Tudo é fase, tudo é fase - sempre me repetiam sem parar. E eu, tão pouco entendendo, reproduzia em cada ato essa sequência de atitudes que sempre me definiram como ''rebelde sem causa'', ''adolescente problemática'' ou ''indecisão ambulante''. Isso sempre bateu à minha porta, até que sim, finalmente, eu entendi que não preciso ser nada do que dizem que eu sou - se eu souber, de fato, o que quero ser. Talvez por isso as mudanças sempre tenham me doído tão pouco - talvez por isso eu nunca tripudiei antes de dizer adeus. E, com certeza por isso, me sinto tão preparada para viver o hoje - porque as 24 horas passadas ou futuras nada mais são do que aquilo que eu sempre quis. Depois de dramas amorosos, semanas afundada organizando a nova casa e aulas inúteis de como preparar a própria comida, caiu sobre mim o peso de ser o que eu escolhi - de ter todas as responsabilidades que sempre desejei, de exercer o poder sobre a minha vida que ninguém mais tem. Não sei bem o gosto da independência e nem sei se quero saborear esse prato sozinha - olho para os lados e às vezes não vejo ninguém, outras vezes vejo mais pessoas que achava que tinha. Nada muito melodramático, para ser sincera.
O dia de hoje amanhece mais claro do que nunca e eu sinto, aqui dentro, aquilo que as pessoas chamam de satisfação pessoal - apesar de não saber ao certo se isso é o que dizem ser, apesar de temer ser mais momentâneo que um sorriso no meu rosto. Não sou de adotar discursos motivadores e muito menos de agradecer aos céus a vida que tenho - só que quando em mim não cabem minhas próprias reclamações diárias, fica aqui a vontade de dizer: é, estou bem.
Muito bem.
Que texto lindo *.* me identifiquei muito. Parabéns, soube expressar muito bem fase de querer conhecer um pouco mais as coisas, inclusive a nós mesmos.
ResponderExcluirEstou seguindo :)
É tão bom quando conseguimos a independência que queremos, mesmo que no começo seja estranho. Afinal, nós passamos a maior parte da vida nos preparando pra isso.
ResponderExcluirBeijos
Ahh, isso explica sua sumida doida!
ResponderExcluirDeyse, te desejo toda a sorte do mundo viu? Sinceramente, porque quando temos o que sempre sonhamos é ai que o trabalho duro começa!
Olha, melancia é beeem legal! O nome é esse porque a protagonista, Claire, fala que ela se sente uma melancia depois da gravidez e durante os tempos de depressão, depois isso passou.
Fui à biblioteca pegar Morangos mofados mas não encontrei :( então peguei A casa dos Espíritos da Isabel Allende, estou adorando, mas ainda não desisti do Caio, vou ver se acho pra comprar em algum sebo.
Beijos
Então aproveite essa fase boa! Agarre com força e quando ela quiser ir embora, segura com força! rs.
ResponderExcluirBeijinho
Também não adoto a pratica de usar discursos motivadores e agradecer todo tempo e por tudo... Reconhecer que estou bem, ou muito bem, já é o bastante. Se tornar independente é algo difícil, mas torna-se necessário... É prazeroso poder pagar suas contas e saber que, através do seu trabalho, você consegue se manter (Ou quase, mas por isso existem os limites bancários – Que uso todos os meses...).
ResponderExcluirSeu sumiço foi justificável... Ontem li seu blog “Folhetim Literário”, adoro a maneira inteligente e sarcástica que está lindando com o tema.
Beijo!
Deyse, muita sorte pra você e continue bem! Aproveite a independência e curta esses momentos ao máximo (: Me identifiquei muito com a parte que você diz não sofrer tanto com mudanças e despedidas. Sou exatamente assim... Um beijo grande :*
ResponderExcluirTambém me identifiquei com muita coisa! Ei, espero que dê tudo certo e que as coisas se ajeitem rapidim, viu? =)
ResponderExcluirbeijos