Estava absorvida em dezenas de pensamentos (in)comuns-romancistas do tipo ''ora, veja que casal mais belo'' quando me surpreendo imaginando logo em sequência algo como ''pena que não vai durar – talvez em tempo, mas jamais em intensidade''. Não gosto de julgar a capacidade de amar de ninguém e muito menos de prever destinos fatídicos a algo que, em momento atual, traz risos e paz. Apenas tenho em mim o pensamento de que existem romances que acontecem de forma quase inacreditável, desses que tem uma história que vale a pena ser ouvida, contada, admirada... E do outro lado da moeda brilhante do doce amor, cada vez mais pessoas trazem consigo o amar por consequência: a questão do raso, do ocasional – aquilo que eles ousam chamar de sentimento, mas que a mim cheira falso e muito me parece um simples ato imediato, sem uma gota da entrega que eu tanto prezo.
Não, não quero nada disso, não tenho ambição nenhum por amores desse tipo bucólico: em fotos que vejo, essa felicidade metida à popular, o casal modelo ou algo do tipo. Não me interessa nenhum tipo de glória destinada ao que tenho em mim como emoção puramente gratuita, que não requer retorno para existir, muito menos reconhecimento. Quero que fique claro: anulo da minha vida qualquer tipo de relação pública, enroscada a quero-que-todos-saibam-como-sou-feliz. Para quê? Porque? Isso por acaso vai me fazer sentir mais completa e realizada que o casal que vejo sentado no banco de praça, observando o por do sol e guardando para eles a importância do momento?
Não, e nem me iludo com coisas do tipo: isso faria de mim parte de apenas mais um casal na multidão, mais uma dupla que nada tem de especial a não ser aquele velho caso adolescente que se falece com a maturidade. E, mais uma vez, não venho tantas vezes declarar publicamente toda a minha adoração diante Daquele que escolhi para mim com o intuito de mostrar como a menininha incerta foi capaz de achar alguém que a queira: faço isso puro e simplesmente porque tenho a certeza o destinatário das minhas palavras as recebe, antes que em prosa, mas em face a face. Não prezo palavras bem articuladas, não considero grandes demonstrações públicas de uma relação que se sustenta em devido às situações que favorecem – mas tenho em mim a profunda admiração para quem prefere valorizar um sorriso, simples e contido.
Não, não quero nada disso, não tenho ambição nenhum por amores desse tipo bucólico: em fotos que vejo, essa felicidade metida à popular, o casal modelo ou algo do tipo. Não me interessa nenhum tipo de glória destinada ao que tenho em mim como emoção puramente gratuita, que não requer retorno para existir, muito menos reconhecimento. Quero que fique claro: anulo da minha vida qualquer tipo de relação pública, enroscada a quero-que-todos-saibam-como-sou-feliz. Para quê? Porque? Isso por acaso vai me fazer sentir mais completa e realizada que o casal que vejo sentado no banco de praça, observando o por do sol e guardando para eles a importância do momento?
Não, e nem me iludo com coisas do tipo: isso faria de mim parte de apenas mais um casal na multidão, mais uma dupla que nada tem de especial a não ser aquele velho caso adolescente que se falece com a maturidade. E, mais uma vez, não venho tantas vezes declarar publicamente toda a minha adoração diante Daquele que escolhi para mim com o intuito de mostrar como a menininha incerta foi capaz de achar alguém que a queira: faço isso puro e simplesmente porque tenho a certeza o destinatário das minhas palavras as recebe, antes que em prosa, mas em face a face. Não prezo palavras bem articuladas, não considero grandes demonstrações públicas de uma relação que se sustenta em devido às situações que favorecem – mas tenho em mim a profunda admiração para quem prefere valorizar um sorriso, simples e contido.
O que realmente importa esta sempre dentro da gente, e não no que é mostrado para todos.
ResponderExcluir^^^
Bjoss!
Concordo com você!
ResponderExcluirÉ um pena hoje as pessoas não terem o verdadeiro amor, nao sabem o que é amar, nao só um namorado um companheiro e sim a si proprio o amor pelas pessoas pela vida!
Concordo com você ao falar que o "eu te amo" se tornou raso e sem significado, muita gente não percebe o poder contido nessas três palavrinhas. Mas sobre como o amor vai perdendo significado durante o namoro, casamento, etc., não concordo muito. Acho que o amor ainda existe, o que muda é a forma como o expressamos, afinal, um casal de 20 anos não "namora" do mesmo jeito que um casal de 60 anos.
ResponderExcluirBeijos.
o título resumiu o texto perfeitamente, adoro seu títulos.
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