo no blog – como se os passados tivessem sido, mas ok. Terei monografia (que vai me fazer enjoar de escrever), OAB, formatura... Uma série de eventos que merecem ser registrados, mas, principalmente, merecem ser vividos. Como não posso fazer promessas no campo da escrita, prefiro remover o item da lista ao invés de arrastar mais um ano sem alcançá-lo. Além de tudo, escrever, pra mim, sempre foi uma forma de colocar pra fora tudo o que, principalmente, me incomodava; acontece que ultimamente eu tenho mais vivido e sido grata por esses momentos, do que efetivamente sofrido por mim, por alguém ou por algo. As coisas andam tão certas e tão boas - só as palavras que se perderam.