Descobri que não escrevo para ser lida, para ser compreendida ou muito menos admirada – escrevo porque preciso tirar de mim algo que me desgasta, que me corrói; escrevo porque acho digno que todos saibam que por trás da filha de pais rigorosos ou da estudante aplicada, mora uma alma prolixa e lotada de erros não tão incomuns como ela os faz parecer; por fim, escrevo simplesmente porque às vezes gosto desafiar os outros a serem tão estupidamente felizes como eu.
Minha capacidade de desgostar de coisas, pessoas ou lugares sempre foi e deve continuar sendo por um bom tempo infinitamente maior à minha tendência à simpatia – o que dirá, ainda mais dificilmente, ao amor. Ainda assim, eu quase nunca odeio alguém gratuitamente: se não gosto de você é porque sei que você já não gostava de mim antes. Aos críticos de plantão, reflitam antes de reclamar e de declarar desgosto a mim – uma vez conquistado meu desprezo, é tudo o que terá de mim por um longo período de tempo denominado ''sempre''.
Odeio emprestar livros. Dou risadas falsas todos os dias. Reconheço pessoas por seus defeitos. Sou um exemplar humano puramente egoísta. Não mereço confiança de ninguém. Nada que seja totalmente vindo de mim pode durar muito tempo. Sou do tipo que admite as partes humanas e desprezíveis que todos nós temos, mas que teimamos inutilmente em esconder por necessidade de aceitação ou alergia à sinceridade exacerbada – e não, não tenho medo de julgamentos e condenações; pelo contrário: me divirto. Só me divirto.
O parágrafo presente pode ser imediatamente contrário ao superior, em texto qualquer, na biografia que eu ainda não escrevi ou ainda naquilo que me passa pela cabeça e logo virá parar no papel. Seria tudo muito melhor se eu mantivesse a linearidade que poucos têm e que muito eu invejo; porém, cabe a mim jamais negar a única coisa que faz com que eu me sinta... Eu. Independente de onde, de quando ou com quem: se eu ainda puder ser contraditória, indecisa, complexa e inconstante, ainda serei eu, mesmo que em uma pequena e repugnante parte.
E me perdoe se as minhas reflexões, meus pontos visionários de aspectos comuns a você lhe parece um tanto absurdo e porque não dizer, um tanto sem forma nenhuma. Acontece, meu caro amigo que prefere obviedades, que as certezas despejadas e as convicções que afirmamos nem sempre são os instrumentos que nos acompanham; um pouco de interrogação às vezes é bom: a realidade é árida demais para nos ser despejada por tantas vezes seguidas, assim.
Minha capacidade de desgostar de coisas, pessoas ou lugares sempre foi e deve continuar sendo por um bom tempo infinitamente maior à minha tendência à simpatia – o que dirá, ainda mais dificilmente, ao amor. Ainda assim, eu quase nunca odeio alguém gratuitamente: se não gosto de você é porque sei que você já não gostava de mim antes. Aos críticos de plantão, reflitam antes de reclamar e de declarar desgosto a mim – uma vez conquistado meu desprezo, é tudo o que terá de mim por um longo período de tempo denominado ''sempre''.
Odeio emprestar livros. Dou risadas falsas todos os dias. Reconheço pessoas por seus defeitos. Sou um exemplar humano puramente egoísta. Não mereço confiança de ninguém. Nada que seja totalmente vindo de mim pode durar muito tempo. Sou do tipo que admite as partes humanas e desprezíveis que todos nós temos, mas que teimamos inutilmente em esconder por necessidade de aceitação ou alergia à sinceridade exacerbada – e não, não tenho medo de julgamentos e condenações; pelo contrário: me divirto. Só me divirto.
O parágrafo presente pode ser imediatamente contrário ao superior, em texto qualquer, na biografia que eu ainda não escrevi ou ainda naquilo que me passa pela cabeça e logo virá parar no papel. Seria tudo muito melhor se eu mantivesse a linearidade que poucos têm e que muito eu invejo; porém, cabe a mim jamais negar a única coisa que faz com que eu me sinta... Eu. Independente de onde, de quando ou com quem: se eu ainda puder ser contraditória, indecisa, complexa e inconstante, ainda serei eu, mesmo que em uma pequena e repugnante parte.
E me perdoe se as minhas reflexões, meus pontos visionários de aspectos comuns a você lhe parece um tanto absurdo e porque não dizer, um tanto sem forma nenhuma. Acontece, meu caro amigo que prefere obviedades, que as certezas despejadas e as convicções que afirmamos nem sempre são os instrumentos que nos acompanham; um pouco de interrogação às vezes é bom: a realidade é árida demais para nos ser despejada por tantas vezes seguidas, assim.
Ainda bem que descobriu a tempo de que, o blog é seu e não há quem faça você mudar o que tá escrito aqui; ser menos você.
ResponderExcluirO que realmente importa é o que somos e o que gostamos de escrever :)
Belo desabafo, rs.
Um beijo.
Agora entendi pq tô esperando até hj tu me emprestar um livro!
ResponderExcluirBom, muito bom.
ResponderExcluirSei que é um desabafo, que não quer julgamentos, mas só pra que saiba, gostei de lê-lo.
Gosto daqui, das suas palavras lançadas a pauta.
Grande Beijo
e teu encanto talvez esteja aí, nas tuas manias e nos teus defeitos!
ResponderExcluir;)
"a realidade é árida demais para nos ser despejada por tantas vezes seguidas"
ResponderExcluirMais impactante... impossível!
Linda, vc não tá falando de mim? pq eu me vejo em vc..rs...sobre livros...emprestá-los é um parto sem anestesia pra mim. na verdade, emprestar qq coisa me doi...e eu sou o hoje diferente de ontem, e de amanhã, mudo também...sou completamente egoísta e isso me doi...mas é parte de mim...
ResponderExcluirVc é uma artista das letras, já disse isso????
ESCUTA AQUI MINHA FILHA...!
ResponderExcluira gente tá falando de mim ou de você? '-' porque sério. Essa aí do texto sou eu, tirando a parte dos pais rigorosos e aluna aplicada.
Amei o texto, sério. Apesar de toda a minha inclinação a desgostar das coisas eu de alguma maneira muito surreal gosto de quase tudo que você escreve... E se não gosto não é porque seja ruim, mas porque de algum modo não sou eu.
E eu queria saber como suas postagens aparecem no meu painel se eu nem seguir seu blog eu seguia... Bom, estou seguindo agora :D
Sucesso!
xx
Aah, temos algo em comum, eu também escrevo pra por meus sentimentos pra fora. Não preciso nem que alguém leia, só de escrever, já me sinto bem (:
ResponderExcluirBelo desabafo [2], belas palavras.
Obg pela visita :*
Eu fico muito feliz quando pessoas como você, que se expressam e escrevem tão bem, me fazem um elogio como o que você me fez.
ResponderExcluirAo mesmo tempo eu não me sinto tão merecedora.
Obrigada.
E adorei teu blog!