domingo, 16 de janeiro de 2011

Insatisfação cotidiana

Não sei quantas vezes já me peguei pensando qual o grande sentido disso tudo e se é realmente assim que as coisas devem ser – refletir sobre quantas chances eu tive de trilhar caminhos diferente e, meu Deus, de como me doem essas lembranças do que eu não tive. Não digo que me faltam essas vidas, porque a que tenho faz de mim alguém que muito me agrada; só não entendo esse vazio, essa necessidade de não ser apenas uma, essa vontade de sempre recomeçar a cada segundo como se minha vida pudesse ser inteiramente desmontada, colocada na mochila e que eu pudesse carregá-la aonde quer que eu fosse. Uns tropeções a mais e umas boas bofetadas na cara me fazem ver que as coisas são mais leves do que eu penso e que eu devo parar de espiar o jardim do vizinho já que o meu se encontra tão ou mais florido; e ainda assim fica essa inquietação, essa coisa que muitos chamam infelicidade e que eu prefiro chamar de momentânea imprecisão da vida, porque se eu precisasse, cada um de você poderia vir, olhar nos meus olhos e afirmar o quanto eu sou uma filha da mãe sortuda. E, ainda, assim, fica isso, fica o espaço e fica, fica, fica. Mas seria bom que não ficasse mais.

9 comentários:

  1. E não ficará.
    Tudo passa, até as infelicidades.

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  2. Quase sempre venho aqui, mas ainda não tinha comentado. Por falta de uma boa oportunidade e tempo, talvez.
    Vi que você mudou a "carinha" do blog, e também gostei disso.
    Sobre o texto... Penso que mesmo quando não queremos, mesmo quando tudo parece estar perfeito e o nosso jardim é o mais florido do mundo, ainda assim, sempre haverá uma lacuna (pequena ou grande, não importa) que gritará vez ou outra para ser preenchida. Preenchida por algo que deixamos de fazer , ou viver, ou por qualquer outra coisa. Talvez, esse espaço que fica, fica e fica seja, em parte, a certeza de que sempre estaremos sujeitos a aprender, crescer, viver. E a sentir saudade do que não vimos.
    Grande beijo.

    P.s.: Dei uma lida em "Mais uma canção", estarei aqui para a aprendizagem mútua.

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  3. Acho que se essa inquietação morre, morre também a "poesia" (a inspiração desse olhar sobre a vida que, vez ou outra, acaba virando texto)...

    não é noia sua não, é saudável (imagino eu ^^)

    beijo!

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  4. É bem melhor não ficar mesmo. Te entendo perfeitamente.

    P.S.: Achei estranho. Normalmente teus textos são maiores haha'

    beijos, moça.

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  5. São essas insatisfações que nos impulsionam na busca da felicidade. Seria muito chato tudo perfeito e feliz sempre. Se assim fosse de que adiantariam as lutas que travamos todos os dias nessa vida né? rsrs
    beijos!

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  6. Mas a insatisfação é necessária. Devemos aprender, sobretudo, a não criar conformismos.

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  7. Isso é normal, Deyse. Somos adolescentes e essa é a fase mais difícil de nossas vidas. Meu 2010 foi o pior ano da minha vida, estava tentando buscar a minha própria personalidade, metade dela eu encontrei, mas não foi fácil, não.
    E então começamos a questionar a vida, porquê nascemos e coisa e tal. É uma loucura.
    Mas passa. A gente é mais feliz quando se é menor porque já nasce aceitando, e então viramos adolescentes e queremos respostas pra tudo. Por que uma equação cheia de incógnitas tem resposta e a minha existência não? E então fica o vazio, fica, fica, assim como está 'ficando' em você. Mas depois a gente reaprende a aceitar, e sorri, e acorda todo dia agradecendo a Deus por mais um dia, sem ter realmente um motivo para viver. Afinal, o mistério nos agrada, não?

    Gostei de ver que gostou. Apareça mais vezes em meu cantinho.
    Imenso beijo, ótima semana a ti.

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  8. essas insatisfações são estressastes. HUSHSU

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  9. O não viver algo e remoer por dentro esse fato nos aproxima de algumas duvidas: O que teria acontecido se tivesse vivido? Minha vida seria melhor? O que teria aprendido com isso? - O mesmo motivo que nos leva a essas duvidas, nos leva também a crer que, ao ponto de termos ela, ja aprendemos e crescemos significativamente com isso. Arrepender-nos do que não vivemos nos ensina a viver intensamente o momento que estamos passando, e encarar-lo como um aprendizado, mesmo sendo ruim.

    Ps. Desculpe meu sumiço daqui, na verdade andei parado até com o meu blog.


    Beijo

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