segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Alerta: a síndrome do segundo livro existe

Ou: porque não ler "Resposta certa", do David Nicholls

Apesar de não ser altamente introduzida no mundo da música, sei que nesse ramo é muito comum a "síndrome do segundo trabalho", que ocorre quando o artista que teve bastante sucesso em seu primeiro trabalho não consegue superá-lo ou repetir o feito em um segundo projeto. Literariamente falando, isso é ainda mais comum, considerando a grande parcela de autores que pipocam nas livrarias com obras que repercutem como verdadeiros fenômenos, mas que, ao mesmo tempo, demonstram total incapacidade de permanecer nesse ritmo - ou alguém acha que Stephanie Meyer e E. L. James terão força para serem reconhecidas por algo além de "Crepúsculo'' e ''Cinquenta Tons de Cinza''? 
Porém, alguns escritores parecem imunes a essa síndrome. Falando de autores que dos anos 2000 para cá se consagraram com o grande público jovem, perceba nomes como Meg Cabot e Rick Riordan, que já têm uma lista considerável de publicados e permanecem sendo lidos por multidões. Ou citemos Stephanie Perkins, que recentemente publicou o segundo trabalho e passou ilesa e ainda mais consagrada por ele. Ou, ainda. J. K. Rowling, que está em fase de provação com o seu primeiro livro pós-Harry Potter, o "Morte Súbita". Em 2012, por fim, foi a vez de David Nicholls, o queridinho das galáxias depois do aclamado e indiscutivelmente bom "Um dia" - autor que, sem dúvida alguma, eu esperava juntar ao time dos imunes à "síndrome do segundo trabalho". 
Infelizmente, creio que para mim isso não será possível através de ''Resposta certa'', o segundo livro do autor que chegou ao Brasil. Não pensem que foi agradável fazer esse vídeo. Nas primeiras 50 páginas do livro, quando eu senti que a leitura não ia fluir tão bem, dei uma pausa e iniciei a leitura de algo mais agradável; alguns dias depois, retornei ao "Resposta certa" em mais uma tentativa. O resultado do meu esforço incomum para gostar de um livro vocês conferem no vídeo abaixo.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Moços para os quais eu diria "sim"

Há algum tempo a Rafinha trouxe uma ideia de um meme que meu coração não estava pronto pra responder no momento. Depois de muito enrolar, eu, que dou tanto sentido à existência do termo ''amores platônicos'', fui incumbida, por intimação da Taryne, a listar os 10 caras fictícios com os quais eu casaria – e aqui o meu namorado torce o nariz, porque ele acha um absurdo eu praticamente traí-lo com moços perfeitos que, por consequência, nem existem. Nem preciso citar que a lista não está em ordem de preferência, porque fazer isso estaria além da minha capacidade. 

Ps.: para o post não ficar maior ainda, eu suprimi as fotos dos moços. Para checar o material de apresentação deles, porém, basta clicar no nome de cada um. 

01. Cricket Bell, de Lola e o garoto da casa ao lado 
Cricket entrou na minha vida há pouco tempo, mas desde a primeira folha do livro em que aparece foi tratando de mostrar a que veio. Não teve outra: tive que destinar um lote do meu coração a esse moço. Sabe o cara que se desloca meio mundo para estar com você em um momento importante da sua vida? Que te incentiva quando ninguém acredita em você? Que deixa claro que não desistirá de vocês e que estará ao seu lado quando você, até então cega e retardada, finalmente reparar que ele é o cara da sua vida? Que é o tipo de cara que seus pais amariam como genro? Então, o Cricket é isso tudo, mas também é inteligente, tem um humor ótimo e se veste maravilhosamente bem. Se existe um pacote completo no mundo, esse pacote é Cricket Bell. 

02. Étienne St. Clair, de Anna e o beijo francês 
O único defeito do Étienne é não existir. Étienne é o namorado que antes de tudo é melhor amigo; se preocupa em não magoar as pessoas, tem o melhor senso de humor que eu já vi, é irônico e ainda te leva pra fazer passeios incríveis por Paris. Já falei que ele tem sotaque britânico? É popular porque é simpático, não porque se sente superior aos outros. Isso tudo já é motivo suficiente para amá-lo, mas acrescente aí que ele adora História, cinema e tem muitos, mas muitos LIVROS no seu quarto – e não basta ter livros, mas ele gosta de ler. 

03. Mark Sloan, de Grey’s Anatomy 
Mark, à primeira vista, é exceção a tudo que eu espero de um homem. É metido, um tanto arrogante, tem várias fases em que é mulherengo e (spoiler) uma filha crescida que aparece do nada e só serve pra atrasar a vida de todo mundo. Mas, acima de tudo, Mark Sloan é o tipo de cara que se transforma quando se apaixona. Ele se entrega sem medo e não mede palavras quando quer se declarar; ele sorri de um jeito que te desmonta e se houvesse um dicionário ilustrado, ao lado do adjetivo ''charmoso'', teria uma foto desse homem. E a voz? E aqueles olhares? E o senso de humor? Mark Sloan, você está de parabéns. 

04. Damon Salvatore, de The Vampire Diaries 
Tava faltando um homem errado nessa lista e quem melhor para cumprir esse papel que Damon Salvatore? Ele é arrogante, irônico, tem um humor negro terrível, não é nada altruísta e ainda por cima se apaixonou descaradamente pela namorada do irmão – duas vezes. O que ele tem de tão bom, afinal? O fato de ele ser capaz de esquecer tudo isso em favor da mulher que ele ama, claro – mas só em favor dela, porque em relação aos outros ele continua sendo um cínico. Se você acha que nem uma vez na vida irá se apaixonar por um cara completamente errado, te desafio então a sobreviver a um dos sorrisos de canto de boca do Damon. 

05. Seth Cohen, de The O.C. 
O primeiro de todos os meus amores dessa lista e, se dura até hoje, é porque alguma coisa certa o Seth Cohen fez na vida. Se alguém até agora tinha dúvida que a característica número 1 de um cara, para mim, é o bom-humor, então Seth Cohen põe abaixo essa dúvida. Além das tiradas mais fantástica do mundo, ele também foi o primeiro a me conquistar pelo bom gosto, especificadamente o musical, e pelo estilo – gente, o que são as camisas do Seth? Depois de amá-los todas as temporadas de The O. C., descobri que ser lindo, pra ele, é apenas um bônus. 

06. Jackson Avery, de Grey’s Anatomy 
Avery está aqui porque assustadoramente, na atual temporada de Grey’s Anatomy, o cara se revelou um aprendiz e tanto de Mark Sloan. Obviamente que seus olhos verdes, olhar penetrante e a mania de aparecer sem camisa ajudam, mais o moço também está se saindo um belo cavalheiro, um senhor muito atencioso, super inteligente e um companheiro para todas as horas. Se existe um príncipe capaz de existir no mundo real, este seria Jackson Avery. 

07. Percy Jackson, de Rick Riordan 
Eu sei que pareço uma pedófila dizendo que me casaria com um jovem semideus de 17 anos. Mas Percy Jackson é a exata prova de que meu coração ainda é juvenil e que, principalmente, não existe idade para ser um cara apaixonante. Percy Jackson faz por Annabeth uma pá de coisas que eu não reclamaria que ele fizesse por mim: enfrenta a mãe da menina que, além de Deusa da Sabedoria, é bem ranzinza; fica morto de preocupação cada vez que Annabeth se machuca; planeja uma vida inteira ao lado dela e, como se não bastasse, ainda segue, escondido, em uma missão quase suicida só para salvá-la do perigo. Percy, você tem muito o que ensinar a esses rapazes crescidos. 

08. Tom, de O melhor amigo da noiva 
O Tom é interpretado pelo Patrick Dempsey, comecemos por aí. Junte com isso o fato dele ser o melhor amigo do mundo, ser super prestativo, extremamente simpático, ser um cara de atitude, não desistir da mulher amada nem quando ela está noiva e, por fim, atravessar meia Escócia só para dizer que a ama. Não é à toa que este filme está entre os meus favoritos – todo mundo precisa de uma dose do Tom, vez ou outra.  

09. Peter Parker, de Spider-Man 
Eu sempre fui fã do Peter Parker dos quadrinhos, mas o dos filmes só arrebatou mesmo meu coração quando o Andrew Garfield entrou em cena. Queria eu poder citar algum momento ideal desse rapaz, mas eu simplesmente não consigo escolher a melhor entre todas as cenas em que ele aparece. Aquele sorriso errado, aquele jeito solto, aquele cabelo bagunçado... Enfim, tudo no Peter do Garfield simplesmente te faz ficar arrepiada. 

10. Tom Hansen, de 500 dias com ela 
Eis aqui o mais mocinho entre todos da lista. O objetivo de Tom Hansen no mundo era simplesmente amar e ser correspondido, mas parece que isso nunca vai acontecer. E tem coisa que derreta mais o coração que um homem sofrendo por amor? Anote a isso o jeito desengonçado, o ótimo gosto musical, o talento para desenhar e o fato (suspiro) de sua melhor amiga ser sua irmãzinha. Se Tom Hansen não é moço pra casar, não sei mais quem seria. 

Menções honrosas: 

Augustus Waters, de A culpa é das estrelas: Augustus teve (spoiler) o disparate de morrer e me impedir de sonhar com ele no altar, mas se eu cometesse o erro de esquecê-lo ele jamais me perdoaria. Gus é sensível, é entregue à vida, não perde a oportunidade de fazer e dizer o necessário, realiza os sonhos da Hazel como se também fossem seus e carrega declarações de amor até por trás de um simples “okay”. É, Gus, não tem como você não viver dentro do meu coração. 

Alex Karev, de Grey's Anatomy: outro tipo de cara que você acha que é incorrigível até encontrar uma mulher que o faça ver que a vida não é tão ruim quanto ele pensa. Além de ter um físico muito agradável de se olhar (pra não dizer que ele é gostoso), Karev tem uma alma muito frágil e que já sofreu tanto, que a única vontade que você sente é de por ele no colo e cuidar até todas as feridas sararem. É difícil alcançar o coração desse moço, mas se você o fizer, acredite, a recompensa será grandiosa.

Felizmente para o meu namorado, nenhum desses caras algum dia vai bater na minha porta. No final das contas, vou casar com aquele que há muito tempo também me acompanha e que mereceria um texto muito maior que esse narrando todos os motivos pelos quais me convenceria a subir no altar. Mas a fantasia tem sempre a vantagem de existir, nem que seja para nos mostrar que esses sonhos apaixonantes, uma hora ou outra, chegam a se tornar reais - e quando isso acontece, pode apostar, é muito melhor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O melhor (e o pior) de 2012, literariamente falando

Ainda que extremamente atrasada, chego eu com a minha retrospectiva literária, que já foi feita basicamente em todos os blogs que eu visito. Eu sou péssima em gravar vídeos e passei muito tempo (quase 30 minutos, eu sei) falando quase nada, mas me amem mesmo assim, por favor. A maioria das meninas falou só dos preferidos do ano, mas eu queria falar principalmente dos que eu menos gostei, porque foram tão ruins que eu acho que devo isso à sociedade. 


Livros falados no vídeo:

- Axilas e outras histórias indecorosas, do Rubem Fonseca 
Cômico e politicamente incorreto. Para aqueles que, assim como eu, têm um humor ácido. 

- Delírio, da Lauren Oliver
Só não é melhor porque distopia ainda não foi algo que me convenceu, mas até acho que vou ler a continuação quando for lançada. 

- Deslembrança, da Cat Patrick 
Seria uma ótima obra se não fosse o final trôpego. 

- Charlotte Street, do Danny Wallace 
Bom, mas dispensável. 

- A mulher do viajante no tempo, da Andrey Niffenegger 
Uma das melhores narrativas do ano. 

- Para sempre, de Kim e Krickitt Carpenter 
Troféu berinjela pra esse livro e que Deus perdoe esses autores, eles não sabem o que fazem. 

- E as estrelas, quantas são?, da Giulia Carcasi 
Mais um desapontamento e um autor italiano odiado pra coleção. 

- Emma, da Jane Austen 
Chato, chato, chato. 

- Bela maldade, da Rebecca James 
Uma surpresa agradável pra mim, que não esperava muita coisa desse livro. 

- Os heróis do Olimpo: O herói perdido, do Rick Riordan 
Insira aqui todos os elogios possíveis. 

- Os heróis do Olimpo: O filho de Netuno, do Rick Riordan 
Idem para o livro anterior. Difícil saber qual o melhor. 

- Lista negra, da Jennifer Brown 
Outro pro clube dos belos, mesmo aterrorizantes. 

- Precisamos falar sobre o Kevin, da Lionel Shriver 
Nem imagino o estado dessa autora depois de escrever esse livro. Ela deve ter ficado deplorável. 

- Quem é você, Alasca?, do John Green 
Tá me doendo até hoje, meses após a leitura. 

- Lola e o garoto da casa ao lado, da Stephanie Perkins 
O livro mais fofo, o personagem masculino mais desejado. 

- As vantagens de ser invisível, do Stephen Chbosky 
É de uma tristeza tão bonita que só sei que jamais irei superar esse livro. 

- A culpa é das estrelas, do John Green 
Um tiro no pé teria doído menos que esse livro. Não tem como terminá-lo sem estar apaixonada.

- Para todos os amores errados, da Clarissa Corrêa 
Isso não era um livro, era uma piada.