Não, não me chame de covarde.
Você vai dizer que ‘deixa disso, você não consegue’, mas e daí? Eu não estou pedindo permissão para desistir de você. Não estou perguntando se sou capaz. Eu sei que sou.
Sabe, nós podíamos ter sido tudo. Mas chegamos a uma bifurcação sem sentido e irremediável, antes que a chance de sermos felizes nos atingisse... E nos tornamos nada, o que, na verdade, sempre fomos. No fim, quem sabe não foi melhor assim. Você me deu a chance de me arrepender. Possibilitou que eu parasse e pensasse na besteira que eu estava fazendo ao trocar algo certo, alguém que me ama, que eu amo, por, bem.. Você. Você, que nunca passou de uma sombra do passado que me perseguia; você, que nunca será nada além de mais um corpo que gasta o oxigênio do planeta.
Antes, eu tive a escolha de sofrer por algo que eu achava ser amor. ‘Ah, o amor... O amor é uma dor. Que só nasce no coração dos trouxas’. Bom, eu tive meu momento trouxa. Eu me encantei pelas suas palavras e promessas como nunca havia acontecido com ninguém na vida. Não me comovia, não me entusiasmava, mas você surgiu em um momento de fraqueza, de solidão. Eu me doei, me ofereci inteiramente, da melhor maneira que podia, da única maneira que eu sabia. Quisera a paixão fosse uma operação matemática: eu atraente + você encantador = felizes para sempre. É... Essa equação qualquer trouxa resolveria. Mas a equação do amor, do amor verdadeiro?
Nem precisa dizer que não é assim. Amar é um sofrer constante. É estar perto estando longe, é odiar enquanto adora inteiramente, é dividir tendo tudo para você. É compartilhar, somar, analizar, decompor. É um colapso, uma dúvida, surpresa, um fascínio: um desafio. Não é qualquer um que consegue, não é todo mundo que sabe manter... Mas também não é qualquer um que perde. É preciso pouco para se amar alguém e muito para se esquecer. De verdade, estão na lista das pessoas mais corajosas do mundo aquelas que se atrevem a se entregar a um amor... E aquelas que têm a petulância de esquecê-lo.
Quanto a mim? Sou atrevida o bastante para me entregar de uma vez, sem medos da sua assombração, sem você para me dizer ‘chega, ainda existo’. E melhor: sou petulante. De uma petulância suficiente para lhe dizer: cansei do você. Estou caindo fora. Vou ser feliz com o meu amor, sem paixões-fantasmas para me espantar. Porque, dessa vez, você não vai me impedir de me doar inteiramente, sem nenhum 'porém' dessa vez; ninguém vai me impedir... Nem eu.
Você vai dizer que ‘deixa disso, você não consegue’, mas e daí? Eu não estou pedindo permissão para desistir de você. Não estou perguntando se sou capaz. Eu sei que sou.
Sabe, nós podíamos ter sido tudo. Mas chegamos a uma bifurcação sem sentido e irremediável, antes que a chance de sermos felizes nos atingisse... E nos tornamos nada, o que, na verdade, sempre fomos. No fim, quem sabe não foi melhor assim. Você me deu a chance de me arrepender. Possibilitou que eu parasse e pensasse na besteira que eu estava fazendo ao trocar algo certo, alguém que me ama, que eu amo, por, bem.. Você. Você, que nunca passou de uma sombra do passado que me perseguia; você, que nunca será nada além de mais um corpo que gasta o oxigênio do planeta.
Antes, eu tive a escolha de sofrer por algo que eu achava ser amor. ‘Ah, o amor... O amor é uma dor. Que só nasce no coração dos trouxas’. Bom, eu tive meu momento trouxa. Eu me encantei pelas suas palavras e promessas como nunca havia acontecido com ninguém na vida. Não me comovia, não me entusiasmava, mas você surgiu em um momento de fraqueza, de solidão. Eu me doei, me ofereci inteiramente, da melhor maneira que podia, da única maneira que eu sabia. Quisera a paixão fosse uma operação matemática: eu atraente + você encantador = felizes para sempre. É... Essa equação qualquer trouxa resolveria. Mas a equação do amor, do amor verdadeiro?
Nem precisa dizer que não é assim. Amar é um sofrer constante. É estar perto estando longe, é odiar enquanto adora inteiramente, é dividir tendo tudo para você. É compartilhar, somar, analizar, decompor. É um colapso, uma dúvida, surpresa, um fascínio: um desafio. Não é qualquer um que consegue, não é todo mundo que sabe manter... Mas também não é qualquer um que perde. É preciso pouco para se amar alguém e muito para se esquecer. De verdade, estão na lista das pessoas mais corajosas do mundo aquelas que se atrevem a se entregar a um amor... E aquelas que têm a petulância de esquecê-lo.
Quanto a mim? Sou atrevida o bastante para me entregar de uma vez, sem medos da sua assombração, sem você para me dizer ‘chega, ainda existo’. E melhor: sou petulante. De uma petulância suficiente para lhe dizer: cansei do você. Estou caindo fora. Vou ser feliz com o meu amor, sem paixões-fantasmas para me espantar. Porque, dessa vez, você não vai me impedir de me doar inteiramente, sem nenhum 'porém' dessa vez; ninguém vai me impedir... Nem eu.
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'Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei: eu te amo' ♪
Não vou mais chorar - Nando Reis :)
Que textão show em? Gostei!
ResponderExcluirGosto quando as pessoas expressam o que estão sentindo, é uma maravilha!!
A leitura produz um homem completo; a discussão, um Homem hábil; a escrita, um homem Preciso. “Francis Bacon”
Fica com Deus!!
Ah e pelo que entendi vc não está mais com a pessoa do texto?
ResponderExcluirSe o ama, corra atrás, vá em frente. Pra depois não se arrepender. Mas também só se valer a pena. Caso ao contrario, bola pra frente. :)