
Não vou pedir para ser feliz porque essa e outras tantas situações cotidianamente desejáveis não me fazem falta se a minha maior ausência já é sua. Não (re)leio suas cartas, não ouço as mesmas músicas e tão pouco tenho tardes de verão como as nossas. Não sinto falta, não sinto desejo – não sou alegre, não sou triste, muito menos poeta. Sou o acaso que vier, sou espera sem razão, sou motivo para não querer mais nada.
E nós chegamos naquele momento em que a gente se olha e se pergunta: por fim, como vai ser?
(silêncio)
=X
ResponderExcluirAi, deu uma pontada aqui no coração!
ResponderExcluirÉ...sempre palavras!
ResponderExcluirE é como se a vida nos carregasse, porque já não queremos andar.
ResponderExcluirAgora, tudo depende do acaso.
ResponderExcluirViver do acaso me assusta demais, mesmo. Preciso me lembrar diariamente o que me motiva.
ResponderExcluirO texto é lindo, arrasando como sempre, hein?
beijos
por osmose...
ResponderExcluirComplicado, né?
ResponderExcluirComo disse a Rúvila, não sei viver do acaso. Então, comofas?
Lindo texto, gata!
Beijos!