quarta-feira, 4 de março de 2009

O amor é uma bosta

Minha nova teoria é simples: não ame. Definitivamente não compensa, não lhe traz atributos e existem formas mais suaves de aprender a não confiar inteiramente em ninguém. Os espertos que sabem do que eu estou falando. Vão em frente, levantam todo o dia e tomam seu café da manhã solitário, mas sem preocupações. Vão ao trabalho sem hora para voltar, sem o peso na consciência de encostar naquele bar de esquina depois do expediente. Não têm ninguém para dar satisfações e, por incrível que pareça, é mais maravilhoso ainda não ter de quem cobrar satisfações. Se você está triste, a culpa é só sua. Se quer gritar na tpm, o máximo que pode acontecer é o vizinho do apartamento da frente reclamar. Se quer cortar o cabelo, pintar as unhas de verde, não depilar as axilas, que se foda; é seu corpo, seu uso e você não precisa estar pronta às seis para receber o marido, que agora vai provar e criticar o jantar que você passou horas preparando. Dessa vez, eu estou pronta para abdicar do mal que sempre me perseguiu: dependência. Medo de solidão. E cá entre nós: sem você, a única coisa que vou deixar de ter é companhia para assistir um filme em casa. E para fazer companhia, até um cachorro, o bicho, serve. Adeus, babaca.

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